quarta-feira, julho 18, 2018

Diário de bordo, os banheiros..

Tenho andado bastante por aqui e dentre as varias coisas ainda em processo de conhecimento uma delas eu creio que já posso falar, que são os banheiros. No Brasil com exceção daqueles banheiros de postos de gasolina com restaurante conjugado e que são muito bons, podemos dizer que em geral os banheiros comerciais são ruins, sujos e muitas vezes não funcionam. Aqui na Australia tenho andado muito por postos de gasolina, supermercados e alguns bares e até agora não encontrei um único banheiro imundo que não da vontade nem de lavar a mão, inclusive boa parte dos banheiros de posto de combustíveis são unissex, então daí você tira que o homem daqui é um cara mais educado. Por mais simples que seja o local tem sempre tem papel sobrando, com dois ou três rolos em alguma prateleira próxima, descargas sempre vigorosas 100% operantes e com muita água, as vezes não encontro o papel para enxugar a mão, mas geralmente eles põem o secador a ar quente do lado, é o básico que não falta. De modo geral pode-se dizer que há agua quente em todos os lugares, difícil encontrar um posto sem agua quente na torneira. Outra curiosidade e um padrão em toda Sydney é ter uma torneira externa com plug de engate rápido em casas, condomínios, postos de gasolina e muitos comércios, pois aqui se contrata muitos serviços de lavagem pressurizada e as empresas chegam e engatam seus compressores nessas torneiras, também para molhar o jardim e eventualmente lavar alguma coisa. Se a sede apertar você pode parar na frente de qualquer casa abrir a torneira e beber agua, pois toda água de torneira é potável, mas é claro, também vende agua mineral. Nos bairros mais distantes do centro as pessoas lavam muito os carros na rua, algumas regiões mais nobres e movimentadas usam o lava rápido self-wash, você põe umas moedas em uma máquina e ela libera o compressor por alguns minutos e tem também lava-jato tradicional sempre acoplado com uma cafeteria e cheio de Latino e lavando carros – até agora não vi brasileiro nesse job.


Voltando ao assunto dos banheiros.. todos sem ducha.

quarta-feira, julho 11, 2018

KANGURU

Vi o Kanguru, creio que vi o melhor espécime de todos, pena que não deu para tirar foto. Vi o Kanguro solto no meio da rua, comendo em um jardim e quando me viu sumiu numa velocidade indescritível. O que me assustou é que o bicho que eu vi ultrapassou as minhas expectativas para um Kanguru, eu estava em uma caminhonete relativamente alta, então meu ângulo de visão era favorável para mim e mesmo assim o bicho era enorme, pelos meus cálculos era mais alto que eu dentro da caminhonete e pesava bastante, como era noite eu clareei com o farol do carro e pela cor o bicho era preto, depois pesquisando na internet descobri que o espécime que eu encontrei faz parte dos Kangurus Vermelhos, que chegam a 90 Kilos e quase 1,90 metros de altura – sem o rabo. O que eu vi tinha esse porte, bicho enorme e amedrontador, uma potência para arrancada que nunca vi nada igual, me veio à cabeça a imagem de um rato gigante, pois o rabo não tem pelos e literalmente ele estava fazendo o que os ratos fazem à noite, procurando comida, senti um misto de admiração, medo e nojo.


Me deu pena, pois nós que estamos na terra deles e no final ele teve que fugir...

Banho na Austrália

Muita gente já sabe que não sou muito adepto a tomar banho, mas calma digo isso pela questão cultural retomando aquela velha frase do “tem que tomar banho todo dia!..”que ouvimos no Brasil. Acho um exagero tomar um banho por dia só porque o dia acabou. Banho para mim tem que ter um fundo mais prático que cultural e para os que acham que eu não tomo banho, já cheguei a tomar 4 a 5 banhos no Rio durante o verão, tomei porque estava calor e porque estava suado, isso é um motivo, agora tomar banho porque são 5:00hs da tarde no dia de domingo que você ficou sem suar e sem sair da cama eu protesto. Lá em casa D. Lucinha me perseguia com isso quando criança e Seu Edinho às vezes, mas apesar da insistência para mim ficou a lógica do banho não a obrigação, que Bento não leia isso até os 10 anos.

