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quarta-feira, maio 14, 2025

Espaço Amelinha


No site oficial do YouTube hoje foi lançado o Charles e Guida - Bife (Mantinha)"  Como sempre sucesso total. Parabéns tia Guida pela sua desenvoltura, Charles estava mais tímido. Naninha como sempre dando um show a parte (mas não é para ficar convencida). E Dudão merece mais aplausos ainda por ser o cara por trás de todo esse projeto. Temos o apoio tbém de Mariane e Silas que estão por trás da câmera e som, profissionais.

O blog tem sido substituído aos poucos por outras mídias sociais, o que acho uma pena, mas assim como os jornais e revistas físicas, ainda sobrevive. Acho legal ter esse registro.

Como funciona:

Temos o Espaço Amelinha em Conquista situado na Rua Tertuliano Sales, 285. Candeias, Vitória da Conquista - BA , CEP

Sede do Clube da Amizade
No espaço tem uma cozinha ambientada para a época do livro (A Alimentação do Planalto de Conquista de 1930 a 1950 - Amélia Barreto de Souza) com seu fogão a lenha, forno a lenha e utensílios utilizados na época como o candeeiro, buião, gamelas, entre outros.

Convidados fazem as receitas presentes no livro ou alguma receita que de alguma forma tem uma memória afetiva.

As primeiras convidadas e que deram o start no projeto as irmãs de Amélia, Noélia e Normélia (Norma) fizeram a receita do Norma e Noélia - Chimango Tradicional, delícia incomparável. Ir a Conquista tem que obrigatoriamente comer um Chimango, e o de mainha sempre é o mais gostoso.

Teve Bete com o Pé de Moleque, lembrança afetiva já que ela era amiga de Célia, filha de Amélia e sempre tinha esse doce por lá. Bete - Pé de Moleque

Temos depois o Sequilho de Coco feito por Neuza - Sequilho de Coco.

Teve a participação de Lúcio e Joana que vão ser pais de João Marcos com o feijão tropeiro. É o chef mais requisitado nas nossas festas e veraneios, ninguém consegue fazer uma festa sem o Baião de Dois, Arroz e Feijão Tropeiro de Lúcio, inclusive o que chama mais atenção é que o tacho que ele usa normalmente é feito com uma calota de roda de trator . Lúcio e Joana - Feijão Tropeiro


Anamira, exímia cozinheira, tudo que faz é gostoso, inclusive esta receita de sopa de aipim, que combina com o friozinho de Conquista. Anamira - Sopa de Aipim

E antes de Charles e Guida, o Chimango de Aipim de Sandra e Aites que está bombando na internet. Sandra e Aites - Chimango de Aipim

Já temos no forno mais convidados, Rui fez a Vaca Atolada, Robinho fez o Suã, eu fiz a Linguiça de dona Santa. Toda semana é lançado um novo vídeo, ah, vai ter uma edição especial de São João. Muita fofoca, muito alegria, todos reunidos para fazer acontecer. E vovó Amélia lá do céu só observando e colocando todos para trabalhar neste projeto maravilhoso.

O livro está na 3ª edição, Célia (filha de Amélia) participou da organização desde o início. Para quem ainda não tem  ele está a venda por R$ 35,00 é só solicitar pelo WhatApp (77) 99989-4080.

Nos siga no Instagram e YouTube.

E, por favor, se inscreva, visualize e curta todos os vídeos.






terça-feira, janeiro 02, 2024

Espaço Amelinha


Amelinha passou por aqui, deixou rastros, fincou raizes. 
Criou muitas polêmicas, defendeu ideias, enfrentou dificuldades, não desistiu. 
Partiu. Estudou no tempo que foi possível, se formou e se especializou. 

Trabalhou, ensinou, viajou, ajudou a tanta gente, deixou saudade. 
Ambígua, lutou pelos interesses das mulheres, mas também defendeu valores tradicionais.  
Leu. Escreveu. Cozinhou, apresentou sua culinária na TV. 

