quinta-feira, agosto 31, 2017

Convite

Perguntou o homem a si mesmo: Quem eu sou e de onde vim? A Antropologia procura responde-lhe essa pergunta. E a Cosmologia que estuda a ordem do cosmos, procura responder-lhes sobre a origem deste, de onde veio, qual o primeiro princípio. E vem a Teologia ciência das coisas divinas, para discutir as razões e motivos a favor ou contra a crença de D'us, o ser criador.

E se D'us existe, por que o Bem e o Mal? Por que não é diferente o mundo? E dessas perguntas, outra disciplina, a Teodiceia (Theos-D'us e dikê- justiça) é quem cabe responder se há ou não justiça no mundo. E como sabemos? E vem a Gnosiologia para explicar o conhecimento.

Mas como se dá o saber? Para responder tal mecanismo eis a Epistemologia que estuda o saber das diversas ciências. E como se formou no Homem a sua inteligência? E eis a Psicogênese que lhe ensinará e discutirá os problemas referentes à formação do psiquismo humano. E o espírito humano, que é criador, como surgiu? Sobre esse espírito criador surge outra disciplina a Noogênese que estuda a gênese do nous, o espirito, e a Noologia, a ciência do espírito. Mas como funciona esse psiquismo? E eis a Psicologia que se encarrega de propor resposta à pergunta formulada aqui.

Mas, significam as coisas algo, dizem mais que o fenomênico? E eis a Semiótica que examina as significações das coisas. E há algo mais oculto, que possamos penetrar mais profundamente? e eis a Mística, que quer responder a pergunta. E as coisas são belas, apresentam em si mesmas algo que lhe deem outro valor. E então é a Estética que estudará esse ponto.

E o transcendente? Podemos alcançar o que está além de nós, além de nossa experiência? E eis a Metafísica Geral, a Ontologia, para responder a tais perguntas,. E como se dão os fatos no universo? Temos a Ciência que procura explicar o nexo do acontecer dentro de si mesmo, e de sua imanência, no que mana em (dentro de si), suas coisas experimentais. E como medir e contar os fatos? Temos para isso a Matemática.

E como compreender o Homem em suas relações com os outros? São a Ética, a Moral, o Direito, a História e a Sociologia que propõem-lhes respostas.
Como compreender o nexo dos pensamentos e usa-los da melhor maneira para atingir uma iluminação, que nos mostre mais nitidamente os fatos? E eis a Lógica e a Dialética.

Como explicar tudo isso, dar o nexo a tudo, juntar todo o conhecimento humano e analisa-lo em um grande corpo, num grande saber, que seja o saber de tudo, que seja o saber dos saberes, e eis a Filosofia.

(Convite à Filosofia - Mário Ferreira dos Santos)

sábado, julho 22, 2017


O que eu falo é o que você entende?

No final da década de 1990, fui professora temporária na Escola Politécnica da UFBA na disciplina de Materiais de Construção. Naquela época, os alunos, jovens de 18 e 19 anos (2º ano na Escola), gostavam de justificar qualquer assunto ou começar uma frase com o sujeito “os paradigmas da construção civil”. Um dia, conversando sobre um assunto qualquer, depois da referência usual, perguntei a que paradigmas eles estavam se referindo. Entreolharam-se e o mais safo disse: ah professora, é tudo isto que está aí!”

Estava aproximando o novo século e todos procuravam expressões “novedosas”. Aí, chegaram dois preciosos adjetivos: sustentável e ecológico. O “sustentável” é tão importante, que em muitos países da América Latina de língua espanhola, usam-se dois termos: sustentable e sostenible. Não consegui entender a diferença entre os dois, ainda mais porque o que é sustentable em um país é sostenible em outro e vice-versa. Na engenharia civil, e principalmente na arquitetura, tudo teve que ser ecológico para ser bom. Agora, novos profissionais se classificam adoidamente como bioconstrutor e bioarquiteto, só que a definição de um sobre esta auto titulação não corresponde a de nenhum outro. Em outra área, chegou a vez dos transgênicos (o diabo) e dos orgânicos (o anjo), só que ninguém sabe exatamente do que se trata.