Aqui na Austrália passei o primeiro mês na casa de um amigo, ele com mulher e filha recém nascida, tomei banho todo dia por respeito à morada e não foi fácil. Tirar a roupa entre as 23:00hs e 01:00am com um frio de 4º é duro, mesmo com água quente a gente sofre para entrar e sofre para sair. O pé escorrega e passa no chão congelante, a gente não sabe se enxuga ou se agasalha, quase pego uma gripe nesse esquema de banho e vi que estava precisando mudar a estratégia. Passei a entrar no banheiro com a roupa quase tirada e com a toalha meio enrolada, ligava o chuveiro, esperava a água quente (aqui leva segundos) e pulava debaixo do chuveiro. Enquanto estiva embaixo d´agua ia planejando a saída, calculava as passadas de toalha para enxugar e qual peça de roupa vestir primeiro. Eu fiquei rápido no banho, mas não era uma tarefa das mais agradáveis com essa temperatura, pois sempre sobrava um braço do lado de fora do chuveiro.


Minha temporada na casa desse amigo acabou, vim morar com um Malasiano já Australiano pelo tempo. Na casa, mais um brasileiro, um mineiro separado de uma Australiana, quase não nos vemos de tanto que trabalhamos. Minhas horas de trabalho aumentaram e o frio também, aqui são dois andares e quase um não vê o outro, não existe necessidade cultural de tomar banho e acaba que o banheiro de tomar banho é quase inabitado. Para não ficar muito feio o fato de não tomar banho todo dia estabeleci, como meta de qualidade de vida e preservação dos costumes brasileiros tomar banho uma vez por semana, desses demorados, com direito a shampoo, condicionador e pasmem, com sabonete Phebo da fragrância Amazonian que eu trouxe do Brasil, trouxe dois, um deles ainda fechado. Também trouxe desodorante Bozzano que adoro, mas com tanta roupa de frio que uso as vezes não consigo passar e acabo não passando a maioria dos dias. Antes que me chamem de fedorento eu lhes garanto, eu não fedo eu tenho cheiro de homem e para não ficar muito atraente, pois apesar de estar longe sou comprometido, eu passo um perfume para reduzir os feromônios e ora bolas, quem não gosta de ficar cheiroso de vez em quando pô.

quinta-feira, junho 28, 2018

A batata da Austrália

Assim que cheguei na Austrália fiquei ansioso em saber se eu poderia comer as mesmas coisas que no Brasil, já sabia que farinha aqui só a farofa da Yoki e feijão não é barato, mas até aí tudo bem, minha preocupação estava no ovo, na manteiga, na batata e no aimpim, coisa que não fico sem.

Demorei para achar aimpim e  achei descascado, manteiga aqui tem, ovo só casca escura a $3.49 a dúzia do mais barato (aqui tem ovo de grife de até $7.00 a dúzia, a caixa vai ficando mais bonita, mas o ovo é o mesmo) e na batata eu passei um perrengue.

No primeiro dia fui ao mercado e encontrei fácil a batata, que alívio, batata e ovo seriam a base de minha alimentação, sustança pura! Separei 1 kilo e fui para fila junto com 2 dúzias de ovos e a manteiga. Notei a batata um pouco mais avermelhada, mas não tenho essas frescuras de ficar olhando cor de comida, a cara era a mesma, mandei ver.

Fui para casa e coloquei para ferver e fui notando um pouco mais rosada, mas tasquei na água sem muita preocupação. Finalizada ferfura percebi que a cor tinha mudado totalmente, ela tinha ficado corada meio avermelhada, mas coloquei no prato e pus o primeiro pedaço na boca, tomei um susto, tinha gosto de abóbora, coisa que não gosto. Tentei comer mais alguns pedaços e desisti, acabei dando a batata que comprei para meu amigo.

Fiquei meio triste, pois teria que arrumar outra coisa para por no meu cardápio. Dias se passaram e Tchan! Achei um quiosque com batata branca e roxa, dessa vez fui mais cauteloso, como a batata roxa poderia me trazer uma surpresa, pois esse negócio de cor tinha me assustado, comprei 400gramas de batata branca e duas raízes de roxa e para garantir que a branca era branca mesmo, quebrei a ponta de uma raiz para dar uma conferida na cor, era branca mesmo. – Agora não tem erro, vou comer batata com manteiga e café!

Fui para casa, preparei a faca e cortei uma fatia da batata branca, que susto tomei, estava preta por dentro, preta não roxa! Olhei olhei – será que está estragada? Pensei, cortei mais dois pedaços e toda roxa por dentro, pensei, mas que desgraçada, me deu uma pegadinha, olhei a parte da ponta que eu tinha quebrado e vi que na ponta ela ainda era branca e ia ficando roxa a partir dali – Que merda, enganado pela batata. Peguei a roxa para cortar e já esperava que dentro fosse verde limão, não era, era normal da cor da batata mesmo, mas a casca parecia um couro de cobra, ruim de cortar.