Amelinha passou por aqui, deixou um legado, delimitou espaço: Espaço Amelinha.




Pre-lançamento livro A Alimentação no Planalto de Conquista - 3a edição

 

Local: Espaço Amelinha

Data: 27/dez/2023.


Um evento patrocinado por Duda, com apoio da turma de Conquista, especialmente Naninha, secretária e tesoureira.


A programação foi bem bolada: 

1. Bebidas, comidas e serviços de alto padrão. 

2. Música boa, repertório variado, cantor gato, fez a turma sair das cadeiras e dançar.

3. Discursos e homenagens. 

Nessa ordem tudo funcionou perfeitamente, no momento dos discursos, todos sentados e relaxados.

Duda abriu o evento, e várias pessoas falaram: Rui, Naninha, alguns depoimentos das sócias do Clube da Amizade que conviveram com Amelinha, e a Ministra Vera Lucia Araújo, escolhida recentemente pelo presidente Lula, para Ministra Substituta no TSE,




Convidados Especiais: As netas de Amelinha, Nara e Mariana, e as bisnetas Paula e Elisa.



Parentes e Amigos presentes ao Evento: Noelia, Norma, Eliezer, Sandra, Lucinha Chagas, Lucinha Barreto, Isabel, Sergio, Anete, Anamira, Jojô, Aninha, Rui, Haydee, Daniel, Dalila, Marilanda, Noelia Oliveira, Valá, Washington, Vilma, Vera, Dinda, Lucas, Marcio, Eduardo, Adailton, Marinize, entre outros.


Noite de Autógrafos:


Cada pessoa que adquiriu o livro escolheu pessoas para autografa-lo.










quinta-feira, dezembro 28, 2023

A Alimentação no Planalto de Conquista - 3a edição

 



Isaac, o cantor gato!

Naninha quase vira Isaaquete!



Dona Norma caiu na dança

Familia Adailton...






Os genros de Celia fazendo doce de leite no Espaço Amelinha.

Paula, Mariana, Elisa,Anete, Valá

Marilanda, Nara, Duda


domingo, maio 22, 2022

De Conquista: Evento no Museu Literário Amelia Barreto de Souza

Evento..... os preparativos

Quando se fala em homenagear Tia Amelinha é sempre uma responsabilidade! Seja no meio familiar ou em eventos como ontem, o assunto é tratado com muita responsabilidade, alegrias e saudades....

Tia Norma, sua fiel escudeira, se sacode toda. Avisa à tropa como um corneteiro!...  que todos se preparem para mais uma batalha!

Assim que houve o convite dessa homenagem ela foi logo aos álbuns de fotos.O Caravana da Alegria, em sua primeira edição, foi tirado do seu lugar para virar fonte histórica!   Material à mesa, começamos a conversar de modo ainda manso como faríamos a homenagem!..

Nesse fim de semana, a iminência do evento nos fez correr, acelerar... A cereja do bolo foi a presença de uma das alunas de D.Amélia: Noélia, bom demais!

As perguntas eram feitas... silêncio era a resposta... e as dúvidas eram nossas certezas.O que vamos fazer? Quem vai falar? Quais quitutes levar.....Bom......A batuta ficou na mão de Dona Norma! 

Tia Noe queria fazer 300 quibes. Ela falou: nada disso, 60 tá ótimo. Comentei que podíamos levar um Caldo Quente, tipo Vaca Atolada. Tia Noe e Duda acharam boa a ideia, mas D.Norma falou: nada disso! Quer arranjar trabalho para nós?

Se meu pai tivesse por aqui falaria ” Normélia é duro na queda” . Qui qui qui....ca ca ca ca....

