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Desafio Livro de Amélia

Fazer uma receita do livro "Alimentação no Planalto de Conquista" e publicar neste blog. Primeira receita - Cocada de chocolate...

terça-feira, agosto 23, 2016

TIAMELINHA

Velocípede novo, Dida, Vó Nicácia
Cão latindo, vento frio
Muito frio! .. E o
Quintal da casa de
Tiamelinha
Floresta cheia de onças
Sacis, “cobóis” e até assombrações
Eles, como as mangueiras do quintal
Surgem do nada, pedaços de felicidade
Soltos na memória que voltam
Mais presentes que quando vividos
Que alegram, que entristecem e
Trazem à tona coisas antes tidas
Como normais, como a amizade,
A verdadeira amizade!.. Coisa rara!..
Vento frio, bule com café com leite,
Irmã mais velha, pé de moleque,
Vó Zulmira, frio, muito frio...,
Saudade dos que foram..., Vontade
De voltar..., vontade de chorar....


Nando da Costa Lima
(filho de Altamirando Costa Lima)
(poema escrito em 2001) 

Desafio Livro de Amélia


Fazer uma receita do livro "Alimentação no Planalto de Conquista" e publicar neste blog.

Primeira receita - Cocada de chocolate - já publicada.

quinta-feira, agosto 11, 2016

E a família aumentando


Alice

Chegou no dia 26 de julho de 2016, em Salvador, no mesmo dia do aniversário de seu papai Iuri.











Davi Lucca

Nasceu no dia 10 de agosto de 2016, em Conquista, filho de Rinaldo e Gleica.




Mantendo a tradição, uma geração de homens e outra de mulheres.

Flori tem 8 netos (Igor, Iuri, Ivan, Iago, Gabriel, Daniel, João Miguel e Davi Lucca) e 4 bisnetas (Beatriz, Letícia, Lara e Alice).


segunda-feira, agosto 01, 2016

O que falar de vovó Amélia?

A infância é a época mais injusta da vida, hoje estou quase chegando aos quarenta e posso dizer isso sem medo de errar. É a época em que não se tem contas a pagar, onde o tempo passa a passos lentos, quando uma singela moeda significa muito dinheiro, os sonhos se confundem com a realidade e os avós são eternos, sempre estarão lá para transformar os sonhos em realidade e encantar os netos com histórias e brincadeiras.

Tive muita sorte durante esse período, além dos 4 avós (maternos e paternos) ainda fui presenteada com uma bisavó. Não tive do que reclamar, naquela época, anos 80, era normal ter pais casados e presentes, ter avós maternos e paternos, vários tios e uma bisavó. Todos tiveram um papel na minha infância, mas o que falar de vovó Amélia?

Foi ela quem curtiu as netas (eu e minha irmã) de uma maneira invejável, tanto ia nos visitar, de quando em vez, como fazia questão de curtir nossas férias como se fossem as dela. Eu ainda não tinha capacidade de entender o quanto minha vó significava para as outras pessoas ou para a sociedade, afinal uma “senhora” que se divorciou de um doutor em meados dos anos 70, e foi para a escola junto com os filhos, poderia ser taxada de doida ou de revolucionária. Para mim ela era minha vó e só isso bastava.

Dos sonhos transformados em realidade e dos momentos de “corujice voterna” as festas juninas, os aniversários e natais eram um espetáculo a parte. O que dizer de uma avó cuja bagagem estava repleta de biscoitos de Conquista e a cabeça repleta de ideias para encantar adultos e crianças? Lembro de uma vez que fui fantasiada de palhaço e provavelmente devo ter morrido de vergonha, lembro-me de uma mesa de aniversário (não lembro se era o meu ou o de minha irmã) cheia de tartarugas, feitas com pães ou algo assim; em outro momento tinha um bolo com cobertura de chocolate e várias frutas em miniatura, feitas com leite em pó nas mais diversas formas e cores. Infelizmente a memória não me deixa lembrar os detalhes, exceto a parte antes das festas que era uma festa a parte. Além de fazer o brigadeiro, e raspar a panela, ainda tínhamos a expectativa de raspar o tacho de qualquer coisa doce; poderia ser uma cocada, a cobertura ou até mesmo a massa crua do bolo.

O tempo passou e os avós se foram, as contas surgiram, as obrigações, os horários a cumprir, o trabalho a fazer, a tão sonhada “independência”, independente da minha vontade. Na memória ficaram as poucas lembranças de um tempo passado que não retorna, mas a certeza de uma infância repleta de aventuras e recordações de vovó Amélia.