Sempre me preocupei com o uso destes termos “amplos” que permitem qualquer um entender da sua própria forma, enquanto que você “acha” que o outro entende o que você está falando.

Recentemente, aconteceu uma situação muito peculiar que exemplifica o descompasso entre o que se fala e o que se entende.

Elisa, a neta de 4 anos, adora elefante rosa. Aqui em casa, tem uma toalha rosa com capuz de elefante que Elisa se enxuga, se enrola para ver vídeo e para dormir. Logo que Nara e Eduardo mudaram de casa, Elisa disse que gostou bastante do local, principalmente porque dá para ver o lavador automático de carro do elefante rosa. Sempre que passamos próximo deste lugar, Elisa faz algum comentário sobre o bicho. Há poucos dias, fomos buscar Paula e Elisa na escola e, no caminho de casa, passamos próximo do lavador do elefante rosa. Como sempre, Elisa demonstrou que gostava do elefante rosa e, informou: “papai não lava o carro aí porque é caro”. Depois de comentarmos sobre as possíveis comidas cor de rosa do elefante e outras bobagens, eu perguntei:

- Elisa, você sabe o que é caro?

- Sim, respondeu Elisa.

- E o que é?

Prontamente ela esclareceu:

- É ter que sair do carro para lavar. Ele vai sozinho!

Para tentar entender o entendimento firme de Elisa sobre o que é caro, comentei anteriormente com Eduardo sobre o entusiasmo dela quando passávamos pela lavadora de carro do elefante rosa. Aí Eduardo disse que não gostava do serviço deles: tinha que sair do carro no processo da lavagem e, ao receber, não estava bem lavado; além disso, era mais caro. Elisa escutou, associou e interpretou. Aí fica claro como se juntam informações que são particularmente interpretadas. Não dá para assumir paradigmas....

sábado, junho 24, 2017

quinta-feira, junho 22, 2017

O peregrino





O peregrino Daniel no Caminho de Santiago 






Chegou!

terça-feira, junho 20, 2017

Turistando em Sampa...

Aproveitando a chegada de Beatriz e Letícia em SP, lá fui eu também.  Infelizmente era o feriadão de Corpus Christi e os Rissos, com exceção de Eleusa, estavam viajando.
De tudo um pouco... primeiro a parte cultural, eu e Eleusa fomos  ver o musical Les Misérables  no teatro. Excelente.

No dia seguinte me mudei para casa de Ivan e Joana e fomos turistar na Liberdade com as meninas.  Sexta a noite, a pizza tradicional da casa de Eleusa, foi realizada na casa de Ivan, com presença de Mariana que também passou o fim de semana em SP.
Turistando na Liberdade

Almoço Japonês


programa de paulista sempre tem pizza


Sábado o casamento de Lucy, irmã de Joana. Letícia, 10 anos, que não se lembra de nenhum casamento,  (ela só foi a um, quando tinha 2 anos), queria saber todos os detalhes. E me perguntou várias vezes “o que faz a madrinha!” . Depois de várias respostas não satisfatórias que dei, sugeri ela perguntar a Joana,  que  era madrinha naquele casamento.
O casamento estava marcado para ás 16 h e neste horário os convidados começaram a chegar. As 16:30 h começou a cerimônia.   Em seguida a festa, tudo muito bom, bonito e organizado. O Buffet excelente. As 19 h o jantar foi servido. Em torno de 21:30 h a festa encerrou.  A grande maioria era japonesa, ou nissei, o que explica ser tudo certinho. Belo exemplo principalmente para nós baianos tão desorganizados, eternamente atrasados. Eu pensava: um casamento nesse horário em Salvador, o pessoal começaria chegar provavelmente às 18 h.
Bia e Let com os padrinhos Ivan e Joana

A noiva com Let e Bia


E o "grand finale" no domingo foi a Parada Gay na Avenida Paulista. Divertidíssima. Parecia o carnaval de anos atrás. Gente feliz cantando e dançando. Não vi nenhuma violência, nenhuma briga. Os fantasiados, na maior boa vontade, para tirar fotos com todos que pediam. Todo mundo com celular na mão. Turistas com grandes máquinas fotográficas e nos sentimos seguros no meio da multidão. É claro que só ficamos na Av Paulista e a Passeata seguiu para o Vale do Anhangabaú.  Se tudo foi em paz, não posso garantir.


