domingo, fevereiro 23, 2025

Caminhada do Agradecimento - Da Barra ao Bonfim

Marina - aprovada em Medicina na UFBA e na Bahiana

Maria Luiza - Aprovada em Medicina na Bahiana

Marcio Filho - aprovado para residência no Hospital Albert Einstein



















segunda-feira, janeiro 27, 2025

Arquitetos 50 anos - 25/01/1975 - 25/01/2025

Recordar e reviver!.. quando nos encontramos parece que o tempo não passou e voltamos a ser aqueles jovens estudantes dos anos 70...

Entrei num portal surrealista e saí nos anos 70 do século XX, na Faculdade de Arquitetura da UFBA, e la estavam presentes os irreverentes de 1969 e os certinhos de 1970 (com exceção de Gato, sempre descontraído, fazendo propaganda de sua bombinha). 
As meninas todas lindas… e os meninos também… Os anfitriões da festa Paulo e Vania, super elegantes, organizaram e providenciaram tudo, inclusive etiquetas para que ninguém errasse o nome de ninguém. O serviço de bebidas começou cedo e de repente parecia que estávamos numa sauna, calorzão de verão de Salvador, mas se tinha algo conspirando para estragar o evento, não adiantou. Baco, o deus das festas, do vinho e da alegria nos protegeu e em vez de confinados, nos espalhamos por toda a área, principalmente na varanda superior. 

Fiquei feliz de encontrar tantos colegas, alguns vejo eventualmente, outros que encontrei nas confraternizações de 30 ou 40 anos, e alguns que não via desde o tempo da faculdade, exatamente 50 anos, como por exemplo meu amigo Roriz e juntos lembramos de algumas histórias daquela época, isso é, eu me lembrava, ele nem tanto….rs.. como por exemplo quando éramos colegas em Resistência dos Materiais e nas provas entrávamos na fila da pesca que Sagot passava para todos. No segundo semestre da mesma matéria nos redimimos ,eu, Roriz e Vitor Estácio Bassoto resolvemos estudar e apostamos: quem não tirasse S, a nota máxima, pagaria cerveja num Boteco em frente a Faculdade. Resultado: nós três passamos com média S. Então Roriz me disse que infelizmente Vitor não está mais entre nós. Ele e tantos outros inesquecíveis estiveram presentes em nossos corações, e por eles fizemos um minuto de silêncio. Isso aconteceu depois dos belos discursos de Lourenço e Sibié. Gato também pediu o microfone apenas para nos divertir com suas brincadeiras. 

Ainda sob a proteção dos deuses, a luz voltou, e também o ar condicionado. A segunda parte da festa foi o apogeu: música de Arlindinho, mestre de instrumentos, agora não apenas teclado mas sopro também. Luis Carlos que já esperávamos, deu sua palhinha. E as cantoras revelação: Vania, Heliane e Jamile, sucesso!. Alguns rodopiaram pelo salão. O jantar foi servido. As lembranças distribuídas. 
E a festa acabou… E agora, José?… 
Paulo anunciou outra para daqui a 5 anos, o protesto foi geral!!!…. T
em que ser todo ano!!!!… 
51 - uma boa ideia!


Almoco no Lafayette





Festa no Salvador Dali









quinta-feira, janeiro 23, 2025

Veraneio 2025 - Barra de Sirinhaém

Imagens que valem por mil palavras

Ultimo dia - despedida



17 km nessa Estrada que não é estrada. Só passa com a maré baixa.
Sujeito a atolamentos.


As Games, Joaquim e Henrique

prontos para o Passeio de barco


Farra todos os dias

por do sol




quarta-feira, janeiro 22, 2025

Sobre os 60 - Fazenda Brejão (outubro/2023)

Anete 60 anos. Continuação depois de um tempão.


 Retomando as narrativas (quando Fernando se foi em 08/11/23 não tive ânimo de continuar a escrever). E já se passou tanto tempo, que não sei se vou conseguir lembrar de tudo. Mas vamos lá. Com a ajuda do WhatsApp vou tentar ser o mais fiel possível.

Bem, Charles & Guida e Bete & Mike  foram os primeiros. E a farra começou como descrito na outra postagem. Bete foi para a Pousada, não ficou para a farra noturna. Interessante como funciona esta pousada, não tem porteiro nem recepção, tem que ligar para o proprietário, ele entrega a chave (e providencia a limpeza do quarto) e na saída deixa a chave na caixa de correio. 

Abaixo algumas fotos que contam um pouco da história.