(Texto de Mariana para a segunda edição do livro de Amelinha)



quinta-feira, julho 28, 2016

Viagem a Europa 2016


Um resumo da nossa viagem a Europa

Período :  16 de abril a 17 de maio de 2016
A programação inicial eram de 9 países, mas só visitamos 6 (Ficaram fora a Itália, Áustria e Bélgica)
Saída do Rio

01 - França (17 a 18/04 - 26 a 30/04 - 7 dias)

Só fomos em Paris, encontramos com Diego que foi pegar a gente no aeroporto.
Onde ficamos : Com Deise no apartamento dela no Bairro Quartier Latin e no apartamento de Diego.
De Paris fomos a Portugal e Espanha e retornamos para pegar a bagagem de Diego e ir para a Alemanha.
Como sempre ainda ficaram alguns locais em Paris e imediações que não tivemos tempo de visitar como Versailles. Vou ter que voltar a terceira vez.
Desta vez fui ao Louvre com mainha, vimos a Monalisa, Afrodite, achamos até uma estátua parecida com Charles.
Fomos a Notre Dame (mainha achou muito pequena), Torre Eiffel (subimos e sentimos um frio de matar), Pantheon, Champs-Élysées, entre outros pontos turísticos. Fizemos um passeio no ônibus de turismo, foi muito bom para termos uma idéia de Paris (já tinha feito quando fui a primeira vez).
Conceição fez um Raclette no jantar, muito bom, adoramos.
Saímos com a bagagem de Diego, violão, skate, ukululê, e as malas, pegamos uma van pelo Uber e fomos de trem para a Alemanha.

Não é que tio Charles
 estava no Louvre?
No trem saindo do
Aeroporto de Paris
Jantar na casa de Conceição e Vlabi
No apartamento de Diego.




02 - Portugal (19 a 20/04 - 2 dias)

Fomos em Lisboa, Cascais, Sintra e Cabo da Roca.
Como Deise resolveu ir com a gente, alugamos um apartamento na Rua dos Sapateiros, a Casinha dos Sapateiros, no Baixo Chiado, bem no centro, para 4 pessoas. Recomendo, era a primeira locação.
Gostamos muito, um alívio estar em um local que fala a nossa língua, com pessoas muito simpáticas, fomos muito bem recebidos. Nos sentimos em casa.
Só passamos dois dias, no primeiro dia, fomos no Castelo de São Jorge, Catedral da Sé, no Mercado da Ribeira e de noite fomos ao fado na Tasca do Chico.
No segundo dia pegamos um guia e fomos nas cidades de Sintra, Cabo da Roca e Cascais, ele nos pegou na Casinha dos Sapateiros de manhã, às 10 horas, e ficamos na estação de trem para Madri às 20 horas. Antes Deise ficou no apartamento.
O que achei engraçado foi em uma praia que paramos antes de Cascais, fomos ver a temperatura da água e veio uma onda mais forte e nos molhou, resultado, meu tênis encheu de areia e troquei por um sapato e Deise teve que tirar todas as meias calças.



Onde ficamos na
Rua dos Sapateiros
No Castelo de São Jorge
Café da manhã delicioso



03 - Espanha (22 a 25/04 - 4 dias)

Encontrei com minha amiga Rosana e ficamos no apartamento dela em Villaviciosa de Odón, perto de Madri. No último dia ficamos em um hotel perto do aeroporto.
Fomos visitar Toledo, uma cidade medieval que gostei muito, parece que a gente estava em um filme.
Muita comida e muita fartura, você pede uma cerveja e lá vem um taco de cortesia. Tem primeiro prato, segundo prato e sobremesa. E a entrada também. Come-se muito na Espanha e a comida é gostosa.
Madri é uma cidade noturna, acordam e dormem tarde. Como fomos na primavera os dias são muito longos, escurece às 21 horas.
Com minha amiga como guia, conhecemos Madri, dos Museu Rainha Sophia aos mercados dos palácios aos parques.
Villaviciosa de Odón
Local que era uma tabacaria
 em Madrid, transformado
 em centro de arte

Eu e mainha em Toledo
Mainha com minha amiga Rosana


04 - Alemanha (01/05 - 04 a 13/05 - 11 dias)

