Marina - aprovada em Medicina na UFBA e na Bahiana
Maria Luiza - Aprovada em Medicina na Bahiana
Marcio Filho - aprovado para residência no Hospital Albert Einstein
Marina - aprovada em Medicina na UFBA e na Bahiana
Maria Luiza - Aprovada em Medicina na Bahiana
Marcio Filho - aprovado para residência no Hospital Albert Einstein
Recordar e reviver!.. quando nos encontramos parece que o tempo não passou e voltamos a ser aqueles jovens estudantes dos anos 70...
Almoco no Lafayette |
Festa no Salvador Dali |
Anete 60 anos. Continuação depois de um tempão.
Retomando as narrativas (quando Fernando se foi em 08/11/23 não tive ânimo de continuar a escrever). E já se passou tanto tempo, que não sei se vou conseguir lembrar de tudo. Mas vamos lá. Com a ajuda do WhatsApp vou tentar ser o mais fiel possível.
Bem, Charles & Guida e Bete & Mike foram os primeiros. E a farra começou como descrito na outra postagem. Bete foi para a Pousada, não ficou para a farra noturna. Interessante como funciona esta pousada, não tem porteiro nem recepção, tem que ligar para o proprietário, ele entrega a chave (e providencia a limpeza do quarto) e na saída deixa a chave na caixa de correio.
Abaixo algumas fotos que contam um pouco da história.
Os primeiros a chegar |
Churrasqueira em funcionamento |
Foram 250 litros de chopp |
O mocotó de Charles |
Turma animada |
Grupo de trabalho |
Teve arroz de Lúcio |
Hora da maquiagem |
Não deixe o samba morrer |
Teve até eclipse no dia da comemoração (14/10/2023) |
Cada um mais gostoso que outro |
Foram vários bolos |
Ah, não podia deixar de ter a visita ao eucalipto |
Visitando as roças |
E o samba não morreu |
A turma do som |
Hoje seria Mila's Drinks |
Dizem que o bolo estava gostoso, só deu tempo tirar foto |
O pão de Claudinha |
Decoração da festa |
Amigas para sempre (Grace nem teve condições de aparecer na foto) |
Teve outros aniversariantes de outubro |
E assim terminou esse evento maravilhoso, o restante da história vai ficar nas nossas lembranças (como estou esquecida...) e nos nossos sentimentos, com o gostinho de quero mais. E teve mais, Anete fez 61 anos em Salinas da Margarida. Até breve.
Janete era de bem com a vida, alto astral, nunca a vi triste ou preocupada.
Trabalhou alguns anos com Fernando, a relação deles era conturbada, entre tapas e beijos…
Ela sabia costurar, então Fernando a convidou para trabalhar na Letto para fazer estofamento de cadeiras. Apesar dela não ter experiência com estofamento, começou a fazer na base da tentativa e erro. Neste ínterim, apareceu Julio para dar uma assessoria e levou um assento para um conhecido dele estofar. Trouxe o assento estofado e dizia que ninguém sabia estofar bem assim e mostrava a todos elogiando exageradamente. Janete se irritou e resolveu mostrar que era melhor que o tal estofador. Ninguém segurou mais… tornou-se ótima estofadora e desenvolveu uma forma de estofar a base para teclado da mesa ergonômica que foi um sucesso absoluto!.. Ela gostava de desafios.
As confusões com Fernando era geralmente pelos problemas financeiros, ela recebia dinheiro e gastava antes de pagar as contas do mês, então se enrolava…
Quando Janete engravidou para ser mãe solteira, Fernando se indignou, dizia que ela não tinha condições nem financeiras nem psicológicas para ser mãe… e ela voltou para Lafayette, a famosa Três Morros. Ficamos distantes de Janete por um longo tempo.
Alguns anos mais tarde Fernando começou a frequentar Lafayette e a amizade entre eles voltou. Ela foi candidata a vereadora e ele transferiu o titulo para votar nela, que infelizmente não foi eleita. Passou um tempo assim, depois desentenderam-se novamente…
Nem um nem outro cuidava da saúde. Fernando não ia em médico, Janete não cuidava de sua diabete. Em 2021 Fernando teve um AVC e ficou com o lado esquerdo paralisado. Janete teve Covid pesadíssima que todos pensavam que ela não fosse resistir, mas se recuperou.
Depois que ela saiu do hospital, liguei um dia para ela, que me contou:
“Eu me senti mal em Lafayette e me levaram para Jequié, só me lembro até o momento que saí de casa. Fui internada em Jequié e depois me levaram para Salvador de ambulância, só soube tudo depois. Minhas irmãs acharam que eu ia morrer, então entregaram a casa alugada que eu morava e mandaram meu filho para ficar com o pai. Um dia acordei no hospital em Salvador, não sabia onde estava, nem me lembrava de nada, então pensei, será que eu morri? Será que aqui é o céu? Cadê mãe? Cadê pai?..
Ai apareceram enfermeira e médica e me explicaram tudo.