Os primeiros a chegar
Churrasqueira em funcionamento




Foram 250 litros de chopp

O mocotó de Charles


Turma animada

Grupo de trabalho



Teve arroz de Lúcio



Hora da maquiagem

Não deixe o samba morrer

Teve até eclipse no dia da comemoração (14/10/2023)
Cada um mais gostoso que outro


Foram vários bolos

Ah, não podia deixar de ter a visita ao eucalipto
Visitando as roças

E o samba não morreu

A turma do som

Hoje seria Mila's Drinks
Dizem que o bolo estava gostoso,
só deu tempo tirar foto

O pão de Claudinha

Decoração da festa
A famosa pizza de Nápoli by Mike
Temos um novo Courisco
Mil (cavalo de Serginho) na área



Cozinhar é preciso.......





Tivemos linguiça também


Amigas para sempre (Grace nem teve condições de aparecer na foto)


Teve outros aniversariantes de outubro


 E assim terminou esse evento maravilhoso, o restante da história vai ficar nas nossas lembranças (como estou esquecida...) e nos nossos sentimentos, com o gostinho de quero mais. E teve mais, Anete fez 61 anos em Salinas da Margarida. Até breve.

 


sábado, dezembro 07, 2024

JANETE BARRETO (1960-2024)

 Janete era de bem com a vida, alto astral, nunca a vi triste ou preocupada. 



Trabalhou alguns anos com Fernando, a relação deles era conturbada, entre tapas e beijos…


Ela sabia costurar, então Fernando a convidou para trabalhar na Letto para fazer estofamento de cadeiras. Apesar dela não ter experiência com estofamento, começou a fazer na base da tentativa e erro.  Neste ínterim, apareceu Julio para dar uma assessoria e levou um assento para um conhecido dele estofar. Trouxe o assento estofado e dizia que ninguém sabia estofar bem assim e mostrava a todos  elogiando exageradamente. Janete se irritou e resolveu mostrar que era melhor que o tal estofador. Ninguém segurou mais… tornou-se ótima estofadora e desenvolveu uma forma de estofar a base para teclado da mesa ergonômica que foi um sucesso absoluto!.. Ela gostava de desafios.  


As confusões com Fernando era geralmente pelos problemas financeiros, ela recebia dinheiro e gastava antes de pagar as contas do mês, então se enrolava… 


Quando Janete engravidou para ser mãe solteira, Fernando se indignou, dizia que ela não tinha condições nem financeiras nem psicológicas para ser mãe… e ela voltou para Lafayette, a famosa Três Morros. Ficamos distantes de Janete por um longo tempo.


Alguns anos mais tarde Fernando começou a frequentar Lafayette e a amizade entre eles voltou. Ela foi candidata a vereadora e ele transferiu o titulo para votar nela, que infelizmente não foi eleita. Passou um tempo assim, depois desentenderam-se novamente… 


Nem um  nem outro cuidava da saúde.  Fernando não ia em médico, Janete não cuidava de sua diabete. Em 2021 Fernando teve um AVC e ficou com o lado esquerdo paralisado. Janete teve Covid pesadíssima que todos pensavam que ela não fosse resistir, mas se recuperou.


Depois que ela saiu do hospital, liguei um dia para ela, que me contou:


Eu me senti mal em Lafayette e me levaram para Jequié, só me lembro até o momento que saí de casa. Fui internada em Jequié e depois me levaram para Salvador de ambulância, só soube tudo depois. Minhas irmãs acharam que eu ia morrer, então entregaram a casa alugada que eu morava e mandaram meu filho para ficar com o pai. Um dia acordei no hospital em Salvador, não sabia onde estava, nem me lembrava de nada, então pensei, será que eu morri? Será que aqui é o céu?  Cadê mãe? Cadê pai?.. 

Ai apareceram enfermeira e médica e me explicaram tudo.  

Agora estou ainda me recuperando, estou fraca e passo quase o tempo todo na cama e o pior vou precisar fazer hemodiálise, então fico aqui questionando Deus: se era pra fazer hemodiálise, por que não me levou logo? Pra que me recuperei da Covid?… e fico aqui me lembrando de Fernando. Fale com ele se quiser vir para cá, eu fico numa cama e ele na outra e passamos o dia falando mal de Deus.” 


Toda essa história ela me contou dando risada. Assim era Janete, alegre e bem-humorada em qualquer circunstância.


domingo, outubro 20, 2024

PEQUENO CONTO SOBRE O RIGOR DO AVANÇAR DA IDADE. - IDOSO! Ah! IDOSO!!!

Além dos problemas que o IDOSO carrega nos ombros e nos pensamentos depois de longos anos vividos, o cara passa a ser alvo de todos os tipos de admoestações e preconceitos nas ruas, lojas, shoppings e o diabo a quatro. 

A bem da verdade trata-se de uma minoria que age dessa forma, a maioria é respeitosa, vê o VELHO de forma afável e amigável. Agora, também, acontece nas estradas e rodovias deste imenso país. 

Tenho viajado sozinho, é claro, pilotando o meu carango a lugares de média distância, como Aracaju, Maceió, Paulo Afonso, entre outras plagas, e na sexta-feira passada, conclui uma viagem de 1.984 kms a Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus e cidades menores. Sou um motorista recorrentemente disciplinado, no entanto, não é incomum ser parado em postos rodoviários estaduais e federais. Como bem disse o Rei Roberto Carlos, coexistimos com o bem e o mal. 

