sexta-feira, janeiro 12, 2018

Cartas na mesa

Era uma vez um grupo de pessoas que continha parentes,  contra-parentes e aderentes, amigos e agregados  que gostava de jogar Buraco, um jogo de cartas, que depois passou a se chamar BIRIBA, com algumas regras modificadas, e mais adiante sofreu novas modificações e passou a ser CANASTRA ou TERNO VERMELHO. E as pessoas que não se atualizaram e continuaram jogando “biribinha” passaram a ser consideradas de nível inferior...

Tem jogador novo 
Nos anos 1970 e 1980 era constante a jogatina  neste grupo, que posteriormente ficou conhecido como Caravana da Alegria. Os jogadores eram divididos em várias categorias: os Exímios Jogadores, os Pixotes, os Perus, os Cambutes, etc...

Quase todo final de semana havia jogo na casa de uma pessoa do grupo. Outros preferiam jogar numa noite durante a semana. E quando um marido gostava de jogar e a mulher não, problema. Bastava uma ligação e alguém comentava: É a Federal procurando Fulano.

Ocasiões como São João ou Semana Santa quando o grupo de reunia numa fazenda,  realizava-se um torneio.   Até que em 1983 o grupo decidiu montar um verdadeiro Campeonato com todos os participantes que moravam em Salvador. Os Exímios Jogadores logo se tornaram Cabeças-de-Chave e as regras foram definidas. Para cada partida haveria um Juiz, que era Boçal e Soberano. Qualquer dúvida o Juiz tinha autoridade para decidir.  O jogo ficou tão tenso e sério que algumas pessoas que gostavam de jogar sem compromisso, desistiram...
Veteranas x Calouros

Treinamento internacional

O Campeonato foi um sucesso!... Partidas históricas são relembradas constantemente e a Grande Final foi realizada no famoso Sitio de Montanha  em Arembepe com as duas duplas finalistas rodeada por uns 50 Perus em volta. Ao ar livre tinha até gente em cima de árvores para uma visão melhor.  Época que não havia celulares, selfies e fotografia digital, nem tampouco esse blog, nem o antigo  folhetim Caravana da Alegria, que só veio a surgir em 1988, pouco registro ficou desse glorioso Campeonato, a não ser na memória de cada um.
Só assim deixo de ser Pixote


Tem gente se achando

















Os anos passaram as pessoas se espalharam, alguns mudaram, alguns partiram deixando saudades e agora 35 anos depois, será realizado um novo Campeonato.  Novos jogadores que não tinham nascido ou eram crianças na época já se inscreveram. Os Veteranos, claro, serão Cabeças-de-Chave e bastou a idéia surgir e já estão todos treinando...
Treinamento em Houston


A Sorte está lançada!... 
O Campeonato será realizado de 29 a 31 de março de 2018, no Bar Tal - Costa Azul - Salvador.

Treinamento em Conquista


Treinamento em Itaparica

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Lucinha, Fé e Força!...




"Registro aqui meus sinceros agradecimentos à equipe do governo da Bahia, em especial ao Governador Rui Costa e seu Secretário de Saúde Fábio Vilas-Boas pelo excelente tratamento oferecido a D. Lucia Chagas, minha mãe, através do Hospital da Mulher. Pois de acordo com o acompanhamento durante todo tratamento, constatamos que todo percurso do atendimento nada deveu aos tratamentos obtidos em qualquer dos melhores planos de saúde do país, pois além da infraestrutura de alto nível disponível no hospital, percebemos que o maior diferencial, principalmente em comparação com qualquer plano de saúde privado, foi o relacionamento humano acima da média. O atendimento humano surpreendeu não apenas pela ruptura do sentimento estigmatizado a respeito do serviço de saúde público, mas também pela postura ativa e acolhedora com que os serviços foram prestados. Não seria exagerado de minha parte dizer que a gestão desse Hospital é não só uma nítida proposta de atendimento público com EXCELÊNCIA, como também uma proposta pública de atendimento e acolhimento humano de referência mundial e que rompe velhas tradições de que no Brasil nada funciona, de que no Brasil é assim (ruim) mesmo e por aí vai. Na contra-mão histórica da depreciação do brasileiro pelo brasileiro vocês mostraram que é possível fazer o serviço público funcionar, é possível fazer o Brasil funcionar, pois vocês mostraram que funcionam, vocês mostraram que são bons e além de dar novas oportunidades de vida aos baianos também renovam o sentimento brasileiro que está cada dia mais em baixa. Sem meias palavras vocês mostraram realmente que são Baianos arretados!. Sinceramente dizer Muito Obrigado é pouco, por isso que digo: Que Deus dê vida longa com saúde a todos vocês. " 