Ficamos mais tempo na Alemanha em função de ser a casa de minha prima Celinha em Windah e fizemos muitos passeios.
Ela, Felix e Klaus nos presentearam um final de semana com direito a uma van e rodamos por quase toda a Bavária, conhecemos castelos medievais, igreja, ilha das flores, etc. Não é todo mundo que tem este previlégio, com direito também a um picnic. Adorei as cidades, dormimos em Ochsenfurt, muito linda. Rothenburg é muito linda também, uma cidade medieval. Gostei também de conhecer Ulm, cidade que Eistein nasceu e que tem a igreja mais alta do mundo.
Já conhecia Munique, muito agradável, paramos para comer um joelho de porco e tomar uma cerveja, claro. E também em outro dia comemos mais um joelho de porco em Heiligen Berg.
Fora isto ainda teve almoços em Hohempeissenberg e Galterdorf, Castelo do Rei Ludovico, o lago em Sterger.
E minha promessa de só voltar na Alemanha quando aprender a falar Alemão...kkkkkkk
E minha promessa de ir de Windach para Heiligen Berg andando se Diego se tornar diplomata (vir nadando pelo Lago Ammersee foi brincadeira).
Depois de sair de Windach, fomos para Hamburgo pois Diego foi encontrar os colegas. Fizemos um passeio de barco em que o guia só falava alemão, não entendemos nadica de nada.

A viagem a partir de Windach até Amsterdã foi de trem. Saímos carregando uma bagagem imensa, quase morri de tanto carregar mala. Quando chegamos em Hamburgo, o skate de Diego que estava preso a sua mochila com o computador caiu debaixo do trem que estava parado ainda, ele pulou e conseguiu pegar, quase morri de susto.
Da próxima vez temos que repensar para não carregar tanta coisa.


Mainha em Windach

Dia das mães em Würzburg
Aniversário de mainha - Celinha
 fez café da manhã, almoçamos
fora e ainda teve os parabéns de noite
com direito a bolo.

Tomando um sorvete na cidade
 que Klaus nasceu - Landsberg
Ilha das Flores
Lago perto de Windach
Adorei esta foto
Uma noite musical maravilhosa
 com Diego e Klaus


Passeio da Van - 7 e 8 de maio


05 - República Tcheca (02 a 03/05 - 02 dias)

A famosa Praga, gostamos muito, e mais ainda que é uma das cidades mais baratas da Europa. Mainha se empolgou, realizou o sonho de conhecer a terra de Kafka.
Como companheira de viagem estava Celinha, que embora já conhecesse nos deu o prazer da sua companhia.
Ficamos em um hotel no centro, baratinho e bonzinho. O café da manhã era um almoço.

Passeio de barco
Uma amostra de Praga


06 - Holanda (14 a 16/05 - 02 dias)

Só fomos em Amsterdã, ficamos em uma apartamento alugado pelo AIRBNB, muito lindo, era térreo e tinha até churrasqueira na área externa.
Mas só foram 2 dias, deu tempo ver a rua da Luz Vermelha, ir na Casa de Anne Frank, o Museu Van Gogh e conhecer um pouco a noite.
Lá encontramos com uma amiga minha, Juliana e o marido.
E nossa companheira de viagem, Deise, estava lá com a gente.


Minha amiga Juliana com o marido Marcos.
Em um restaurante italiano
Dona Norma fazendo pose

Só volto à Europa no verão. Passamos alguns dias com o clima bom, mas a maioria dos dias ainda estava muito frio, mesmo sendo na Primavera.

Só tenho que agradecer as pessoas que nos acolheram nesta viagem, acho que todo mundo sabe que só gosto de viajar para encontrar pessoas conhecidas, parentes e amigos. E com certeza é a melhor forma de conhecer as cidades.


Curiosidades Gerais:

* O euro estava cotado na época em torno de R$ 4,00 (quatro reais)
* A coroa tcheca R$ 0,16 (dezesseis centavos)
* A passagem ida e volta Rio/Paris foi R$ 2.000,00 por pessoa
* Gastamos em torno de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por pessoa em 30 dias
* Rodamos 6.165 km durante o mês, sem contar as viagens internas da Alemanha.
* A média diária de alimentação, translado (uber, ônibus e metrô) e atrações por dia/pessoa foi menos de $ 60,00 (sessenta euros)
* De transporte interno de trem e avião gastamos em torno de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) por pessoa
* O que mais economizamos foi a hospedagem que deu em torno de R$ 1.300,00 (mil e trezentos reais) por pessoa

segunda-feira, julho 25, 2016

Primeira Receita - Cocada de Chocolate - Livro de Amélia

E vamos à primeira receita do livro de vovó Amélia.
Este projeto está baseado na reedição do livro A ALIMENTAÇÃO NO PLANALTO DE CONQUISTA - 1930 A 1950 
Este vídeo foi gravado na Fazenda Itapoan de Califa e tia Noe. Fomos lá, eu, mainha e Serginho e na véspera de ir embora lembrei e começamos a gravar a primeira receita. Foi gravado em 05/07/2016 e ontem Diego editou e temos já uma amostra do que vem daí para frente.
Bem, o projeto é o seguinte, qualquer pessoa pode pegar uma receita do livro e fazer, filmar e editar e colocar aqui no Caravana. Vamos seguir a ordem e sempre colocar este índice no corpo da publicação.
01 - Primeira Receita - Cocada de Chocolate - Livro de Amélia
02 - .... (Quem vai ser o próximo?????? )

Sempre é bom lembrar de pessoas queridas e mais ainda de uma pessoa tão importante na nossa vida, inesquecível, batalhadora, uma mulher que fez a diferença, que como disse tio Nilson, Amelinha lia... Mas Amelinha não só lia, ela tinha opinião, ela tinha uma personalidade forte, ela queria e fez um diferencial na sua e na nossa vida. E hoje começamos com esta pequena homenagem.


