domingo, janeiro 31, 2016

2015/2016 - Uma Odisseia * PARTE 1 (Natal e Ano Novo)


Tudo começou quando vim do Rio passar as férias de final de Ano com a família em Conquista.
Sem meu filhote, vim tietar minhas sobrinhas Jojô e Ninica e a grande Malu.
NATAL
Papai Noel
Sandra com o presente do
filho/amigo secreto Daniel
Tio Zeu pegando o seu presente



Filhinha Noel


Naninha e Malu



O Natal foi aqui em Conquista, com direito a amigo secreto, distribuição de brindes (que Naninha tornou super engraçado).




E como foi bom e emocionante o nosso Natal.

ANO NOVO 

Depois fomos decidir aonde passaríamos o nosso Ano Novo, seguimos a orientação de Ninica e por coincidência, o cara que conserta o portão de Sérginho tinha uma casa lá .... em Trancoso.

A família Buscapé foi então com a sua super frota de carros Fiat e o carro importado de Karla passar o Reveillon em um dos lugares mais cotados pelo universos dos artistas globais e pessoas bonitas (assim como nós).

Conseguimos alugar a casa por R$ 1.600,00 durante o ano novo até dia 07/01.

De saída ainda convidei minha prima Celinha, a casa pelas informações, tinha 2 quartos, então prontamente falei "- Cabe 15".

Foi Sérginho, Anamira, Aninha, Joana, Malú, Bruno, Karla, Camila (amiga de Karla), eu, mainha, Celinha e Lucinha irmã de Anamira. Duda e Lúcia apareceram também , mas foi visita de médico.
Duda chupando um picolé na praia
Bem não foram 15, mas 14 compareceram, se contar que tivemos uma visita do filho de Celinha,  no final foram 15 mesmo.

Haja farra, saímos de Conquista, passamos na Fazenda de Dudão, depois em Eunápolis onde Anamira fez uma feira pequena, só dava para 1 mês.

Chegamos depois do almoço, a casa parecia um forno, fomos para a Praia e só voltamos para casa já quase de noite.

Conversando com o dono da casa, nos informou que a praia era bem perto, tinha um atalho, descendo um morro.

Bem , no segundo dia fomos eu, Celinha e Bruno desvendar este caminho, saímos 7 horas da manhã e conseguimos voltar para casa umas 10 horas, todos queimados, rosto vermelho, desidratados e muito cansados, Serginho já estava saindo de carro para nos procurar.

Bem, o pertinho e o atalho não era bem o que estavamos pensando. Andamos uns 2 km, entramos em uma matinha, depois chegavamos em um mirante muito lindo e com uma paisagem deslumbrante.
Mirante
Mirante - nascer do sol - Vista Praia dos Coqueiros











Não descemos um morro, mas um despenhadeiro, tinha que segurar para não cair.

Chegando lá em baixo pegamos a Praia dos Coqueiros e andamos até o final, quando ligamos para o pessoal pegar a gente não tinha sinal na casa e tivemos que voltar andando com o sol a 40º (sensação térmica).

Com o pouco dinheiro conseguimos tomar cada uma uma água mineral, voltamos uma parte pela estrada cheia de poeira, depois pegamos a praia de novo.

Eu com meu passo de tartaruga e Bruno e Celinha andando mais rápido e me esperando na sombra.

Ninguem imagina o sofrimento, agora que passou nem eu, mas foi pau e viola.

Na hora de subir o penhasco até achamos um motoboy, mas só imaginar naquele calor colocar o capacete, preferi ir andando.

Passamos pela matinha super agradável e no meio achamos um vendedor de picolé. Com o troco dos R$ 10,00  que levei para na volta comprar pão e os R$ 2,00 que Bruno achou no chão, compramos um picolé para cada.

Quando saímos da matinha para a estrada de carro (não asfaltada) que o sofrimento aumentou um pouco, parecia que ficava a 10 km da casa (realidade  2 km).
Até hoje tenho marcas desta aventuras, minhas manchas no rosto aumentaram.
Cheguei mais vermelha que um pimentão.

Ufa, mas é igual parto, depois que passa o sofrimento foi legal.

E isto só no primeiro dia.

No dia seguinte fomos para a Praia e de noite na comemoração do Reveillon fomos para o Quadrado, ver a queima de fogos. O Quadrado é o centro chique de Trancoso que só tem gente bonita e artistas da Globo. Os bares são muito bonitos, bem decorados, o que não podemos elogiar muito é o serviço.

Foram 20 minutos de queima de fogos.

Anamira e Serginho foram levar Aninha na festa "Café de Le Music", lá ela iria encontrar com o filho, irmão e sobrinhos de Celinha, festa muito cara, R$ 1.200,00 para homens e R$ 890,00 mulheres. Chegaram um minuto antes da meia noite.

Pois é, depois do reveillon ficamos em um bar e depois fomos para casa. Seis horas da manhã, Serginho acordou para ir pegar Aninha na festa, deu oito horas e nada de Serginho. Fomos, eu, Anamira e Celinha ver o que tinha acontecido, encontramos eles já voltando para casa.