Nos divertimos na Parada Gay



Após o último trio, a Prefeitura de João Dória em ação...


E foi tão legal que Mariana marcou para a gente se encontrar lá o ano que vem....


segunda-feira, junho 19, 2017

Bernardo


Benvindo Bernardo!... 
nasceu hoje pela manhã. 

É o novo neto de Marlúcia, filho de Zezinho,
bisneto de  Zezinho Barreto.

domingo, junho 18, 2017


Confissões de avós

Hi Man, Mulher Maravilha, Trapalhões, entre outros, foram heróis de Nara e Mariana, minhas filhas, no final da década de 1980. Era sagrado assistir Hi Man no sábado pela manhã no programa da Xuxa, e os Trapalhões no domingo à noite. Quando era lançado um filme dos Trapalhões ou da Xuxa, Amélia, minha mãe, a avó, rapidamente programava sua assistência. Algumas vezes, saiam de Dias D’Ávila, de ônibus, direto para o Shopping Iguatemi, retornando à tardinha; outras vezes, já estavam todas em Salvador, prontas para a ocasião.

Um dia, na minha petulante intelectualidade própria de adultos, perguntei à Amélia como ela tolerava assistir estes filmes. Ela, com um enigmático sorriso, muito discreto mas contente, disse-me que geralmente dormia durante o filme.

Sofia, Octonauts, TinkerBell, entre outros, são os heróis de Paula e Elisa, minhas netas, praticamente trinta anos mais tarde. Em geral, elas dormem em minha casa no final de semana. Após o jantar e o banho, sentamos as três, bem juntinhas, no sofá, para ver a última sessão de vídeo do dia. Confesso que, muitas vezes, procedo como Amélia: dou um delicioso cochilo durante a aventura da interesseira sereia Marina, desejada como um apetitoso jantar por Zig, uma hiena, mas adorada e protegida por um tubarão, Shark, ou então nas aventuras dos poneys de Equestria e o dragãozinho Spike.

Atualmente, o local preferido de Paula e Elisa é a casa da vovó, principalmente pelas sessões de vídeo acompanhadas de pipoca. A sessão final do dia é uma ocasião especial para mim, quando estou inteiramente disponível para participar. Sei que esta atividade é temporal; em algum tempo mais, Paula e Elisa não terão mais vontade de assistir vídeos destes heróis e, talvez, nem queiram vir para a casa de vovó. Mas, enquanto isto acontece, confesso que estou muito contente por ter a oportunidade de participar destes momentos especiais com minhas netas, divertimo-nos muito, sem existir a diferença de gerações.

E os cochilos? Ah, os deliciosos cochilos fazem parte do momento. Sempre me lembro do sorriso travesso de Amélia, quando me contou como assistia a estes filmes. Tenho certeza, assim como eu sinto hoje, que ela não trocava por nenhum outro programa.

terça-feira, junho 13, 2017

A quebra do porquinho

Aconteceu no dia 05 de maio de 2017.
Vamos começar pelo começo, há alguns anos atrás (em torno de 8 anos), no amigo secreto de um Natal de Conquista, escolhi o presente que Daniel tinha levado (esta é outra história muito engraçada, os presentes de Daniel são os mais inusitados possíveis, já teve mãozinha de coçar costas, chapéu de cangaceiro entre outros), para minha sorte foi o melhor presente de todos estes anos em que passamos as festas de final de ano juntos, um porquinho lindo de cerâmica que ele comprou lá para as bandas de Minas Gerais.


A vítima
Karla trouxe o prêmio para o vencedor.
Bem, primeiro combinar como seria, se abriria um buraco para tirar as moedas ou se quebraria inteiro. Resolvemos quebrar todo, pois diante de uma platéia curiosa e já calculista, temos que radicalizar. Primeiro veio o sorteio, conforme lista abaixo. Teve muitas pesquisas no Google, pesamos o mesmo e deu cravado 7 kg, foram 13 pessoas. Uma moeda de um real pesa 7,84 gramas, então já prevíamos que no máximo daria R$ 800,00 se tivesse só moedas de R$ 1,00. Teve até quem achasse que ia dar R$ 1.000,00, que grande ilusão. 