Esta é a receita original do livro.

TABLETE DE CACAU (chocolate) (D. Etelvita) 


200 g de caroço de cacau torrado, sem a pele e moído 
1 litro de leite 
1 ½ kg de açúcar 

PREPARO - Misture os ingredientes numa panela grossa ou num tacho. Leve ao fogo, mexendo com uma colher de pau. Quando estiver no ponto de corte, tire do fogo e mexa mais um pouco. Despeje num tabuleiro untado. Corte em quadradinhos.

terça-feira, julho 19, 2016

Metafísica - um approach inicial

Por uma palavra originária entendemos aquela que se formou a partir de uma experiência humana essencial e originária como sua locução. Dizer isto, não equivale a afirmar que esta palavra originária também precisa ter surgido em um tempo originário, ela pode ser relativamente tardia. O carácter relativamente tardio de uma palavra originária não fala contra este carácter. (Heidegger).

Vamos voltar no tempo:

Em Messina, entre 1280 e 1290, Abrãao Abulafia compôs tratados cabalísticos que, depois de permanecerem manuscritos por séculos nas bibliotecas europeias, apenas no nosso século foram restituídos à atenção dos não especialistas por Gershom Scholem e Moshe Idel. Neles, a criação divina é concebida como um ato de escritura no qual as letras representam, por assim dizer, o veículo material por meio do qual o verbo criador de D’us – assimilado a um escriba que move a pena - incorpora-se às coisas criadas:

“O segredo que está na origem da multidão das criaturas é a letra do alfabeto e toda letra é um signo que se refere à criação. Como o escriba tem em mãos a sua pena e, por meio dela, traz algumas gotas da matéria da tinta, prefigurando na sua mente a forma que quer dar à matéria – todos gestos nos quais a mão do escriba é a esfera vivente que move a pena inanimada que lhe serve de instrumento para fazer escorrer a tinta sobre o pergaminho que representa o corpo, suporte da matéria e forma, assim também atos similares são realizados nas esferas superiores e inferiores da criação, como quem tem inteligência pode compreender por si, porque acerca disso é proibido falar mais.”


A explicação seria aquela onde D’us não interfere na sua criação, uma vez que por axioma há de ser perfeita, como Ele.

Penso que a profundidade do pensamento de Leibniz encontra essa potência, mas isto é outra história.


sexta-feira, julho 15, 2016

Amelinha lia

Era tempo da expressão “Grande Guerra”. Lá sabia eu o que era guerra, e saber o que era ler estava ainda bem mais distante. Com tanto se falar a palavra guerra, fui descobrindo o que era.
Os Gonçalves lideravam o desfile da marcha pela rua principal ( e única!) de Três Morros, ao som de tambor, caixa e clarinete. A molecada se divertia – a fanfarra era guerra.

Faltava açúcar branco (cristal) nas vendas. Falta de açúcar branco era guerra. O jeito era consumir açúcar preto (mascavo), que às vezes também faltava – falta de açúcar preto era guerra. Aí, era coar café com garapa de cana, mas menino não bebia café – comia café com farinha.
Faltava pão na venda e padaria de Dino – era guerra. E o pior: Faltava bolacha papuda, que menino comprava com trocados de tostões e cruzados. Quando os tostões eram poucos, era comer bolacha papuda no escondido.

Acontecia a guerra que era a falta de gás (querosene). Os candeeiros e fifós não se acendiam nas casas de Três Morros. Tudo escuro em noites sem luar, mas, para resolver, valia-se da lamparina alimentada com óleo de mamona, que se produzia e adquiria por ali mesmo.
Amelinha tinha um pequeno candeeiro a gás. Eu sempre acordava pelo meio da noite e, de olhos meio abertos, via a claridade sob o telhado na parte correspondente ao quarto onde dormia Amelinha. Amelinha lendo, certamente; e achava eu que isso era coisa de gente grande.

Eu e companheiros, quando pegávamos uma revista, jornal ou livro, era para virar páginas, vendo figuras - se coloridas as figuras, era uma beleza só.
E Amelinha lia, até altas horas da noite. No dia a dia corria o zunzum: Zezinho (pai) não gostava: Se era porque a luz acesa gastava gás, ou a lamparina consumia óleo de mamona; ou, ainda, porque ela lia, e o que lia. Eu nem aí. Mas chamava-me atenção: Amelinha lia.