A primogenitura de tia Noe nada nos serviu, manda quem pode......D.Norma vai ajeitando e colocando todo mundo no bolso. Tia Noe fala que tia Norma era uma criança muito engraçadinha, todo mundo gostava dela! Isso se transformou um pouco,  continua engraçadinha, mas meu pai se queixava dizendo que ela era mandona!

 Logo quando saiu o convite, tia Norma falou: Naninha vai falar em nome da família!. Eu ingenuamente falei: Tia, é um evento muito simbólico, lugar de gente importante. Ela disse: Você vai falar. Já está certo. Coloquei seu nome na lista.

 Diante desse convite, parti para o Caravana, primeira edição. Chorei muitas vezes pelas lembranças. Não so pelos que se foram, mas de nós... Quantas vivencias participamos.. de forma cumplice fazíamos de uma prosa um evento. Uma memoria e muitas histórias. Tudo era inspirador!...

Em Eclesiastes (7:10) tem o seguinte trecho: " Pois não é sábio fazer tais perguntas. Não digas: Por que razão foram os dias passados melhores do que estes; porque não provém da sabedoria esta pergunta. 

Tempo bom é agora......Coisa Dona Nica....Tempo é agora, mas as lembranças são boas demais...”.bom qui nem lombo”

Uma coisa me acertou no peito de vez.....Bel e Fernando fizeram uma historiografia da família.. O gigantismo desses dois  em perseverar com o jornal nos deu uma fonte de pesquisa de imensurável valor....Temos nas páginas do Caravana, a essência da existência das nossas raízes, de quem fomos, o que se passou naquela época.! Os causos do fundo do Baú de tantos que por lá escreveram....Alem das nossas raízes, temos o contexto de uma época, economia, política, viagens e até a evolução tecnológica que podemos observar no imprimir das páginas.

Isabel e Fernando brilharam, mil vezes brilharam... Meu Deus! Bom, dessa fonte caravanística, partir para o texto em homenagem a tia Amelinha. Desse texto me deu a vontade de saber tudo sobre Vovó Emília.

Texto pronto... mãos trêmulas...

Pedi auxilio emocional e portuguesistico a Isabel que falou ....” Acho que vai ser sucesso...”Encorajada, tomei um calmante e partimos. Tia Noe achou por bom tomar. A sabedoria é algo divino. O choro já tinha passado da garganta. Quem sabe ou não percebeu, o choro vem vindo, vem vindo, vem vindo até destampar nos zoi.. A pílula cercou o choro.

A turma de Amelinha tomou grande parte do auditório, ou bombamos ou nem vamos! Fomos ajeitando.....e assim com jeito amelhistico de ser, saiu tudo bem.....Para alívio o Profepix.  Duda, chegou a tempo.e resolveu as questões de audiovisual, biscoitenses, e afins.....Bom ...Inégável que a batuta de Dona Norma sempre funciona.......

Orquestrados e sinfonizados, passamos juntos por uma tarde  que valeu muitas décadas....

Até breve!

Naninha



O discurso:

Boa tarde a todos...

È uma honra muito grandes está aqui neste local: Pro_ler....Que nos inspira e que nos uniu hoje para falar de Amelinha...Uma pessoa que teve em suas mãos a arte de agregar parentes, amigos e colegas, ficaria muito feliz com esse evento!

Tia Amelinha sempre me vem a memória.....o crochê.....a cozinha......e o querer ensinar o que sabia. Em sua casa quando eu chegava  ainda menina,sentia no coração ser minha casa.....! Um cheiro de novidade! Muitas cores, doces e biscoitos.Um experiência sinestésica de fato!As paredes da sua casa eram cobertas de quadros, o rolo de crochê próximo ao telefone!  duas paixões......croche e o bate papo! 

Não imagino hoje ao que faria tia Amelinha no Whatsaap.....Tinha assunto de Mundo, de família, festas e encontros! Havia sempre projetos em andamento, viagens, livros, visitas, cursos......Era um turbilhão de coisas que faltava-me ar! 