Diante do medo de quebrar no chão e estragar a cerâmica, usamos como estratégia uma bacia com um pano para amortecer a queda. E 

Resultado de imagem para desenho powdeu tudo certo!!!!






 A contagem foi massa, separamos as moedas por valor. Já estava achando que ia ficar rica, tipo, ganhar na loto. Só deu R$ 263,85, imagine juntar moedas por quase 8 anos e só dar isso, pode? Sentimos uma tristeza no ar, todos ficaram decepcionados com o pouco valor.
E o grande vencedor foi o David, que levou o porquinho brinde para casa e que vai ter que repetir a história, ah, mas só vai colocar moeda de R$ 1,00 não é?
Resultado de imagem para desenho felizE como tudo é motivo de festa, fizemos uma comidinha para o povo. Steak Tartare, torta mexicana e como faz um tempinho não me lembro do resto da comidaria. Creio que o valor do porquinho cobriu a festa. 

quarta-feira, maio 31, 2017

Resultado dos sorteios das colchas

Devido a concorrência do Blog com o Whatsapp e Facebook, vejo que não foi publicado aqui o resultado dos sorteios das colchas. Falha nossa. Segue agora um breve resumo.

01 - Colcha de tricô. Família Viana.

Bem o sorteio foi feito no dia 25/12/2017, por tia Ana. Segue abaixo o link do  vídeo.

https://drive.google.com/file/d/0B-QepaVsl4KyN3E0MUE4M1JKb28/view?usp=drive_web

Coisa mais linda, com Iara comentando e filmando.

e o vencedor ..........

E ficou um novo desafio de fazermos uma colcha de fuxico. Os trabalhos já começaram. Agora mãos a obra de novo.

Bem, a colcha teve que sair do Rio para Belém. Como não teve nenhum portador foi por correio e 09 de fevereiro chegou ao destino. Em pleno frio de Belém.
Resultado de imagem para risadas desenho
Chegou!!!! Estou muito feliz
Tá quentinho aqui!!!

02 - Colcha de crochê. Família Barreto.
Resultado de imagem para coração desenho pulsando
Demorou um pouco mais. O sorteio foi na Semana Santa (15/04/2017) em Salinas das Margaridas. Foi muito emocionante, haja coração.

Tio Edinho foi escolhido para fazer o sorteio, com direito a microfone, palco, acompanhamento musical e uma torcida boa demais, afinal, todos queriam ganhar.


Primeiro veio o discurso e a lembrança de vovó Amélia. Depois o sorteio propriamente dito.
O escolhido com acompanhamento musical de prima

Pegando o próximo sorteado
As três finalistas. Juro que não teve mutreta, fiquei em segundo


Gente, nesta hora que Maju doa a colcha a Charles todos choraram
O resultado

 Infelizmente nem todos estavam presente. Tia Noe, Joana, Nana, Aninha não puderam ir, mas foram bem representada.
O sorteio foi o seguinte, cada um que fosse chamado pegava outro nome no copinho e chamava, só o último nome seria sorteado, os demais seriam eliminados. Não sei por sorte ou azar o primeiro nome foi o de Tia Noe (a que mais trabalhou - fez o nome em crochê de todos os participantes na faixa marrom), a primeira eliminada. Depois não me lembro mais a ordem, só as três últimas que está registrado, se alguém lembrar é só falar.
No final a ganhadora foi  Maju que doou a Charles. A cocha, como patrimônio familiar, está na casa de tio Charles em Itaparica, um local que todos frequentam sempre.

São tantas histórias que ficaria um texto imenso e aí ninguém iria ler, termino por aqui e deixo que todos colaborem com os comentários.





quarta-feira, maio 10, 2017

Hoje é dia. Parabéns para Dona Norma

 O que dizer da pessoa mais importante da minha vida. Sempre pronta a cuidar,  dar conselhos, acolher com uma comidinha.
Sem palavras.  Parabéns minha mãe,  e que possamos sempre contar com você em todas as ocasiões.
Te amo