Amelinha aprendia, ensinava e induzia outros à leitura. Uma virtude que ela demonstrava, entre outras – com aulas até mesmo indiretas (quando se dizia: Amelinha faz isso, faz assim...) em várias áreas, como na culinária, na costura, no tricô e, a meu ver, uma aula importantíssima: LER.

Quando ingressei na escola (aos 8 anos de idade), despertou-me a curiosidade por ler e, lembrando-me de Amelinha, achava que seria bom saber ler. Para mim a grande aula de Amelinha: LER.
Muito obrigado, irmã!... Saudade...


Nilson Andrade Barreto


(Texto de Nilson para a nova edição do livro de Amélia)

segunda-feira, julho 11, 2016

A noção de potência no séc. XIII - Ghazali em Guia dos Perplexos.

Um iluminado pela luz de D'us corre os olhos por uma folha de papel escrita com tinta preta e lhe pergunta: 'como tu, que antes tinhas uma alvura que cegava, agora está coberta de sinais negros? Por que tua face ficou negra?'. És injusto comigo, responde a folha, pois não fui eu quem enegreceu meu rosto. Pergunte à tinta, que sem razão alguma saiu do tinteiro para espalhar-se sobre mim. O homem dirige-se à tinta para obter explicações, mas esta responde remetendo-o à pena, que a tirou de sua tranquila morada para exilá-la na folha. Interrogada, por sua vez, a pena o remete à mão que que, depois de tê-la talhado e cruelmente dividido a ponta, imergiu-a na tinta. A mão, que diz não ser outra coisa senão carne e míseros ossos, convida-o a dirigir-se à Potência que a moveu; a Potência, à Vontade, e esta, à Ciência, até que, de remissão em remissão, o iluminado chega, por fim, diante dos impenetráveis véus da Potência divina, desde os quais uma voz terrível grita: "A D'us não se pede satisfação do que faz, ao passo que a vós serão pedidas satisfações"

quinta-feira, julho 07, 2016

Dia das netas...

As minhas sobrinhas-netas Beatriz e Letícia estão em Salvador para as costumeiras férias do meio do ano para a gente e de fim do ano letivo para elas. Já estão mocinhas: uma com 11 e a outra com 9 anos. As amiguinhas também, Maria Júlia com 10 anos e Yasmin com 11, parecem meninas de 13 anos.

Lá se foi o encantamento da infância. Oh que saudade das menininhas quando a gente tinha tanto a ensinar. A tendência agora é ficarem sabidas demais e daqui a pouco “aborrecentes”  e  a gente tem que se virar se quiser acompanhá-las. . Quando meus sobrinhos entraram para adolescência não me abalei, parecia tudo normal, no entanto sofro com o crescimento das meninas, lembro-me da minha própria jornada.

Atualmente elas têm muito mais a falar com as amigas que com a avó, claro!. Entendo e tento me manter à distância. Já não faz sentido eu ir vê-las na casa da avó: cada uma com seu i-pad, celular ou livro. E outro agravante: as duas começam a falar inglês com toda rapidez e sotaque americano, e eu fico a ver navios.


Então para comemorar a estadia delas, planejei um dia com programação totalmente voltada para elas: almoço no McDonalds, a tarde jogo de cartas e a noite pizza. Foi uma festa!...  Fernando e Ivan foram heróis:  jogaram Oito Malucos a tarde toda!.. . como também Bia, Yasmim e Juju. 
Depois que Lara chegou, Letícia saiu do jogo. Mateus não se interessou, passou o dia com seus jogos no celular... Pena que Nanda e Duda estavam em Itaquara e não participaram.  Yasmin, que conhecíamos pouco, mas terminou dormindo em minha casa com Bia, é uma menina muito educada e inteligente. E pela primeira vez Lara não queria ir embora, só topou quando Let resolveu ir também. 





Os "marmanjos" (Fernando, Iuri e Ivan) ganharam todas. Não deram colher de chá para as meninas... 

sexta-feira, julho 01, 2016

Barreto...


Barreto! Eita nome grudento!... Provavelmente devido ao grande número de marqueteiros.

Em pleno século XXI, mundo globalizado e evoluído,  para mim ex feminista radical, não faz nenhum sentido uma mulher casar e mudar seu sobrenome, mas ainda é comum.
Quando o sobrenome a acrescentar é Barreto então... 

Vejo na nossa família, agregadas, que se separaram e continuam usando Barreto como sobrenome principal. E a maioria das mulheres originalmente Barreto não aceitam exclui-lo de jeito algum. Desistem até de casar, se for o caso.