 A casa de tia Amelinha era um lugar muito bom, muito organizada, tudo no seu lugar. A organização das coisas era muito característica dela. E se propusesse a um feito, podia chover canivetes, nada a tiraria do seu rumo.

 E se eu perder esse trem.....que sai agora as 11 horas...... isso pouco provável de acontecer!. O gosto pelo trem das 1 , não a faria atrasar em poucas hipóteses....

Amelinha é símbolo de amizade....e longas amizades. Dividir o que tinha de melhor era sua forma de multiplicar. Ensinar era seu propósito! Na cozinha era mestra e maestra! Panelas eram seu instrumento, mas era com a caneta, que escrevia as notas onde estivesse, em casa....UESB........tinha o poder da batuta, da simpatia.! Um sorriso de fazer tristeza gargalhar....

Tia Amelinha foi e continua sendo ainda um  esteio filosófico, feminista  da família. Minha geração,  as sobrinhas, carregamos o irreverente, as panelas, a casa e os livros  um jeito amelhistico de ser.O lar ou a escola? Não há dicotomismo nisso! Bastava a sabedoria e isso não lhe faltou, em  compartilhar na sua vida essas duas grandezas

Em 1956 suas irmãs Norma e Noelia foram  morar com ela. Um dos relatos feitos pelas duas em um jornal da nossa família, revelaram ...”vc nos ensinou a costurar, bordar, lavar, engomar...cozinhar, ler bons livros e ouvir musicas.....”

Ensinar......

Ela um dia ela escreveu sobre seus irmãos...Joao...um do mais velhos....” juntos fizemos balas para vender no campo de futebol, no domingo a tarde (quando chovia chupávamos as balas) Tecemos sapato de macram~e para vender...

Fazer.....

Outra historia é quando tia Noe nasceu, ela queria que seu nome fosse Zenith, uma marca de caneta da época....” Minha avó sabiamente não aceitou...

Aprender....

Edinho o mais danado de todos, meu pai diga-se de passagem, ela conta ....” em 1946 voltei para salvador, trazia na mala vestidos novos, pó de arroz, esmalte para as unhas e batom. Um dia ele gastou meu batom vermelho da época, pintando o jumento.....

O perdoar......

Uma dia Tia Amelinha foi passar umas férias com vovó Emilia  e lá ficou por quase cincos anos.....! Em um dos seus relatos ela conta que sua avó “Ensinou a ler...escrever....remendar...fazer beiju...torrar café....e outros trabalhos, quando queria aprender..Lia todas as noites, dela herdamos o gosto pela leitura”

Mesmo ao voltar para casa, tia Amelinha nunca perdeu o vínculo com sua avó....Em 89, ela transcreve a carta da sua avó, para conhecimento de todos nós

 “ Fazenha Onha , 30 de agosto 52

 Amelinha , amável neta,

Abraço -te

Veio-me as mãos tua amável cartinha , o que muito me alegrou , junto o retrato do nosso Luís Carlos. Achei muito engraçadinho.

Nice ainda continua gorda, eu vou passando no mesmo. Então , ainda desejas que eu vá passar dias contigo? Pois filha não acho possível fazer-te está vontade. Conheço que não posso fazer viagem longa, o nosso amor é constante mesmo de longe.

(Termino sem mais assunto. Fau, Nice , Maurio enviam lembranças para todos. Abraços para Arlindo, os queridos filhinhos. Para tu um abraço da vo que muito estima .)

Emília “

Tia Amelinha aproveitou.....aprendeu o que quis e o que lhe fora possível! Se inspirou para a vida e para os livros, ou seja para o Mundo!

Amelia é um exemplo de que a Educação transforma!

Obrigada.

