domingo, janeiro 25, 2026

As melhores viagens da minha vida fiz sem sair do lugar

Capitulo III - 2025

Nas viagens literárias de 2025, como sempre, os escritores — esses seres extraordinários — foram meus guias. Eles nos conduzem aos lugares mais recônditos, atravessando passado, presente e, às vezes, até o futuro com suas distopias. E, no caminho, criam uma conexão tão profunda que nos faz sentir amigos de pessoas de todas as origens e épocas.
Briguei com Eça de Queiroz nos tempos de estudante, quando a leitura era uma obrigação. Só há pouco tempo fizemos as pazes, e desde então todo ano há um Eça na minha vida. Em 2025, foi a vez de O Crime do Padre Amaro — e a leitura valeu cada página.
Dois velhos conhecidos voltaram a me conquistar: Ian McEwan com O Jardim de Cimento e Philip Roth com O Teatro de Sabbath. Soma-se a eles Hermann Hesse e seu O Lobo da Estepe, que, estranhamente, só agora chegou às minhas mãos. Mas, afinal, tudo tem seu tempo, até mesmo os livros.
Prometi a mim mesma revisitar clássicos lidos há muito tempo, e assim escolhi Anna Kariênina, de Tolstói — esse gigante russo que disputa com Dostoiévski um espaço especial na minha preferência literária. Outra releitura que se fez essencial, O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, onde me descobri “epicurista”.
Nem sempre busco profundidade. Há momentos em que preciso de literatura leve, puro entretenimento, sem grandes provocações para a reflexão. Nesse grupo entraram A Lanterna das Memórias Perdidas, de Sanaka Hiiragi; Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg; Água Fresca para as Flores, de Valérie Perrin; e O Colecionador , de John Fowles. Acrescento ainda Um Nome Escrito em Sangue, de Matt Rees, biografia romanceada do pintor Caravaggio, de cuja arte sou admiradora, e Conclave, de Robert Harris, que despertou minha curiosidade após ter assistido ao filme. Autores até então desconhecidos para mim, que deixaram sua marca, ainda que, provavelmente, não os reencontre.
Outros, porém, se mostraram inesquecíveis. Fiquei fascinada com o colombiano Héctor Abad, em A Ausência que Seremos, e com o italiano Domenico Starnone, em Laços. Certamente retornarei a eles em outra ocasião.
Mantendo minha regra de não repetir autores no mesmo ano, Nikos Kazantzákis, que me conquistou com Zorba no ano passado, reconquistou com O Cristo Recrucificado. Fernando Aramburu também se destacou com Quando os Pássaros Voltarem, história de um professor de filosofia que decide marcar a própria morte para um ano depois, registrando suas reflexões em um diário. O humor e a vivacidade do personagem tornam a leitura profunda e divertida. E, entre os mais conhecidos, Thomas Mann com Mário e o Mágico, Stephen King com Quatro Estações, e Margaret Atwood com Vulgo Grace foram presenças marcantes.
Houve, claro, decepções. A Gaivota, de Sándor Márai, e O Sétimo Juramento, de Pauline Chiziane, não corresponderam às expectativas, provavelmente pelo impacto causado pelas leituras desses autores em anos anteriores.
Autoria nova trouxe temas fortes. Nadando no Escuro, do polonês Tomasz Jedrowski, e Sr. Loverman, de Bernardine Evaristo, narram amores proibidos com personagens gays. As Impacientes, de Djaïli Amadou Amal, da Nigéria, revela a dura realidade das mulheres no mundo islâmico, sujeitas a casamentos poligâmicos. Detalhe Menor, de Adania Shibli, medita sobre guerra, violência, memória e sofrimentos do povo palestino.
Entre clássicos do século XX, Saul Bellow chegou apenas agora com As Aventuras de Augie March, romance de formação que acompanha o crescimento pessoal e moral do protagonista. Tove Ditlevsen, da Dinamarca, com sua Trilogia de Copenhagen, narra sua própria vida com coragem, desde a infância em um bairro operário até a maturidade como escritora, passando pela dependência química que a levaria à morte.