Meus sobrinhos que estão casados, duas das minhas sobrinhas-noras, mantiveram o nome de solteira, a única que mudou acrescentou Barreto,  pela regra geral seria Matos.

Três das minhas cunhadas alteraram os nomes acrescentando Barreto. E quando questionei uma delas sobre isto, uma vez que ela já vivia com meu irmão há vários anos: pra que mudar? Só para complicar os documentos?..   Ela me disse: mas eu mereço!

E ontem me surpreendi, pois até Margarida, recém-casada, acrescentou Barreto. Merecidíssimo, claro!...

quarta-feira, junho 15, 2016

Cada qual no seu quadrado...

Anete sugeriu e a turma aprovou, aderiu...

Fazer uma colcha de crochê colorida como o exemplo abaixo





Cada participante faz um quadrado. A cor e o ponto são escolhidos pela própria pessoa. Depois Noélia e Norma vão juntar todos os quadrados e emendar. Em seguida a colcha será sorteada entre os participantes,

Quem não sabe, está aprendendo... Em Conquista com Norma, em Salvador com Noélia. O importante é que todos estáo motivados, até mesmo os homens...  




quinta-feira, junho 02, 2016

relembrando...

Há poucos dias Pat me pediu um artigo que ela havia escrito em 1989,  para o antigo C.A. sobre Voto Branco ou Nulo.  Na pesquisa li vários artigos interessantes que eu não me lembrava mais. Então selecionei alguns sobre política, todos do mesmo ano para a gente relembrar.
Com a crise política que vivemos desde o ano passado, tenho visto muitos comentários de jornalistas especializados e analistas políticos e eles costumam dizer que o Congresso e o Senado da época do impeachement de Collor era superior ao atual. Ao ler os artigos que escrevemos há quase 30 anos já falávamos na nossa descrença à classe política. E ainda pioramos? será que tem jeito para este país? 

Há quase 30 anos.....

Voto Branco ou nulo? Questão de consciência

Somos partes de uma sociedade. Estarmos bem não significa o mesmo para a sociedade, assim o bem-estar desta, não é o mesmo para nós.
Entendo que o voto deve ser dado àquele candidato que representa a defesa do bem-estar de toda a sociedade, indiscriminadamente. Assim como as células  compõem o nosso corpo, nós compomos a sociedade. Esta visão holística é fundamental para a vida, considerando que sem nossos sistemas vitais (respiratório, circulatório, digestivo) não viveríamos, assim como sem os sistemas sociais (escola, trabalho, clubes) não subsistiríamos.
Existe troca de energia entre as pessoas, o que torna o convívio social, orgânico e dinâmico, fundamental para a vida.
Não podemos esquecer que a felicidade e bem-estar de outra pessoa favorecem a nossa proporcionalmente. Hoje não somos livres dentro de nossa sociedade, pois receamos que outra pessoa nos faça mal (seja um assalto, um assassinato), esquecemos totalmente que esta é um ser humano como nós – que pensa, dorme, se alimenta – e que também precisa encontrar a felicidade e a liberdade.
O que pode aparentemente ser melhor para você, pode não ser para a sociedade e, por consequência, interferir também no seu bem-estar. É como se impedíssemos que uma célula de nosso corpo se descontrole e torne-se um câncer.
É necessário conscientizarmos para a extrema responsabilidade do nosso voto, pois ele interferirá em toda a sociedade. Lembre-se, somos partes da sociedade, assim como as células são tão importantes no nosso corpo... e a passividade tão maléfica quanto uma ação incorreta.
(Patricia)

1989

Faltando menos de 30 dias para a nossa eleição presidencial, devemos parar um pouco para refletir sobre a situação do povo brasileiro, vítima da rapina dos políticos inescrupulosos.
Engraçado é que todos lamentam a crise que o país atravessa, porém nada é feito para amenizar a situação, e, apesar de termos uma das maiores dívidas do mundo, apesar de termos a fome se alastrando como um furacão, apesar do alto índice de analfabetismo, da violência que assola o país, ainda assim, temos o maior número de candidatos a presidente do Brasil, já registrado pela estatística, superando até mesmo o resto do mundo. Não é um fato interessante? O barco está afundando mesmo assim tem que nele queira navegar.
(Iris)

Por que não dizer não?