Naninha

Comentário de Ivana

Disse tudo com maestria e fidedignidade revelando toda a essência da nossa amável e eterna vovó Amélia.  Mainha vive dizendo " como Ivana parece com Amelia" ....ouvi isto desde pequeninha. Neste tempo tinha muita raiva de parecer com ela, pois o que ouvia sobre ela era sempre que era muita chata, exigente....."um porre". Depois de um tempo, que enxerguei a vovó Amélia em mim, como amo ser comparada a ela. Até mesmo nas esquisitices de provar os ingredientes enquanto cozinha ( lingüiça crua inclusive rsrsrs)....e assim minha mãe me observa e diz " parece Amélia demais" e a felicidade invade meu ser! Quanta honra parecer com vovó! Saudades Eternas! ❣️❣️❣️   Ivana







terça-feira, outubro 22, 2019

Museus por dentro - Por dentro dos Museus



a família foi fardada...



Capricharam nas receitas do livro de Amélia

Dudáo deu entrevista pra TV

Anete falou...

As merendeiras com os aventais do evento





quarta-feira, setembro 18, 2019

Museu Literário Amélia Barreto de Souza

Como sempre vovó Amélia não nos deixa em paz. Eta mulher danada. Orgulho de todos nós. E vamos preparar para a homenagem.

quarta-feira, novembro 22, 2017

A alimentação no Planalto de Conquista – 1930 a 1950

Lançamento da segunda edição do livro de Amelinha


Poderíamos dizer que a festa foi quase tão boa quanto a da primeira edição, não foi igual porque não tínhamos a presença física da autora, mas com certeza ela estava entre nós, através das nossas lembranças e saudades.

As incansáveis Noélia, Norma e Anamira fizeram várias receitas do livro usando as técnicas da época. Nada de batedeira, os ovos foram batidos a mão.  Nada de facilidades, modernidades ou tecnologia. Além disso, algumas sócias do Clube da Amizade também preparam algumas receitas. A turma da infra-estrutura deu duro, ajudando de todas as formas. E a equipe de apoio: Anete, Sandra, Guida, Karla, Naninha, Joana, Diego, Fernando, Edinho, Charles, Sérgio, Eliezer entre outros, muito contribuiu para o sucesso do evento.

Duda, foi o anfitrião da festa no Clube da Amizade. Ele, Karla e Naninha organizaram a programação.


  •         Abertura – Lindinalva, presidente do Clube
  •          Leitura Receita – Ana Rocha
  •        Nossa convivência com Amelinha – Isabel
  •        Leitura do poema TiAmelinha – Anete
  •        Leitura de Receita – Sandra
  •        Leitura do texto Amelinha Lia – Guida
  •        Leitura do texto Três Mulheres – René
  •        Homenagem a Amelinha – D.Eleusa, sócia do Clube
  •        Apresentação musical Robson e Adriano Botura
  •        Apresentação musical – Diego
    


       Enquanto isto o serviço de Comes e Bebes não parou. Licores de jenipapo, figo, passas cujas receitas estão no livro,  além de cerveja que não pode faltar num evento deste.

    Antes do inicio da programação foi servida a entrada:  uma Sopa de Aimpim com Molho de Pimenta (preparado por Fernando). Após as apresentações, continuou o serviço com as iguarias: sarapatel, carne de porco, carneiro acompanhados com arroz e farofa. E para quem não quis jantar, tinha chimango, vários bolinhos (não podemos chamar de cup cake). Sobremesas: pé de moleque, com gosto da casa de tia Amelinha,  cocadinha de cacau,com gosto da casa de Noélia, e mais doces variados: ambrosia, doce de mamão, etc.  Tudo elaborado de acordo com as receitas do livro e com todo o esmero da equipe.

 Enfim, foi uma linda festa!....


... que continuou no dia seguinte, com almoço na casa de Norma, muita resenha, muita comida, muitas lembranças. E começaram as despedidas, alguns retornando para Salvador. Antes disso a foto final com todos devidamente usando a camisa com a capa do livro que foi uma iniciativa e produção de Anete e Vera.