Coloquei para ferver e esperei ser o sabor de qualquer coisa jiló, xuxu, repolho  já que a outra tinha gosto de abóbora. No final a batata branca, que é roxa por dentro, tem gosto de bata roxa e a batata roxa, que é da cor de batata mesmo, tem gosto de batata branca.

segunda-feira, junho 18, 2018

Copa 2018


Bento

Em Jaguaquara no último final de semana o batizado de Bento, filho de Cristiano e Nely.

Lucinha, Bento e Leo
Lucinha e Nely


TOP



Para orgulho de toda a família:

Márcio Andrade Barreto Filho - Primeiro lugar em Medicina na Faculdade Baiana de Medicina.
Festa do Sítio Montanha para comemorar...

As gêmeas

Com Diego



Momentos Nanda e Duda nas comemorações dos 9 anos

Chiques de cabelos escovados

Com os aventais de tia Noe

Com os envelopes de tia Norma

Dra Vanessa Maia

Comemoração do pagamento do último boleto da Faculdade

Em julho será a formatura de Vanessa,
 com tudo que tem direito, solenidade, missa e festa.
E já começamos comemorar. 
E o carimbo já está pronto

Em São Paulo...


 Iuri, Raissa e crianças em férias em São Paulo

Reunião com a família Risso
Alice curtindo a casa do tio Ivan

Reencontro das primas (Lara e Iara)
Ivan curtindo as sobrinhas


Enquanto isso, nos States, Bia partiu para Washington com as colegas do colégio:



sexta-feira, junho 08, 2018

Prof. Luiz Eduardo Barreto Martins

Essa semana no evento 'Chopp com Ciência' fizemos uma homenagem ao professor Luiz Eduardo Barreto Martins, que irá se aposentar! Abaixo, segue o texto que foi lido em sua homenagem!
Fizemos também uma camiseta com o desenho abaixo e o lindo poema da Cintia Ramari Ferreira (logo após o texto)!!
"A primeira vez que temos a experiência de conversar com o Prof. Barreto é impactante. Acho que todos aqui devem se lembrar da primeira vez que conversaram com ele. Pessoa excêntrica, incomum, nos apresenta um mundo de ideias e conceitos que nos mostram ter a certeza de que acabamos de conhecer uma das pessoas mais inteligentes com quem cruzaremos nessa nossa jornada.

No entanto, embora a inteligência seja o marco inicial do primeiro contato, a convivência com o Barreto nos faz enxergar características ainda mais importantes e completamente démodés em dias atuais no mundo acadêmico. Sua competência harmoniza com sua simplicidade, ausência de prepotência e ego, criando um novo traço, uma nova qualidade, uma nova personalidade. 
Personalidade esta difícil de descrever, mas muito simples de se rotular: o ‘jeito Barretão de ser’!
Quem convive diariamente com ele costuma se beneficiar muito. O ‘jeito Barretão de ser’ nos faz sentirmos à vontade para mostrar toda a nossa ignorância, pois ao seu lado temos a certeza de que jamais seremos julgados. Muito pelo contrário, vemos em você a preocupação e tentativa de se igualar, mostrar uma forma de pensar mais próxima do nosso humilde nível intelectual. O 'jeito Barretão de ser' vence todas as barreiras para uma relação autêntica, honesta, ética e científica. Com todas as barreiras desfeitas, o caminho para a real aprendizagem é garantido. Junto com todo o processo de ensino, adquirimos a alegria e o prazer de estudar, que se transformam, de uma maneira incomumente natural, em uma grande amizade com o Barreto.

Barreto, essa pequena homenagem é apenas uma maneira simples de te lembrar que você muda a vida das pessoas ao seu redor. Ter sua amizade, companhia e parceria são dádivas que nos fazem ter a certeza de que não saberíamos quem seríamos não fosse a vida ter nos oportunizado cruzar com você. Felizes e abençoados os que tiveram a oportunidade de poder sentar ao seu lado, ouvi-lo falar, compartilhar suas histórias de vida, seus pensamentos e suas ideias. 
Os alunos, professores, a universidade e a ciência sentirão muito sua falta com sua aposentadoria. Mas enquanto soubermos que, onde quer você esteja, você está feliz, nós estaremos felizes também.
Obrigado por ser quem você é.
Obrigado por nos ensinar o ‘jeito Barretão de ser’".

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"Desejo um mar de criatividade

Tendo como companheiros as melhores amizades

A paciência aguarda o vento perfeito,

Eu, matreiro, digo,

Sem ciência o barco gira em devaneios

Professor, Fazendeiro, Tecelão

Rei,

Não se esqueça o Capitão"


(Copiado do facebook -  página de Felipe Moura)

Diário de bordo, os banheiros..

Tenho andado bastante por aqui e dentre as varias coisas ainda em processo de conhecimento uma delas eu creio que já posso falar, que são o...