(Cristiano, no Facebook)


terça-feira, novembro 28, 2017

Eliú Matos (21/09/1939 - 28/11/2017)


Família Caravana triste com a partida de Eliú, irmão de Califa, pai de Fau, Dani e Lipe, avô do nosso Joaca e Companheiro de muitas farras....

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Saudade: presença dos ausentes

Partiu Eliu... e tantos outros que amávamos, admirávamos... A triste partida eh inevitável...  Eh tiro certeiro.... Não se erra, não falha...

Mas a presença dos que deixaram muito de si, ficará... através de histórias...
como Eliu e sua pedra filosofal.. o mundo perfeito... que todo mundo era bom... ou não.. 

O ciume dos seus... 
O querer aplausos....
O querer contar mil contos aumentando um milhão de pontos....

Amante da sua profissão... viveu muitas coisas...
Acreditava no que ele falava..... (quem não eh assim?)


Tive certeza de que ele gostava de ser ele...... 
Eliú por Eliú = Eliú ( como eh bom ser nós mesmos!)

A vida deu-lhe muitas barragens a serem construídas... e construir... destruiu...reinventou... riu... chorou...

Ah sim!!!... tinha muitos defeitos...

Mas podemos gostar de uma pessoa pela metade?
Se foi e ficou...
Deixou a semente... filhos netos e bisnetos...
Que esses possam espalhar os mil contos desse velho contador de causos!

Meu abraço... de gratidão...
Vai...em paz...

                                                            (Naninha - 29/11/2017)

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Homenagem a Eliú na sua despedida.



quarta-feira, novembro 22, 2017

A alimentação no Planalto de Conquista – 1930 a 1950

Lançamento da segunda edição do livro de Amelinha


Poderíamos dizer que a festa foi quase tão boa quanto a da primeira edição, não foi igual porque não tínhamos a presença física da autora, mas com certeza ela estava entre nós, através das nossas lembranças e saudades.

As incansáveis Noélia, Norma e Anamira fizeram várias receitas do livro usando as técnicas da época. Nada de batedeira, os ovos foram batidos a mão.  Nada de facilidades, modernidades ou tecnologia. Além disso, algumas sócias do Clube da Amizade também preparam algumas receitas. A turma da infra-estrutura deu duro, ajudando de todas as formas. E a equipe de apoio: Anete, Sandra, Guida, Karla, Naninha, Joana, Diego, Fernando, Edinho, Charles, Sérgio, Eliezer entre outros, muito contribuiu para o sucesso do evento.

Duda, foi o anfitrião da festa no Clube da Amizade. Ele, Karla e Naninha organizaram a programação.


  •         Abertura – Lindinalva, presidente do Clube
  •          Leitura Receita – Ana Rocha
  •        Nossa convivência com Amelinha – Isabel
  •        Leitura do poema TiAmelinha – Anete
  •        Leitura de Receita – Sandra
  •        Leitura do texto Amelinha Lia – Guida
  •        Leitura do texto Três Mulheres – René
  •        Homenagem a Amelinha – D.Eleusa, sócia do Clube
  •        Apresentação musical Robson e Adriano Botura
  •        Apresentação musical – Diego
    


       Enquanto isto o serviço de Comes e Bebes não parou. Licores de jenipapo, figo, passas cujas receitas estão no livro,  além de cerveja que não pode faltar num evento deste.