Todo o evento foi bancado por Duda, que ofereceu os livros ao Clube da Amizade. 

Para quem quiser adquirir algum exemplar:

clubedaamizadevca@gmail.com

quinta-feira, setembro 08, 2016

Nostalgia

A brochura, "A página de Amelinha” tem, na contracapa, uma foto que registra um breve momento que gostaria de relatar. Estamos os três filhos e minha mãe antes da saída de casa para o primeiro dia de aula. A fotografia foi feita na entrada da nossa casa, no pequeno jardim, antes da entrada principal, que era uma antessala à sala de visitas e sala de jantar do casarão da Rua Nova, número 1, que depois se tornou Avenida Otávio Santos, 495.

Meus irmãos já estudavam na escola do Professor Moura e esse seria o meu primeiro dia nessa escola, assim como seria o primeiro dia para Amélia na Escola Normal. Não me lembro do nome da escola na época, nem tão pouco sei como se chama agora, mas era chamada de Escola Normal, pois tinha essa modalidade de curso colegial, além do clássico e científico, destinada à graduação de professores para o ensino no curso primário. A formação desses professores era primorosa, principalmente na língua portuguesa, que os colocava como pessoas letradas. Estudava-se inclusive latim, como disciplina curricular, e dessa forma os professores do curso primário ocupavam lugar de destaque por seus conhecimentos.
Minha mãe e minha irmã usam saias plissadas nos seus uniformes, que são feitas em casa em uma autoclave que molda essa forma nos tecidos. A autoclave ficava no ultimo quarto da casa, um quarto de costuras, e era um empreendimento de minha mãe – fazer plissados em tecidos para serem usados nos uniformes escolares, e outras saias também.
Eu e meu irmão exibíamos cortes de cabelo com topete, de uso obrigatório na época, e se tornou moda cinquenta anos depois, com os jogadores de futebol.
Após registrar o momento em fotografia, eu estava ansioso para o meu primeiro dia de escola de “verdade”, que era pra valer, que tinha nota vermelha e palmatória. Antes foi o pré-primário e a alfabetização na escola de Dona Mariquinha. Notei que minha mãe também estava apreensiva, pois, para Amélia, também era o seu primeiro dia de escola formal – antes tinha sido alfabetizada por sua avó Emília, seguido de um curso primário sem prometimentos em Três Morros (atual Lafaiete Coutinho). Agora ia iniciar o curso ginasial na Escola Normal: não podia ter notas vermelhas, pois era mãe de três filhos, que eram dedicados aos estudos, e esposa de um dos médicos da cidade. Mas ela tinha escolhido que ia tomar esse rumo, começando pelo de todos os dias seguir pela Rua Siqueira Campos para a Escola Normal.
Foi o nosso caminho sem volta, depois desse dia, nunca passamos um dia sem ir para a escola.
(Luiz Eduardo Barreto Martins)


terça-feira, agosto 30, 2016

Desafio aceito: Pudim de Pão

Aproveite o pão que o diabo amassou
 e faça um delicioso pudim

Pudim de pão - do livro A Alimentação no Planalto de Conquista - de Amélia Barreto de Souza.

Da próxima vez farei metade da receita...


terça-feira, agosto 23, 2016

TIAMELINHA

Velocípede novo, Dida, Vó Nicácia
Cão latindo, vento frio
Muito frio! .. E o
Quintal da casa de
Tiamelinha
Floresta cheia de onças
Sacis, “cobóis” e até assombrações
Eles, como as mangueiras do quintal
Surgem do nada, pedaços de felicidade
Soltos na memória que voltam
Mais presentes que quando vividos
Que alegram, que entristecem e
Trazem à tona coisas antes tidas
Como normais, como a amizade,
A verdadeira amizade!.. Coisa rara!..
Vento frio, bule com café com leite,
Irmã mais velha, pé de moleque,
Vó Zulmira, frio, muito frio...,
Saudade dos que foram..., Vontade
De voltar..., vontade de chorar....