E não só a ficção me fascinou. A Incrível Viagem de Shackleton narra a mais extraordinária aventura de todos os tempos: em 1914, o comandante inglês Shackleton reuniu uma tripulação para conquistar o Polo Sul. Mas o inverno chegou cedo, e o barco foi esmagado pelo gelo, restando apenas os botes salva-vidas de madeira. O Caminho do Sal, de Raynor Winn, conta a jornada de um casal que, após grandes perdas financeiras e um diagnóstico terminal, decidiu caminhar 1.013 quilômetros pelo Caminho da Costa Sudoeste — coragem e impulsividade em cada passo.
Ainda fora da ficção, Sonny Boy, livro de memórias de Al Pacino, foi leitura empolgante, especialmente por ser fã do ator. E, para finalizar, o livro da moda, Coisas de Rico: A Vida dos Endinheirados Brasileiros, do antropólogo Michel Alcoforado, além do espanto com os absurdos, diverte e provoca risadas.
Desafio - Literatura brasileira.
Conhecer cinco autores brasileiros com os quais eu nunca tivera contato foi, por si só, um desafio. E, se é desafio, comecei logo por Guimarães Rosa e seu Grande Sertões: Veredas — livro aclamado, comentado e que sempre evitei pela fama de leitura difícil. Costumo dizer que não tenho compromisso com nenhum autor: se ele não me conquista nos primeiros 10% do livro, abandono sem constrangimento. Com esse espírito iniciei a leitura. A dificuldade existe apenas no começo, até entendermos como a história é contada; depois disso, até os termos regionais revelam-se bastante compreensíveis dentro do contexto. O resultado é simplesmente sensacional. Ao final, refleti sobre a árdua vida dos tradutores — não consigo imaginar como um leitor estrangeiro consegue apreender plenamente essa obra.
O segundo escolhido foi Crônica da Casa Assassinada, do mineiro Lúcio Cardoso, um autor que descobri quase por acaso e que, justamente por isso, considero injustiçado. O romance acompanha a decadência de uma tradicional família mineira sob a perspectiva de seus próprios membros, expondo relações complexas, paixões proibidas e o mistério de um assassinato que simboliza a ruína familiar.
Mad Maria, de Márcio Souza, relata os horrores da construção da ferrovia Madeira-Mamoré entre 1907 e 1912, no coração da Amazônia. À época, os investidores acreditavam ser possível criar uma estrada capaz de competir com o Canal do Panamá. O resultado, diante das condições extremas da região, foi trágico: milhares de dólares desperdiçados e cerca de três mil homens mortos.
Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu, reúne contos que, sob o pano de fundo da ditadura militar brasileira, exploram a repressão, o desencanto, a solidão e a busca por afeto. O “mofo” simboliza os ideais corrompidos, enquanto os “morangos” representam os pequenos prazeres da vida .
Por fim, Oração para Desaparecer, de Socorro Acioli — a única autora contemporânea entre os escolhidos. O romance narra a história de uma mulher sem memória, encontrada desenterrada em Portugal, que precisa reconstruir sua vida, entrelaçando realismo mágico, tradições indígenas do Ceará e uma profunda busca por identidade.
Para finalizar essas viagens de leitura, O Mágico, do irlandês Colm Tóibín, surgiu como uma espécie de ponte entre o que foi lido e o que ainda virá. Ao narrar de forma romanceada a vida de Thomas Mann e comentar amplamente sua obra, o livro despertou em mim o desejo de começar 2026 com um novo desafio: escalar A Montanha Mágica. Que eu consiga chegar ao topo!..