    Antes do inicio da programação foi servida a entrada:  uma Sopa de Aimpim com Molho de Pimenta (preparado por Fernando). Após as apresentações, continuou o serviço com as iguarias: sarapatel, carne de porco, carneiro acompanhados com arroz e farofa. E para quem não quis jantar, tinha chimango, vários bolinhos (não podemos chamar de cup cake). Sobremesas: pé de moleque, com gosto da casa de tia Amelinha,  cocadinha de cacau,com gosto da casa de Noélia, e mais doces variados: ambrosia, doce de mamão, etc.  Tudo elaborado de acordo com as receitas do livro e com todo o esmero da equipe.

 Enfim, foi uma linda festa!....


... que continuou no dia seguinte, com almoço na casa de Norma, muita resenha, muita comida, muitas lembranças. E começaram as despedidas, alguns retornando para Salvador. Antes disso a foto final com todos devidamente usando a camisa com a capa do livro que foi uma iniciativa e produção de Anete e Vera.


Todo o evento foi bancado por Duda, que ofereceu os livros ao Clube da Amizade. 

Para quem quiser adquirir algum exemplar:

clubedaamizadevca@gmail.com

terça-feira, outubro 03, 2017

Descanse em paz, Professor.

Pat disse que gosta de lembrar de Nilson quando era conhecido como Professor...

Ontem no WhatsApp as pessoas ficaram relembrando os trabalhos de revisão de português que ele fez. As teses de mestrado... de Ivana, de Robson, de Lila, de Nelma, etc.  Revisou também o livro de tia Amelinha.

Recentemente para a segunda edição do livro de tia Amelinha, Célia me passou os textos de homenagens que foram escritos por alguns de nós.  Passei  tudo para Nilson revisar. Ele então me deu uma aula sobre “isto” e “isso” e “este” e “esse”, etc.. E me mandou uma revista com vários exemplos.  Agora toda vez que vou usar um desses pronomes me lembro dele.

Para os interessados, vale a dica: ele disse que na dúvida, use sempre “isso” ou "esse" em vez de "isto" ou "este",  que com certeza você errará menos.

"...........................
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo." (Cecília Meireles)



Nilson Barreto  faleceu em Salvador, em 02/out/1917.


Pat e Nilson, para recordar.

quinta-feira, agosto 31, 2017

Convite

Perguntou o homem a si mesmo: Quem eu sou e de onde vim? A Antropologia procura responde-lhe essa pergunta. E a Cosmologia que estuda a ordem do cosmos, procura responder-lhes sobre a origem deste, de onde veio, qual o primeiro princípio. E vem a Teologia ciência das coisas divinas, para discutir as razões e motivos a favor ou contra a crença de D'us, o ser criador.

E se D'us existe, por que o Bem e o Mal? Por que não é diferente o mundo? E dessas perguntas, outra disciplina, a Teodiceia (Theos-D'us e dikê- justiça) é quem cabe responder se há ou não justiça no mundo. E como sabemos? E vem a Gnosiologia para explicar o conhecimento.

Mas como se dá o saber? Para responder tal mecanismo eis a Epistemologia que estuda o saber das diversas ciências. E como se formou no Homem a sua inteligência? E eis a Psicogênese que lhe ensinará e discutirá os problemas referentes à formação do psiquismo humano. E o espírito humano, que é criador, como surgiu? Sobre esse espírito criador surge outra disciplina a Noogênese que estuda a gênese do nous, o espirito, e a Noologia, a ciência do espírito. Mas como funciona esse psiquismo? E eis a Psicologia que se encarrega de propor resposta à pergunta formulada aqui.

Mas, significam as coisas algo, dizem mais que o fenomênico? E eis a Semiótica que examina as significações das coisas. E há algo mais oculto, que possamos penetrar mais profundamente? e eis a Mística, que quer responder a pergunta. E as coisas são belas, apresentam em si mesmas algo que lhe deem outro valor. E então é a Estética que estudará esse ponto.

E o transcendente? Podemos alcançar o que está além de nós, além de nossa experiência? E eis a Metafísica Geral, a Ontologia, para responder a tais perguntas,. E como se dão os fatos no universo? Temos a Ciência que procura explicar o nexo do acontecer dentro de si mesmo, e de sua imanência, no que mana em (dentro de si), suas coisas experimentais. E como medir e contar os fatos? Temos para isso a Matemática.

