quinta-feira, julho 23, 2015

Simplesmente Lau


Laurinda foi uma pessoa marcante na nossa família. Animada, divertida, engraçada, extrovertida, era sempre uma alegria. Dos sobrinhos de Nicácia e Cecília, ela foi, sem dúvida,  a mais próxima da gente.
Tinha fama de extravagante, gastadeira e descontrolada. Para nós acostumados com a economia de Noemi e a disciplina de Amelinha, Lau surpreendia com sua fartura e descontração. Ela contava que banana frita era supercontrolada na casa de Amelinha, o que deixava Lula ansioso, querendo mais. Havia o rigor da disciplina e as crenças que determinadas comidas faziam mal. Uma vez ela fez banana frita para Lula comer até enjoar, sem a presença de Amelinha, claro. E com René, a mesma coisa, com pizza...

Quando éramos estudantes e morávamos nos Barris (eu, Iris, Eleusa, Raminho e René),  época  de pouca grana, eventualmente Lau vinha de Iguaí e era só fartura. Chegava trazendo várias coisas do interior, gostava de cozinhar, fazia pizza. Era uma festa.
Lembro-me que saíamos com Lau de táxi, um luxo, e quando o motorista perguntava por qual caminho queríamos ir, ela respondia: pelo mais longe, meu filho, estou aqui passeando...

Sempre foi gordinha e dizia estar de dieta: “Eu só como folhas e não consigo emagrecer”, era o que não cansava de repetir.   Falava para desconfiarmos de mulher ou marido que emagrecesse de repente...
Presente, participativa, tolerante, respeitava as diferenças, tinha amigos gays quando isto ainda não era comum.

Zé Barreto costumava dizer que Lau paquerou ele quando eram solteiros, mas ela não confirmava, dizia que havia paquerado Dodô.  Viajou comigo e Fernando para Conquista quando fomos nos casar e levou várias merendas para comermos pelo caminho. Sinto que ela não apareça em nenhuma foto do meu casamento. Ainda não existia o celular...

Em Vilas do Atlântico, planejamos um almoço (cardápio: Vaca Atolada) que  seria preparada por Edinho e Fernando, na casa de Gersinho. Na última hora mudaram de ideia  quanto ao local e Lau  me disse que se sentia mais a vontade na minha casa. “ Mais do que a casa de seu filho?”. Ela explicou: “Eu adoro minha nora, mas ela não me deixa fazer nada...”. Comigo, ela me colocava para fora da cozinha e assumia tudo... Eu achava ótimo.

Quando a geração de minha mãe  envelheceu, eu comparava a vida deles: Noemi, Carmélia e Arlindo que tanto malharam Lau por não  fazer economia, como se esta fosse falir e viver na miséria. Qual a diferença?.. E quem viveu melhor?... Lau tinha seu apartamento na Pituba, os filhos bem de vida, ajudou criar os netos. Tinha seu carro e quando parou de dirigir só andava de táxi.  
Mais velha ficou  mais religiosa e só reclamava quando numa farra a gente resolvia cantar hinos da igreja. Ela achava um desrespeito.


Simplesmente Lau... inesquecível. 
Lau, entre Arlindo e Amelinha - Dezembro/1999

P.S. Cheguei a conclusão que Lau não gostava de fotografias. Mexi em todo meu acervo e só encontrei esta foto em que ela aparece.

segunda-feira, julho 13, 2015

ESQUEÇA O LEÃO, A COBRA E O TUBARÃO. O ANIMAL MAIS PERIGOSO DO MUNDO É…

Quando pensamos em animais perigosos normalmente vem-nos à mente o tubarão, o leão, ou a serpente – espécies de dentes afiados, com garras ou veneno. Mas nem sempre os animais mais temidos são os mais mortais.

O portal GOOD elaborou uma lista dos animais mais perigosos do mundo, com base num critério concreto: o número de mortes humanas causadas por ano. E de acordo com a lista, o animal mais perigoso do mundo não é nenhum dos animais mais temidos pelo homem – não tem garras nem dentes, e mede apenas 1mm.

O primeiro lugar da lista é ocupado nada menos que pelo mosquito Anopheles, responsável pela malária, que causa 725 mil mortes por ano.

Em segundo lugar, outra surpresa: o segundo  animal que mata mais pessoas por ano é … o Homem. Anualmente, 475.000 pessoas são mortas por outras pessoas.

O simpático caracol de água doce, apesar do seu aspecto inofensivo, é o causador de schistosomiasis, uma doença infecciosa que causa 110.000 mortes por ano – número que o catapulta para a 3ª posição.

O melhor amigo do homem, o cão doméstico, está na lista. Em 6º lugar, com 40.000 mortes por ano, quase todas devido à raiva.

O cão está à frente da reduviidae, o “insecto assassino” vector da doença de Chagas, que faz justiça ao seu nome causando 12.000 mortes por ano.

Ainda recentemente foi notícia trágica o caso de uma turista morta por um leão durante num safari park na África do Sul. Mas afinal o rei da selva está apenas na 13ª posição, com 100 mortes por ano. Até o hipopótamo é mais perigoso – cinco vezes mais mortífero.

E com alguma surpresa, um dos animais mais temidos do mundo, imortalizado por inúmeros clássicos de Hollywood, o temível tubarão está apenas na 15ª posição da lista. Tal como o lobo, causa apenas 10 mortes por ano.