Nando da Costa Lima
(filho de Altamirando Costa Lima)
(poema escrito em 2001) 

Desafio Livro de Amélia


Fazer uma receita do livro "Alimentação no Planalto de Conquista" e publicar neste blog.

Primeira receita - Cocada de chocolate - já publicada.

segunda-feira, agosto 01, 2016

O que falar de vovó Amélia?

A infância é a época mais injusta da vida, hoje estou quase chegando aos quarenta e posso dizer isso sem medo de errar. É a época em que não se tem contas a pagar, onde o tempo passa a passos lentos, quando uma singela moeda significa muito dinheiro, os sonhos se confundem com a realidade e os avós são eternos, sempre estarão lá para transformar os sonhos em realidade e encantar os netos com histórias e brincadeiras.

Tive muita sorte durante esse período, além dos 4 avós (maternos e paternos) ainda fui presenteada com uma bisavó. Não tive do que reclamar, naquela época, anos 80, era normal ter pais casados e presentes, ter avós maternos e paternos, vários tios e uma bisavó. Todos tiveram um papel na minha infância, mas o que falar de vovó Amélia?

Foi ela quem curtiu as netas (eu e minha irmã) de uma maneira invejável, tanto ia nos visitar, de quando em vez, como fazia questão de curtir nossas férias como se fossem as dela. Eu ainda não tinha capacidade de entender o quanto minha vó significava para as outras pessoas ou para a sociedade, afinal uma “senhora” que se divorciou de um doutor em meados dos anos 70, e foi para a escola junto com os filhos, poderia ser taxada de doida ou de revolucionária. Para mim ela era minha vó e só isso bastava.

Dos sonhos transformados em realidade e dos momentos de “corujice voterna” as festas juninas, os aniversários e natais eram um espetáculo a parte. O que dizer de uma avó cuja bagagem estava repleta de biscoitos de Conquista e a cabeça repleta de ideias para encantar adultos e crianças? Lembro de uma vez que fui fantasiada de palhaço e provavelmente devo ter morrido de vergonha, lembro-me de uma mesa de aniversário (não lembro se era o meu ou o de minha irmã) cheia de tartarugas, feitas com pães ou algo assim; em outro momento tinha um bolo com cobertura de chocolate e várias frutas em miniatura, feitas com leite em pó nas mais diversas formas e cores. Infelizmente a memória não me deixa lembrar os detalhes, exceto a parte antes das festas que era uma festa a parte. Além de fazer o brigadeiro, e raspar a panela, ainda tínhamos a expectativa de raspar o tacho de qualquer coisa doce; poderia ser uma cocada, a cobertura ou até mesmo a massa crua do bolo.

O tempo passou e os avós se foram, as contas surgiram, as obrigações, os horários a cumprir, o trabalho a fazer, a tão sonhada “independência”, independente da minha vontade. Na memória ficaram as poucas lembranças de um tempo passado que não retorna, mas a certeza de uma infância repleta de aventuras e recordações de vovó Amélia.

(Texto de Mariana para a segunda edição do livro de Amelinha)



segunda-feira, julho 25, 2016

Primeira Receita - Cocada de Chocolate - Livro de Amélia

E vamos à primeira receita do livro de vovó Amélia.
Este projeto está baseado na reedição do livro A ALIMENTAÇÃO NO PLANALTO DE CONQUISTA - 1930 A 1950 
Este vídeo foi gravado na Fazenda Itapoan de Califa e tia Noe. Fomos lá, eu, mainha e Serginho e na véspera de ir embora lembrei e começamos a gravar a primeira receita. Foi gravado em 05/07/2016 e ontem Diego editou e temos já uma amostra do que vem daí para frente.
Bem, o projeto é o seguinte, qualquer pessoa pode pegar uma receita do livro e fazer, filmar e editar e colocar aqui no Caravana. Vamos seguir a ordem e sempre colocar este índice no corpo da publicação.
01 - Primeira Receita - Cocada de Chocolate - Livro de Amélia
02 - .... (Quem vai ser o próximo?????? )