Alguns policiais são mais estratégicos, outros nem tanto. No passado, confrontava aqueles que percebia do segundo grupo quando inferia pelo andar da conversa, que o sujeito queria propina. Já IDOSO, ajo diferente! Fixo o olhar profundamente nos olhos do policial que percebo propineiro, geralmente, se envergonha e libera para a continuidade da viagem. Há já algum tempo, tenho observado que alguns policiais mandam parar o veículo, e não solicitam documentos, não demonstram qualquer insinuação malevolente e só querem conversar... Fazem perguntas aleatórias, mudam para outros assuntos, depois retornam aos questionamentos anteriores, isso tudo em 3 ou 4 minutos. 

Um exemplo fica por conta desta última viagem. Em Planalto, próximo a Vitória da Conquista, um PRF todo bonitinho, loiro escandinavo, bem barbeado, usando armação de óculos de segurança de mandatários tupiniquins, ou não, ordenou encostar o carro. Aproximou-se, fez suas anotações de praxe, solicitou a documentação e entrou na seguinte conversa. 

- O senhor vai a Conquista? -
- Sim!
-O carro está em seu nome?
-Sim! Está registrado no documento do carro e carteira de motorista , respondi. 

O policial viu o maço de cigarros no console, e perguntou:  
- O senhor fuma quantos cigarros por dia?
- Depende do dia... se é longo fumo mais cigarros... se é curto fumo menos - e complementei sorrindo antes que a conversa descambasse para um lado indesejado,  que fumava desde os 16 anos, estou próximo aos 83, portanto, um lucro de 8 anos já que a vida média do brasileiro é de 74 anos. 

Sentiu! Creio que fez a pergunta a si mesmo se chegaria onde estou, e mudou de conversa. Eu estava vestido com uma camisa do Bahia, boné também, e com um sorriso amarelo, falou: 

Libero logo o senhor se complementar a frase :

 - O Bahia o que é que é? 

 Respondi de supetão: 

- O BAHÊA É A MINHA PORRA! 

 Foi uma risada geral dos policiais que estavam próximos e acenando com a mão mandou seguir adiante. Desta forma insólita descobri que IDOSO também é obrigado a ser humorista, e tratado como tal! Já em casa, fiquei longo tempo refletindo sobre o porquê estou sofrendo essas ações nos últimos tempos. Concluí que os policiais estavam testando as minhas funções cognitivas, como linguagem, orientação, atenção, reflexos entre outras. É evidente que não deixa de ser um cuidado extra da autoridade com o condutor do veículos e terceiros, mas que constrange, é fato. Fica então a dica para quem está chegando lá, especialmente se é viajante solitário.

(Texto de Hamilton Ipê)

Momentos de Recordação

Quando saímos da fazenda para estudar em Jequié, moramos numa pequena casa rústica, semelhante à  casa de trabalhador do campo, enquanto nossos pais construíam a casa da foto a seguir o texto.

Íamos para a escola, Mainha ficava todos os dias supervisionando a construção, não tinha tempo de fazer nossa comida para o almoço, e durante muitos meses vivíamos de arroz, ovos e farinha.

Quase concluída a casa, diga-se de passagem, uma bela casa, confortável, grande, e com o terreno que ia à rua de baixo. 

Mudamos antes do término!

O quarto da minha irmã de apenas quatro ou cinco anos ficava numa parte saliente, na frente, junto à varanda. Tinha duas formas de entrar: "por dentro e pela varanda".

Certa feita, um garoto da minha idade que estava sempre em nossa casa, vizinho, discutiu comigo, entrou no quarto da minha irmão, teve um acesso de raiva e começou mexer nos objetos sobre a penteadeira, e, quando vi, parti para cima dele, o enchi de "porrada", não aguentou e saiu em disparada para sua residência ao lado.

Fiquei na espreita, só observando!

Percebi então que ele pegou uma pedra pontiaguda, estava batendo e furando o muro recém construído. 

Dessa vez, não bati no moleque... fui à sua casa, falei com o pai o que tinha acontecido, logo o pai deu-lhe uma surra tão forte que tive de intervir.Apanhou duas vezes! (Não se faz mais país como antigamente).

Outra lembrança maravilhosa foi quando acordamos assombrados com tiros durante a noite, corremos, e Mainha estava atirando para o alto, de revólver, para assustar um ladrão-de-galinhas.

Belos tempos!

(Texto de Hamilton Ipê)

Caminhada do Agradecimento - Da Barra ao Bonfim

Marina - aprovada em Medicina na UFBA e na Bahiana Maria Luiza - Aprovada em Medicina na Bahiana Marcio Filho - aprovado para residência no ...