O engraçado foi que Serginho conseguiu entrar de penetra (autorizado pelo porteiro) em uma das festas mais cara (quem conhece meu brother sabe que ele não pagaria). Fez amizade com o porteiro e seu café da manhã foram umas 20 garrafinhas de Corona. Resultado: Teve que se recuperar da resaca durante todo o dia seguinte.




quarta-feira, janeiro 20, 2016

Fernando - no dia do seu aniversário - 17/jan

Fernando.... Nasceu arquiteto.... 
Todos nós somos arquitetos......

Seu imaginário.......assusta qq um.

Eu olhei,escutei,peguei e pensei.......

Pergunte sobre uma prateleira...(primeiro ele vai retar com VC).....e...depois ele.....te ....dará ...a solução.......da sua cozinha...quarto....banheiro..
......resumindo.....vai da a solução da vida!

Eu sempre lutei para que todos tivesse o direito do belo......

Com a esquerda ou direita......não pensa ...se não riscar... .ou seja tem que produzir algo..

Tive o privilégio de ser canhoto,foi um desafio na minha vida e fiz uma forma de comunicar.

Não come......ele.....degusta.E um detalhe é que ele não gosta de comer a melhor comida do mundo. ..só...! Ele tem que compartilhar...

 Ter é uma forma de sobreviver,compartilhar é a melhor forma de viver.

Acho que sua maior dor....era dar preço....em algo da sua imaginação.....!
As coisas não deveriam ter preço....e sim valor.........

Tudo que você faz o preço é elementar,
o importante é a realização do que você faz.

Ele é chato e estressado......e amável....e ...exagerado.....e artista.....e.....cozinheiro..
.

É uma forma de vida,a cobrança realmente não é legal,
vamos pensar em competitividade.

Só não eh econômico.......

A economia tira a sua liberdade de fazer (o que é ser econômico ?)

Não economiza ...esforços.....trabalho ...estrada....carro....whisky.... Charuto......sua casa.....sua amizade......
...para quem......quiser............ 

Uma boa coisa da vida é quando você pode dividir,
compartilhar ..........Ter e Ser ..qual é o melhor?.....

By Naninha
By Fernando

domingo, janeiro 17, 2016

Férias


 
 
 
 




Entrei na sede da fazenda com as botas encharcadas que me lembravam das frieiras com seus germes nadando nas meias molhadas.
Coloquei a espingarda no lugar errado e abri a geladeira. Peguei uma garrafa d’água.

Uma sucupira encontrava-se sentada na poltrona da sala. De pernas cruzadas, me olhou com tédio.
- Temos um jeito de acabar com as frieiras – disse o monstro.

O homem que tinha medo de alma penada estava de pé, à frente da porta ao fundo da grande sala, segurava um lençol e um facão.
- Mas vosmecê tem de ser corajoso e crente, sinhô – disse a sucupira.

Uma guerra e uma lágrima me chamaram a atenção, mas voltei às palavras da sucupira.
- Arrume um cobertor, um pouco de cachaça e fogo. Cubra a cabeça com o cobertor. Molhe as frieiras com a cachaça e coloque fogo. O Sinhô deve apagar o fogo abafando com o cobertor quando sentir dor.
Com o ruído do motor a sucupira se foi para a terra dela.
Patrícia me perguntou ainda:
- Cadê a sucupira que estava aqui?
- Foi-se - respondi - dizendo que ia aumentar os impostos
Voltei para a proa e me sentei ao lado de um sujeito pequeno e esquisito.
- Qual é o seu nome? perguntei
- Chumbinho - respondeu o sujeito pequeno - sou nativo daqui e moro na areia
Sujeito curioso avaliei, não me senti à vontade para discutir o paradigma de Popper, sobre a tolerância, com aquela criatura:

"Não se pode ser tolerante com os intolerantes", ensinava Sir Karl Popper. 

Consolei o baixinho que via, com aparente tristeza, as pessoas pegando outros chumbinhos na areia da Coroa.

- Podemos morrer como indivíduos, mas nos eternizamos em raça.
- Desconheço se os coletivos são eternos – respondeu o chumbinho.
- Realmente acredito que você entenda disso, não é?



 
Dois cardumes de maçambê passaram por sobre minha cabeça. Cavalas e gaivotas os perseguiam. Todos de argila.

Fundearam o barco e voltamos pra casa guardada por orixás eternizados em azulejos.  Cada um no seu. Não pude deixar de me perguntar como será que os orixás interagem entre si na solução do conflito de interesses, mas a verdade não gera conflitos (tá bom, vou consultar Leibniz após as férias).



 








Desconheço, ó amiguinhos, por quanto tempo fiquei no alto da casa flertando com as palmas dos coqueiros maquiadas pela luz do sol. Bom, “tenho de viajar”, resolvi descendo para o mangue em busca do portal inoxidável, ortogonal e quântico.  Criaturas jovens e perfeitas flanavam na superfície da água. Guardavam o portal.com. br.

