sexta-feira, agosto 09, 2013

COMIDAS NO CHILE...

Em julho passei 2 semanas no Chile, nas cidades de Santiago, Pucon , Vinã de Mar e Valparaíso. Aproveitei para provar comidas tradicionais e me diverti com o “portunhol”, é a maior fria essa língua ; )

Algumas coisas interessantes sobre a comida nos restaurantes e nas ruas chilenas. Nos restaurantes (independente da chiqueza do mesmo) tudo era servido com uma porção inicial de pães FREE, como se fosse uma entrada. Depois reparei nas ruas de Santiago a enorme variedade de sanduiches e hot-dogs (chamado de vienenses) e na popularidade dessa comida entre os nativos.
Voltei e fui pesquisar, achei interessante um post onde diz que os cozinheiros chilenos seguem uma particular filosofia: se a comida é saborosa, deve ficar melhor entre duas fatias de pão.

O nome dado aos sanduiches são bem clássicos e só vi em Santiago, o italiano que, apesar do
seu nome, é 100% chileno, trata-se de um hot dog com abacate (bastante usado na gastronomia local), tomate e maionese, que juntos recriam as cores da bandeira italiana: verde, vermelho e branco. Qualquer tipo de prato ou sanduiche batizado de “italiano” vem com essa excêntrica, porem saborosa, combinação. Comi, gostei, mas não repeti. Outra variedade é o completo, que além da salsicha vienesa e do pão, também tem chucrute, molho "americano" (que no Chile contém pepino em conserva, cebola e cenoura), tomate e maionese. É fácil entender por quê se chama completo, pois sacia qualquer fome. Para terminar, O MELHOR, o lomito, sempre servido com lombinho de porco assado cortado em finas fatias e servido com um molho divino.

Curiosidades a parte, a terminação “a lo Pobre” significa que qualquer coisa que você peça vem com um par de olhos ou caolho (ovos fritos), como se fosse “a cavala” no Brasil. Aqui só conheço o bife com essa terminação, no Chile vale para tudo. Não gosto e não comi.
 

 
Fui tomar o famoso Mote con huesillos, encontrável em qualquer quiosque de comida pela cidade. É um suco de durazno com um pêssego desidratado boiando e trigo no fundo do copo, pra ser comido com a ajuda de uma colher e tomado bem geladinho. Muito doce, parece que alguém virou uma lata de pêssego em calda dentro de um copo e acrescentou pedaços de trigo. Vale a pena provar!



 
Adorei e repeti o pastel de choclo, uma torta de milho com carne ou pollo. Por ter milho na massa e passas fica uma coisa meio doce salgado. Para quem gosta do paladar agridoce é uma boa pedida.

A Cazuela de vacuno é uma sopa aguada com arroz, as verduras são cortadas em grandes pedaços, a carne é super gordurosa. Horrível!

As empanadas... comi várias diferentes, fritas e assadas, a melhor de todas foi em um restaurante em Viña del Mar. O recheio “pino” significa carne moída com ovo e azeitonas. Tem mais fama do que sabor, pois demorei para achar uma boa.

O famoso e não tão irresistível Centollas, é um caranguejo gigante com sabor não tão igual ao nosso e caríssimo. Obrigatório comer no Mercado Central, onde tem uma grande variedade de frutos do mar. Particularmente não gostei do assédio dos garçons e nem de ver alguns bichinhos no aquário aguardando a fatídica hora de ir para o prato. Achei interessante que não vi vendendo o centollas in natura, somente em restaurantes. Sem querer ser estraga prazer, o do Alaska é o melhor de todos (quem nunca viu Pesca Mortal.. : ) !
Legal foi quando fomos a Valparaíso e paramos em uma lanchonete para fazer a primeira refeição do dia às 09h30min da manhã. Pedi um pastel e um croissant de manjar, acompanhado de um café com leite. Beto perguntou se eu sabia o que estava pedindo, respondi não e disse: “- o importante é a surpresa!”. Prontamente ele pediu a mesma coisa, olhei para ele e disse: “- Não me responsabilizo pelo que pedi...”. Chegou o café com leite, logo depois um pedaço de bolo com cobertura e um pão recheado de doce de leite. Silencio total na mesa...

No mercado me chamou a atenção a quantidade e variedade de manjar (vulgo doce de leite) ofertados, além dos deliciosos chocolates chilenos, em especial o Carezza mousse de cappuccino.
Mesmo provando quase tudo nem fui à metade dos restaurantes previamente selecionados, motivo: quando se está passeando e a fome chega, nem sempre vale a pena ir longe quando se tem várias opções por perto.

Para terminar falta a parte mais importante da gastronomia chilena: Vinhos! Dia sim, dia não, era uma garrafa de carmenère, muito barato nos restaurantes e mais ainda no mercado. Lá tem vinho em embalagem tetra pak nos mercados, nas lojas de vinho, NÃO! Além dos vinhos tem uma cerveja chilena chamada kunstmann, muito boa. Adorei a de mel, um doce suave e cheiro aromático.
Na verdade era para escrever sobre tudo, mas estou com fome e ai só penso em comida ; (

4 comentários:

Bel B disse...

Mariana,
Se você com fome só conseguiu falar sobre comidas, então aquela tese que não devemos ir para o Supermercado com fome é verdadeira, mas adorei as informações gastronômicas.
O Chile, há muito, está na minha lista de desejos.

art disse...

Caraca, adorei. Faltou descrever o roteiro (foi Rio-Santiago direto?)

Mariana disse...

Foi sim! Trouxe uns vinhos e assim que Bel e Fernando estiverem na cidade maravilhosa... já sabe ;)

Anônimo disse...

Mariana, otima reportagem, mais uma destas voce paga a divida de 2 reportagens da viagem de Seattle.

E otimo que voce viaja com a cabeca certa para experimentar tudo e trazer recordacoes.

Lula