Com a experiência de vida que tenho, estou mais do que convencida, que as pessoas que cedem a todos os embates exteriores, não só prejudicam a si, como exercem influência negativa a outros seres humanos, que por falta de maturidade e força de vontade se deixam influenciar perdendo o direito de ser livre e de usar sua liberdade para decidir voluntariamente.
Que bom seria se todos os brasileiros tivessem o direito de votar livremente. Quantas pessoas por circunstancias diversas, mesmo tendo consciência que o sistema que rege o Brasil está totalmente errado se deixam influenciar por terceiros e permanecem bitolados. Por que não usar a cabeça para solucionar os problemas
 de uma forma lógica e racional?
Gente, chegou a hora da reflexão, nada de continuísmo, é preciso dizer NÂO. A mudança de bases é fundamental. Sei que não vamos mudar a vida social do país de uma hora para outra, mas é preciso que todos usem em potência, força de vontade para através do voto dizer NÂO aos aproveitadores, que há anos vem nos prejudicando e até o momento atual não foram punidos pelas injustiças cometidas.
Será que devemos cruzar os braços? NÃO, vamos lutar! A oportunidade está aí. Somos responsáveis pelo futuro dos nossos irmãos carentes, dos nossos filhos que também anseiam por melhores dias.
Usando a cabeça, jovens e velhos eleitores, saberão escolher cautelosamente o nosso futura presidente.
(Hilda)

100 anos de República
No próximo dia 15 de novembro estaremos completando 100 anos de República. Nestes 100 anos, o Brasil teve 40 presidentes. Elegemos apenas 13 pelo voto direto. Os outros 27 foram nomeados ou chegaram ao cargo em substituição ao titular, legalmente ou através do golpe.
Será que muito da situação caótica que nos encontramos atualmente, não é consequência deste fato?
Agora após quase 30 anos, quando temos oportunidade de ir as urnas escolher o presidente, a situação é desanimadora. O descrédito na classe política é muito grande. Os causuismos continuam, está ai mais um candidato de última hora. Contudo, o momento é de reflexão e responsabilidade, principalmente para nós que fazemos parte de uma pequena parcela da população privilegiada que tem acesso a informações e condições de analisa-las.
A maioria de nós, estará votando pela primeira vez, portanto não temos que acertar de primeira. Acho até que vamos errar muito ainda. Votar e arrepender. Com o tempo a gente aprende.
(Isabel)

1989
Ano de crise, inflação, marasmo, descrença nos governantes, pessimismo. Chega-se ao final do ano e no memento brilha uma estrela.
Vamos dar as mãos, torcer, lutar, confiar e seguir a nossa estrela na esperança de dias melhores. Nós merecemos.
(Amelinha)

segunda-feira, maio 23, 2016

Cinco ritos tibetanos – Parte II – A dúvida da dúvida

Relendo o meu post anterior dos cinco ritos tibetanos, me lembrei de mais um encontro com Geraldo, quando houve uma conversa surreal. 
Comentávamos sobre as mudanças que ocorrem nas nossas vidas, as certezas que temos quando somos bem jovens e as dúvidas que surgem com o tempo.  Então ele falou  da certeza da certeza, a certeza da dúvida, a dúvida da certeza e a dúvida da dúvida...

Ele deu os seguintes exemplos: Quando éramos jovens, alguns de nós,  tinham tanta certeza de tudo, tanta lógica, que escolheram estudar ciências exatas, área de engenharia, informática e afins. Era a época da certeza da certeza. Outros, porém, não tinham esta certeza toda, então preferiram ser profissionais liberais ou empreendedores. Estes que tinham dúvidas arriscaram  muito mais, tanto profissionalmente como na vida pessoal.

Com o amadurecimento, perdemos as certezas. Começamos a duvidar de coisas em que outrora apostávamos tudo. Por exemplo, se éramos ateus convictos ou se tínhamos fé inabalável, de repente já não temos tanta convicção. Surgem  questionamentos e as vezes angústia.  Segundo ele, se evoluirmos mais, finalmente chegaremos ao estágio da dúvida da dúvida, é quando se conclui que tudo é possível e não nos preocupamos mais com verdades ou fantasias, então nos tornamos zen.

Este papo maluco foi em 2008, agora acredito que ele chegou neste estágio. Mora numa casa na Base  Naval de Aratu, com 2 cachorros, alguns gatos e um monte de livros.  

Nesse último sábado eu e Fernando fomos visitá-lo e conhecer as máquinas da juventude que ele nos apresentou e demonstrou. Depois ele e Fernando conversaram uma hora sobre a produção e venda destas máquinas... Bem, vão vendê-las para o mundo todo... não importa se é verdade ou fantasia.

segunda-feira, maio 16, 2016

Paula & Elisa

Eu costumava postar quando as meninas faziam aniversario, mas vamos ficando todos ocupados, o tempo vai passando, e nada de post. Pois finalmente aqui vao noticias nossas (ja vou me desculpando, mas tudo sem acento).