Sempre é bom lembrar de pessoas queridas e mais ainda de uma pessoa tão importante na nossa vida, inesquecível, batalhadora, uma mulher que fez a diferença, que como disse tio Nilson, Amelinha lia... Mas Amelinha não só lia, ela tinha opinião, ela tinha uma personalidade forte, ela queria e fez um diferencial na sua e na nossa vida. E hoje começamos com esta pequena homenagem.


Esta é a receita original do livro.

TABLETE DE CACAU (chocolate) (D. Etelvita) 


200 g de caroço de cacau torrado, sem a pele e moído 
1 litro de leite 
1 ½ kg de açúcar 

PREPARO - Misture os ingredientes numa panela grossa ou num tacho. Leve ao fogo, mexendo com uma colher de pau. Quando estiver no ponto de corte, tire do fogo e mexa mais um pouco. Despeje num tabuleiro untado. Corte em quadradinhos.

sexta-feira, julho 15, 2016

Amelinha lia

Era tempo da expressão “Grande Guerra”. Lá sabia eu o que era guerra, e saber o que era ler estava ainda bem mais distante. Com tanto se falar a palavra guerra, fui descobrindo o que era.
Os Gonçalves lideravam o desfile da marcha pela rua principal ( e única!) de Três Morros, ao som de tambor, caixa e clarinete. A molecada se divertia – a fanfarra era guerra.

Faltava açúcar branco (cristal) nas vendas. Falta de açúcar branco era guerra. O jeito era consumir açúcar preto (mascavo), que às vezes também faltava – falta de açúcar preto era guerra. Aí, era coar café com garapa de cana, mas menino não bebia café – comia café com farinha.
Faltava pão na venda e padaria de Dino – era guerra. E o pior: Faltava bolacha papuda, que menino comprava com trocados de tostões e cruzados. Quando os tostões eram poucos, era comer bolacha papuda no escondido.

Acontecia a guerra que era a falta de gás (querosene). Os candeeiros e fifós não se acendiam nas casas de Três Morros. Tudo escuro em noites sem luar, mas, para resolver, valia-se da lamparina alimentada com óleo de mamona, que se produzia e adquiria por ali mesmo.
Amelinha tinha um pequeno candeeiro a gás. Eu sempre acordava pelo meio da noite e, de olhos meio abertos, via a claridade sob o telhado na parte correspondente ao quarto onde dormia Amelinha. Amelinha lendo, certamente; e achava eu que isso era coisa de gente grande.

Eu e companheiros, quando pegávamos uma revista, jornal ou livro, era para virar páginas, vendo figuras - se coloridas as figuras, era uma beleza só.
E Amelinha lia, até altas horas da noite. No dia a dia corria o zunzum: Zezinho (pai) não gostava: Se era porque a luz acesa gastava gás, ou a lamparina consumia óleo de mamona; ou, ainda, porque ela lia, e o que lia. Eu nem aí. Mas chamava-me atenção: Amelinha lia.

Amelinha aprendia, ensinava e induzia outros à leitura. Uma virtude que ela demonstrava, entre outras – com aulas até mesmo indiretas (quando se dizia: Amelinha faz isso, faz assim...) em várias áreas, como na culinária, na costura, no tricô e, a meu ver, uma aula importantíssima: LER.

Quando ingressei na escola (aos 8 anos de idade), despertou-me a curiosidade por ler e, lembrando-me de Amelinha, achava que seria bom saber ler. Para mim a grande aula de Amelinha: LER.
Muito obrigado, irmã!... Saudade...


Nilson Andrade Barreto


(Texto de Nilson para a nova edição do livro de Amélia)

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