E como compreender o Homem em suas relações com os outros? São a Ética, a Moral, o Direito, a História e a Sociologia que propõem-lhes respostas.
Como compreender o nexo dos pensamentos e usa-los da melhor maneira para atingir uma iluminação, que nos mostre mais nitidamente os fatos? E eis a Lógica e a Dialética.

Como explicar tudo isso, dar o nexo a tudo, juntar todo o conhecimento humano e analisa-lo em um grande corpo, num grande saber, que seja o saber de tudo, que seja o saber dos saberes, e eis a Filosofia.

(Convite à Filosofia - Mário Ferreira dos Santos)

sábado, julho 22, 2017


O que eu falo é o que você entende?

No final da década de 1990, fui professora temporária na Escola Politécnica da UFBA na disciplina de Materiais de Construção. Naquela época, os alunos, jovens de 18 e 19 anos (2º ano na Escola), gostavam de justificar qualquer assunto ou começar uma frase com o sujeito “os paradigmas da construção civil”. Um dia, conversando sobre um assunto qualquer, depois da referência usual, perguntei a que paradigmas eles estavam se referindo. Entreolharam-se e o mais safo disse: ah professora, é tudo isto que está aí!”

Estava aproximando o novo século e todos procuravam expressões “novedosas”. Aí, chegaram dois preciosos adjetivos: sustentável e ecológico. O “sustentável” é tão importante, que em muitos países da América Latina de língua espanhola, usam-se dois termos: sustentable e sostenible. Não consegui entender a diferença entre os dois, ainda mais porque o que é sustentable em um país é sostenible em outro e vice-versa. Na engenharia civil, e principalmente na arquitetura, tudo teve que ser ecológico para ser bom. Agora, novos profissionais se classificam adoidamente como bioconstrutor e bioarquiteto, só que a definição de um sobre esta auto titulação não corresponde a de nenhum outro. Em outra área, chegou a vez dos transgênicos (o diabo) e dos orgânicos (o anjo), só que ninguém sabe exatamente do que se trata.

Sempre me preocupei com o uso destes termos “amplos” que permitem qualquer um entender da sua própria forma, enquanto que você “acha” que o outro entende o que você está falando.

Recentemente, aconteceu uma situação muito peculiar que exemplifica o descompasso entre o que se fala e o que se entende.

Elisa, a neta de 4 anos, adora elefante rosa. Aqui em casa, tem uma toalha rosa com capuz de elefante que Elisa se enxuga, se enrola para ver vídeo e para dormir. Logo que Nara e Eduardo mudaram de casa, Elisa disse que gostou bastante do local, principalmente porque dá para ver o lavador automático de carro do elefante rosa. Sempre que passamos próximo deste lugar, Elisa faz algum comentário sobre o bicho. Há poucos dias, fomos buscar Paula e Elisa na escola e, no caminho de casa, passamos próximo do lavador do elefante rosa. Como sempre, Elisa demonstrou que gostava do elefante rosa e, informou: “papai não lava o carro aí porque é caro”. Depois de comentarmos sobre as possíveis comidas cor de rosa do elefante e outras bobagens, eu perguntei:

- Elisa, você sabe o que é caro?

- Sim, respondeu Elisa.

- E o que é?

Prontamente ela esclareceu:

- É ter que sair do carro para lavar. Ele vai sozinho!

Para tentar entender o entendimento firme de Elisa sobre o que é caro, comentei anteriormente com Eduardo sobre o entusiasmo dela quando passávamos pela lavadora de carro do elefante rosa. Aí Eduardo disse que não gostava do serviço deles: tinha que sair do carro no processo da lavagem e, ao receber, não estava bem lavado; além disso, era mais caro. Elisa escutou, associou e interpretou. Aí fica claro como se juntam informações que são particularmente interpretadas. Não dá para assumir paradigmas....

Cartas na mesa

Era uma vez um grupo de pessoas que continha parentes,  contra-parentes e aderentes, amigos e agregados  que gostava de jogar Buraco, um jo...