Paula fez 5 anos em marco, e Elisa fez 3 anos em maio. Esse ano Paula ja vai para a escola em setembro (quando comeca o ano escolar aqui nos Estados Unidos), e por conta disso resolvemos mudar para outro bairro, que fica a uns 20 minutos do nosso bairro antigo. Se voce optar pela escola publica, voce tem que atender a escola de seu bairro; voce pode ate pedir para ir para outra escola, mas voce fica em fila de espera e nao tem nenhuma garantia que vai conseguir. Por esse motivo resolvermos mudar para um bairro com boas escolas. Nao foi (e nao esta sendo) facil - o mercado de imoveis e aluguel esta bastante aquecido em Seattle por conta de tanta firma de tecnologia vindo para a regiao. Demos oferta em duas casas mas perdemos por conta de ofertas maiores ja que as casas estao sendo vendidas praticamente em leilao, mas finalmente conseguimos comprar uma casa. Mas ainda queremos reformar a casa, e no meio tempo resolvemos alugar um townhome para ficarmos mais perto da escola de Paula que comeca em setembro. Uma correria, e ainda nem acabamos a mudanca por completo. Esperamos que a casa nova esteja finalmente reformada em torno de maio do ano que vem, dai mudamos em defitivo. A noticia boa disso tudo  e que foi muito facil vender nossa casa antiga, com uma semana no mercado recebemos tres ofertas.

As meninas estao otimas, fazem a maior mistura de ingles e portugues. Paula tem muito mais facilidade de se comunicar em ingles, mas ainda insistimos para elas falarem portugues em casa. Uma vez por semana elas dormem na casa dos avos e adoram. Sei que quando estao la rola pipoca, doce, video, e muita brincadeira. Bom para elas e otimo para nos tambem.

Continuo trabalhando na mesma firma de advocacia como paralegal. Eduardo ja passou de Microsoft para eBay e agora esta trabalhando numa startup, a Faira (www.faira.com). Trata-se de uma empresa onde voce lista sua casa para vender  no site deles e as ofertas sao feitas online, sem necessidade de agente. Como toda startup que se preze, tem muito trabalho e pouco recompensa (financeira, pelo menos).

Vontade de ir ao Brasil infelizmente eu nao tenho, nem para visitar. Meus pais moram aqui e Mariana vem todo ano. O irmao mais novo de Eduardo ja trabalha com ele na Faira (veio tambem com visto de trabalho pela Microsoft), e o irmao do meio vai se mudar para Vancouver, no Canada, em agosto desse ano (Vancouver fica entre 2-3 horas de Seattle). Acho que e uma questao de tempo ate os pais de Eduardo vierem morar aqui. A viagem para Salvador e longa, praticamente 24 horas de Seattle, pegando tres voos. Nao sai barato e quando chegamos ficamos com medo de sair na rua. Dai que quando chega inverno por aqui e estamos a fim de fugir do frio, optamos para ir a algum lugar com voo direto de Seattle - Fort Lauderdale (Florida), Los Cabos (Mexico), ou Hawaii. Paula ainda tem a certidao de nascimento brasileira, o que permite a ela tirar o pasaporte brasileiro para viajar, mas Elisa nem certidao brasileira tem. O passaporte pode-se tirar pelo correio, mas precisamos ir ao consulado pessoalmente para tirar a certidao de Elisa. O consulado mais perto e em Sao Francisco, e as poucas vezes que eles vem a Seattle em esquema de "consulado itinerante", nunca deu certo de tirar a certidao dela -uma vez mandei a papelada toda de antecedencia, como era requerido, mas chegando la eles tinham perdido minha papelada, ou nao tinham recebido, ou seja la o que foi, e sai sem certidao. Lidar com o "consulado itinerante" e sempre bom para relembrar os motivos pelos quais nao voltamos ao Brasil. Elisa tem o passaporte americano, mas precisaria de visto para ir ao Brasil, e para tirar o visto tem que ir ao consulado. Ou seja, tudo muito dificil, e a boa vontade aqui para resolver e pouca.

Aqui estao umas fotos das meninas - no aniversario de Elisa, na Pascoa, e quando fomos na Disneyland em abril.















domingo, maio 15, 2016

segunda-feira, maio 09, 2016

Enquanto isto...

E a crise se instalou no país desde que começou o segundo mandato da presidenta... empresas fechando, milhares de imóveis a disposição para venda e aluguel, milhões de desempregados, inflação, recessão, crise política. 

Aqui pela Bahia até São Pedro resolveu colaborar, os fazendeiros tristes com a falta de chuva e o preço da gado caindo...

Enquanto isto D.Norma, Dra Anete e Prof Diego só curtindo a vida em Euro...

Eu não morro sem ver Paris...




Dia das Mães

Vejam a primavera!