 

domingo, dezembro 07, 2025

De Naninha para Leo: KID VÉI

É de sonho e de pó

Leo....desde de criança...acreditou em seus sonhos.....
As vezes a desesperança...pairava ...de várias formas..
Mas ele ... mesmo na ingenuidade....infante ....ele .... saia pelas ruas vendendo cachaça. 
Antes ....entregávamos leite ...em uma bicicleta bmx....
O baticum dos paralelepípedo ....perdíamos ....uns tantinho de leite..... Era O rastro de voltar para casa.

O destino de um só

como destino....Nao sei qua faz vezes ele se se sentiu só....
Mas sempre ....todo.mundo queria ficar perto.
Não havia diferença....entre letrados e não letrados...rico e pobre ...bem dizendo.
Na fazenda ...havia umaa diferenças:..entre quem sabia assinar o nome ...e quem não sabia....
Era o "único preconceito" que vivíamos. 
Muitos outros .... ..aprendemos.... com os de perto e os de longe.

Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo


Leo teve um cavalo pampa....
Em momentos de crise ....alegre as crianças....
Era um atividade....
Selar o cavalo.....
Passar lepecid nas orea....
Passar dendê com óleo queimado nas celas2
... pulverizar....
Nossas atividade....
Leo ...incorporou...
Passava com seu pampa..... brigava com moinhos ....
Talvez...por um.mundo melhor....

É de laço e de nó
De gibeira o jiló


De amarga já basta a vida.....
Leo comia jiló na roça....
O amargo....Era bom....
Fazia parte da vida.....
Mas .....tinha o carrinho de pau.....
Divertimento certo.....
Não tem nó tão apertado que um cara como ele não possa desatar.
Se ralava os cotovelos....eram as marcas das brincadeiras.....
As.lembrancas perdurammmm apenas da emoção e da resenha....
Quem se ralou mais ?

Dessa vida cumprida a sol
Sou caipira, pira, pora

Leo uma vez ...comprou um.berrante em Salvador....E da janela do quarto " chamado quarto de empregada "
Ficava ali tocando. Nao sei bem ....o que a turma da vizinhança ....pensava....
Uma coisa era certa era .....tem agro na parada.
Leo entende ....da vida no campo....gosta ....aprecia .....
Contador de causos .....
Sabe como planta até baobá.... nem sei se já viu uma ...

Nossa Senhora de
Aparecida
Ilumina a mina escura
E funda o trem da minha vida


A fé de cada um ...
Não se deve tocar .....
Se não acredita ....respeite .....
Um homem verdadeiramente do campo....
Tem fé....
Debaixo de muito sol....joga a semente de milho..... no pó da terra....
Acreditando na chuva que virá....
Quando não vem ....perde tudo....
Para.os da cidade .... Nao há entendimentos desse assunto... 
O grão jogado na terra ė a sobrevivência. 
A fé...é o trem iluminado.....clareia....o caminho....do homem no campo. 

O meu pai foi peão, minha mãe solidão

Tem verdade....
Verdadeira ....nisso....

Meus irmãos perderam-se na vida
A custa de aventuras


Separados ...buscamos....até hoje ...nossa conexão....

Se há sorte eu não sei, nunca vi

Sorte....Nao....
Trabalho ....
A vida toda Leo ...arranjou um serviço.....
..matador de lobisomem... foi um deles.
Matador ....suplente.....
, mas matador.
Foi dono de venda ....
Vendia ...fumo cavalinho..... papel de seda .... rolin.....pirulito .....E um tanto mais de trem.
Dos mundo da casa despachava.
Tinha o fiado ....anotado ....para acertar na sexta ....dia de Pagamento.
Esse Leo....tá lá.....
Muitos Leos se passaram....