- Posso passar por ali?
- Mostre suas armas – disse uma delas.





 
Apresentamos as três garrafas de banho de descarrego, as jovens balançaram os cabelos e o portal se abriu e nossa frota de quatro barcos entrou rio acima.

Um dragão de quatro grandes pernas entra pelo rio rebocado por um demônio vermelho, sem nos ameaçar. Algumas sereias contavam mentiras, "é da natureza das sereias" pensei. As mentiras foram suficientes para fazer dois dos barcos retornarem. Os restantes se mantiveram na missão original.
- Ele não tem mais fogo nas ventas - disse um companheiro.
De fato, o demônio vermelho e alguns outros menores empurraram o dragão, agora adormecido, para a margem do rio, em frente à minha terra natal.
Somos três cavaleiros dispostos a tomar a cidadela inimiga. As armaduras estão pesadas.
- Vamos nos livrar delas.
E assim foi feito, retiramos as armaduras e entramos na cidade quase nus.
Os sitiados arremessam óleo aquecido em nosso caminho, gritando palavras estranhas, nossos cavalos estavam perdidos, e assim seguimos a pé com o flautista à frente em busca do mago.

Pisar naquele solo se torna insuportável, está muito quente, mas alguns nativos nos socorrem com tapetes voadores. Seguimos em frente em busca do mago que achamos em uma estranha casa cheia de garrafas e adereços.  A única que sobrou.

O cenário é desolador. Sonhos transformados em concreto armado jazem abandonados. Investimentos de toda uma vida inutilizados pela sanha facínora da Sucupira e sua quadrilha. 

- Petro refeições - leio o nome do restaurante abandonado, com o dono sentado à porta. Provavelmente procura identificar dentro da cabeça a fronteira entre a loucura, o real e o imaginário.

Gigantes de aço estão de boca aberta esperando o oxidar de suas entranhas. Descaso, arrogância e incompetência destruíram a cidadela antes de nossa chegada.

Um posto de gasolina tem um teto agonizante sobre as bombas vazias e inúteis.  

A água quente, com peixes nervosos ocupados com seus negócios, me morde os pés.


sexta-feira, janeiro 15, 2016

Cada vida uma história

Eliezer Andrade: a sabedoria de entender a obstetrícia


Os 40 anos dedicados à obstetrícia deram ao médico Eliezer Andrade Barreto, 70, a sabedoria de entender o seu tempo e a experiência pessoal, que ele carinhosamente chama de “janela”. “Não adianta ter estudado em universidades europeias, o que interessa é a sua janela. A personalidade, o jeito de ser, de atender, só a sua janela vai te ensinar”, reforçou Eliezer. Há 10 anos, ele faz parte da equipe de obstetrícia do Hospital Municipal Esaú Matos.
Filho de uma família simples, de 16 irmãos, Eliezer nasceu em Lafaiete Coutinho, mas foi criado em Maracás. Ele cursou medicina na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e veio morar em Vitória da Conquista, em 1974. Aqui, casou-se com sua colega de profissão, Sandra (filha de Esaú Matos), com quem teve dois filhos, Daniel e David, que também seguiram a carreira médica.
Eliezer lembra que a obstetrícia requer muita atenção do profissional e citou o obstetra Fernando Magalhães, falecido em 1944, que afirmava que “o bom obstetra tinha de saber esperar para agir, ter boa cultura, saber observar e ser disciplinado”.
Quando não está no Esaú ou no Hospital São Geraldo, o obstetra se ocupa de suas “manias”. “Sou um faz tudo. Lá em casa, pequenos consertos são comigo”, conta Eliezer, que também é fascinado por mexer com a terra. É em sua fazenda, que ele passa as melhores horas de seu tempo livre: “gosto da natureza, tenho uma ligação muito forte com a terra”.
Eliezer está se despedindo do Esaú Matos e da obstetrícia. Ele vai se aposentar, com o sentimento de dever cumprido e feliz por todas as experiências vividas, como a de ter trabalhado no Esaú. “Sempre quis trabalhar no Esaú. O convite foi feito pela diretora técnica do hospital, Carla Cristiane, e eu aceitei. Gosto demais da equipe que até me chama de professor”, disse Eliezer.

Do site: www.pmvc.ba.gov.br

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Momentos para relembrar 2015

C'est la vie

Primos

Geração Touch

Por quem os sinos dobram

confraternização
No Bar Tal

Na exposição de Bel Borba

Fernando e o escultor

Fernando e a escultura

se somar as idades = ???

Vamos às compras

Festa da escola

Brothers

C'est si bon!...

Na casa dos Leto Sarno

Momentos para relembrar 2015

Anete e aniversário. Sempre...

Dia das Bruxas - Houston

Dia das Bruxas - Salvador

Na fazenda de Dudão


O mundo é colorível

que alegria!

Olha o caranqueijo do Alasca

Médicas

Paula e Elisa com aventais da Bisa: Nica 80

Tim-tim