Agora estou ainda me recuperando, estou fraca e passo quase o tempo todo na cama e o pior vou precisar fazer hemodiálise, então fico aqui questionando Deus: se era pra fazer hemodiálise, por que não me levou logo? Pra que me recuperei da Covid?… e fico aqui me lembrando de Fernando. Fale com ele se quiser vir para cá, eu fico numa cama e ele na outra e passamos o dia falando mal de Deus.”
Toda essa história ela me contou dando risada. Assim era Janete, alegre e bem-humorada em qualquer circunstância.
Além dos problemas que o IDOSO carrega nos ombros e nos pensamentos depois de longos anos vividos, o cara passa a ser alvo de todos os tipos de admoestações e preconceitos nas ruas, lojas, shoppings e o diabo a quatro.
A bem da verdade trata-se de uma minoria que age dessa forma, a maioria é respeitosa, vê o VELHO de forma afável e amigável. Agora, também, acontece nas estradas e rodovias deste imenso país.
Tenho viajado sozinho, é claro, pilotando o meu carango a lugares de média distância, como Aracaju, Maceió, Paulo Afonso, entre outras plagas, e na sexta-feira passada, conclui uma viagem de 1.984 kms a Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus e cidades menores. Sou um motorista recorrentemente disciplinado, no entanto, não é incomum ser parado em postos rodoviários estaduais e federais. Como bem disse o Rei Roberto Carlos, coexistimos com o bem e o mal.
Alguns policiais são mais estratégicos, outros nem tanto. No passado, confrontava aqueles que percebia do segundo grupo quando inferia pelo andar da conversa, que o sujeito queria propina. Já IDOSO, ajo diferente! Fixo o olhar profundamente nos olhos do policial que percebo propineiro, geralmente, se envergonha e libera para a continuidade da viagem. Há já algum tempo, tenho observado que alguns policiais mandam parar o veículo, e não solicitam documentos, não demonstram qualquer insinuação malevolente e só querem conversar... Fazem perguntas aleatórias, mudam para outros assuntos, depois retornam aos questionamentos anteriores, isso tudo em 3 ou 4 minutos.
Um exemplo fica por conta desta última viagem. Em Planalto, próximo a Vitória da Conquista, um PRF todo bonitinho, loiro escandinavo, bem barbeado, usando armação de óculos de segurança de mandatários tupiniquins, ou não, ordenou encostar o carro. Aproximou-se, fez suas anotações de praxe, solicitou a documentação e entrou na seguinte conversa.
Sentiu! Creio que fez a pergunta a si mesmo se chegaria onde estou, e mudou de conversa. Eu estava vestido com uma camisa do Bahia, boné também, e com um sorriso amarelo, falou:
Libero logo o senhor se complementar a frase :
- O Bahia o que é que é?
Respondi de supetão:
- O BAHÊA É A MINHA PORRA!
Foi uma risada geral dos policiais que estavam próximos e acenando com a mão mandou seguir adiante. Desta forma insólita descobri que IDOSO também é obrigado a ser humorista, e tratado como tal! Já em casa, fiquei longo tempo refletindo sobre o porquê estou sofrendo essas ações nos últimos tempos. Concluí que os policiais estavam testando as minhas funções cognitivas, como linguagem, orientação, atenção, reflexos entre outras. É evidente que não deixa de ser um cuidado extra da autoridade com o condutor do veículos e terceiros, mas que constrange, é fato. Fica então a dica para quem está chegando lá, especialmente se é viajante solitário.
(Texto de Hamilton Ipê)
Quando saímos da fazenda para estudar em Jequié, moramos numa pequena casa rústica, semelhante à casa de trabalhador do campo, enquanto nossos pais construíam a casa da foto a seguir o texto.
Íamos para a escola, Mainha ficava todos os dias supervisionando a construção, não tinha tempo de fazer nossa comida para o almoço, e durante muitos meses vivíamos de arroz, ovos e farinha.
Quase concluída a casa, diga-se de passagem, uma bela casa, confortável, grande, e com o terreno que ia à rua de baixo.
Mudamos antes do término!
O quarto da minha irmã de apenas quatro ou cinco anos ficava numa parte saliente, na frente, junto à varanda. Tinha duas formas de entrar: "por dentro e pela varanda".
Certa feita, um garoto da minha idade que estava sempre em nossa casa, vizinho, discutiu comigo, entrou no quarto da minha irmão, teve um acesso de raiva e começou mexer nos objetos sobre a penteadeira, e, quando vi, parti para cima dele, o enchi de "porrada", não aguentou e saiu em disparada para sua residência ao lado.
Fiquei na espreita, só observando!
Percebi então que ele pegou uma pedra pontiaguda, estava batendo e furando o muro recém construído.
Dessa vez, não bati no moleque... fui à sua casa, falei com o pai o que tinha acontecido, logo o pai deu-lhe uma surra tão forte que tive de intervir.Apanhou duas vezes! (Não se faz mais país como antigamente).
Outra lembrança maravilhosa foi quando acordamos assombrados com tiros durante a noite, corremos, e Mainha estava atirando para o alto, de revólver, para assustar um ladrão-de-galinhas.
Belos tempos!
(Texto de Hamilton Ipê)
Marina - aprovada em Medicina na UFBA e na Bahiana Maria Luiza - Aprovada em Medicina na Bahiana Marcio Filho - aprovado para residência no ...