(É....é......por que se você achar ...que é o mesmim..... corre tu ....pra benzedeira.)
Até chegar ao cara ...de hoje...
Leo ... é de fazer .....amigo.....gosta de gente....
Quando resolveu tomar curso de oratória....lá trás....que ...Nao era modismo...
Brilhou em seu discurso ....feito na sala ...em um dos apartamentos que passamos....., 
mesmo sendo eu a única...testemunha .....brilhou....mais que muito diplomado...!
Prosa filosófica....Nao....pelo amor de Deus ....
Um dia em.uma das.mudancas ....Leo todo suado....pegando peso .... ( nos mesmo fazíamos as mudanças)
Cristiano....no meio da mudança .....para e fala.....que precisaríamos de um projeto....que segundo Voltaire %#&@^@*
Leo.....parou .....olhou....bem serio....pingando de suor e falou ...." desgraça de Voltaire " rapaz..... carrega a geladeira ....bora....porra!
Leo é o mundo....prático....verdadeiro.....chão de fábrica.....
Mundo das idéias ....ficar lá.....filosofando por.mundo melhor no ar condicionado ....ele.nao vê....resultado. 
Leo....toca.....em.banda ......canta ....dança.....
Isso...fruto da animação.......E combate ao cansaço da vida ....da capitá....
Reclamar ...pra que?🧐
Fez sua família....
Casou com a loira ....
E ainda teve ....duas fia de uma vez só..... as mabaças.👩‍🦱👩‍🦱
Leo olha pra frente.....
Pratrasmente....só as memórias da infância....🙂
Kid....

⚠️Mil vidas tivesse ......
Desejo estar junto...💃🏽
Bjs Grande ...🥰
Te amo.❤️‍🩹🔅



terça-feira, dezembro 02, 2025

Clarice chegou. 💓 21/11/2025 💓

Apressada, chegou quase 20 dias antes do dia programado (10/12/2025). Clarice Rocha da Costa Pinto, filha de Diego e Juliana, nascida em 21/11/2025 (sexta feira)  com 49 cm e 2,880 kg. No Hospital Santo Amaro às 6:54.

E onde estava a vovó? No Brejão às 4:17 horas recebo uma ligação no WhatsApp, Diego já estava no hospital e a bolsa tinha partido a algum tempo.

Aí começou minha trajetória, peguei um carro para Conquista  às 5 horas, 11 horas peguei o ônibus para Salvador. Cheguei às 21 horas em Salvador e só fui conhecer minha princesa no outro dia às 9 horas, eu e Aninha. Lila ficou no meu lugar no dia do nascimento, dando suporte aos novos papais. Coincidências a parte, Clarice nasceu no mesmo dia de Ivana.

Galeria:

Em 19/11/2025, na barriga louca para sair

Conhecendo mamãe
Até que fim ... nasci
Já faço pose

Tivó Lila em campo.


Charutinho


Com minha avó de primeira viagem

Conhecendo Clarice pessoalmente, eu e Aninha



Conhecendo Bisa Norma


Adiei a saída

Hora de ir para casa
Sainnndoooo

Que sono 💕
Visita das bisas Noe e Bel

Com o vestido pagão de minha avó
Com a manta de crochê que bisa fez

Ah, é muito amor 💗
Quando vou conhecer meu priminho JM?


Ah, Clarice casa da avó materna (Cláudia), mas breve estará na sua casinha. Biso Charles e bisa Guida, tio Ito e tia Claudinha vão ter que repetir a visita que fez lá em casa.







quarta-feira, novembro 05, 2025

segunda-feira, novembro 03, 2025

João Marcos - 29/10/2025

 Filho de Joana e Lúcio, nasceu João Marcos (JM para os íntimos) em uma quarta feira. Com 52 cm, 3,316 kg às 13:50 horas. Neto de Sérgio, Anamira e Erlene, segundo bisneto de dona Norma. Chegou nos dando muita alegria. Muito lindo e tranquilo. Abaixo algumas fotos


O pezinho 
Chegando



Com os pais
De olhos abertos
Com a toalha que fiz



Eu e ele
Depois de uns dias
Mãe, vovô, tia e bisa
Vovô coruja
Olha a bisa

Vovó coruja
Tia Ka
Mais um modelito
Com a irmãzinha

Olha que charme 

quarta-feira, outubro 01, 2025

Nasceu Diana em 01/out/2025

 

Minha sobrinha neta Diana


                                      Diana Lopes Barreto - Filha de Gabriel - Neta de Alan 

As melhores viagens da minha vida fiz sem sair do lugar

Capitulo III - 2025 Nas viagens literárias de 2025, como sempre, os escritores — esses seres extraordinários — foram meus guias. Eles nos c...