Os animais mais perigosos do mundo / pessoas mortas por ano
1. Mosquito Anopheles - 725.000
2. Homem - 475.000
3. Caracol de água doce - 110.000
4. Lombriga - 60.000
5. Serpente - 50.000
6. Cão - 40.000
7. Reduviidae - 12.000
8. Mosca Tsé-Tsé - 9.000
9. Ténia - 2.000
10. Crocodilo - 1.000
11. Hipopótamo - 500
12. Elefante - 100
13. Leão - 100
14. Lobo - 10
15. Tubarão - 10

Estranhamente, alguns ilustres pesadelos do homem primam pela ausência. Por exemplo a aranha, a terrível viúva negra em particular, não consta da lista.

Um dos ausentes será seguramente candidato a um dos lugares cimeiros, tão cedo se prove a sua responsabilidade nas dezenas de milhar de mortes em África nos últimos meses: o morcego.

É neste animal que se suspeita que terá estado a origem da epidemia de Ébola que começou na Guiné, alastrou por toda a África ocidental e fez mais de 11.000 mortos.
E então, ainda tem medo de tubarões?

 

quinta-feira, julho 09, 2015

Davi (23/06/2015 - 09/07/2015)


Hoje, infelizmente, o pequeno Davi, filho de Rinaldo e Gleica, não resistiu. 
Ele nasceu prematuro em Feira de Santana (não havia vaga de UTI em Conquista) e permaneceu na UTI Neo Natal, até hoje. 


A mãe teve uma infecção urinária durante a gravidez que não foi bem tratada, provocou o parto adiantado e passou uma bactéria para o bebê. Várias complicaçōes em decorrência disto.

Rinaldo é meu irmão por parte de pai. Visitamos o casal em Feira, quando Davi estava internado, foto abaixo.

Gleica, Flori, Rinaldo, Isabel. De costas, a mãe de Gleica.

domingo, julho 05, 2015

O país da Mulher Mandioca


Me chama atenção as ações no entorno da lei de redução de maioridade penal. Apesar de 90% da população clamar pela redução da maioridade penal, alguns auto nomeados representantes da sociedade, como a OAB, alguns artistas, e claro, segmentos políticos mais atrasados insistem na manutenção da atual lei, apesar de que com 16 anos o indivíduo já possa votar, e em um estado como São Paulo cerca de 0,2% dos que cometem crimes hediondos, do que trata a nova lei, estarão nela enquadrado.

Mas o que está por trás disso?

Me pergunto por que a violação da lógica, do bom senso, e a distorção brutal dos fatos? Alguns chegam a dizer que a “redução não é a solução” como se a lei buscasse uma “solução”, e não ferramentas eficazes em manter preso quem mata e estupra, e é liberado seguidamente voltando a matar e a estuprar a população desarmada por decreto, como em todos os regimes totalitários.

Poggio Bracciolini, já aposentado, estava em Florença quando em 1450, manteve contato com vários soldados que lutaram com o grande conquistador mongol Tamelão na histórica vitória contra as forças turcas em 1402 chefiadas por Bayezid (pai de Mehed II que tomava Constantinopla naquele 1453). O esquecimento total que se tinha de Tamelão, cinquenta anos após sua vitória chamou a atenção de Poggio, que em uma carta diz “que a fama sólida já não pode ser adquirida por uma vida militar porque os feitos mais grandiosos de governantes são esquecidos numa geração, pela falta de historiadores que os anotem e elogiem convenientemente” (Poggio Bracciolini, Poggi Florentini Oratoris et Philosophi Opera, Basileia, 1538, p. 344). As conquistas militares de Tamelão ultrapassaram tudo o que fora alcançado na Antiguidade, no entanto, a memória delas desaparecera. Daí a atividade mais louvável será a que não dependa da ajuda de outros para ser preservada para a posteridade.

Os humanistas então persuadiram, com êxito, príncipes e estadistas de que todas as ações gloriosas não valiam a pena se não fossem incorporadas na memória da humanidade por historiógrafos (bem pagos).

Aí, entra um grande raciocínio de Eric Vogelin (História das Ideias Políticas, Vol. IV): Ao tempo de Poggio, já existia um longo caminho em direção à dissolução da preocupação cristã sobre o destino da alma na beatitude eterna e à sua substituição pela preocupação com o sentido da vida intramundana. Desde o século XIII crescera o desejo de desenvolver esse sentido intramundano; e agora, em meados do século XV, a fama tinha-se tornado o primeiro símbolo geralmente aceito para a expressão desse sentimento:

A vida intramundana da fama, após a morte, substituía a vida do além.

[Sobre o problema da fama ver Jakob Buckhardt, The Civilization of the Renaissence in Italy, Penguin, 1990].

Desse modo no século XV temos a adoção da fama como o primeiro sinal de substituição de prêmios espirituais (da vida eterna), pela fama adquirida pelos feitos na vida terrena.

Com o passar dos tempos a fama se tornou o eldorado de artistas, estadistas e daqueles que amam o poder. Tornou-se o paraíso possível em terra.

Eis que subitamente em nosso país surge o problema com que abro o texto. Volta a pergunta: -  - Por que a falta de lógica e do bom senso?

-Por que uma pessoa de 15 anos já matou seis e atentou contra dezoito, e mais uma vez foi detida ontem na região de Trancoso (03-07-2015), voltará a ser solto?

- Por que Champinha com 16 anos e seus comparsas, violentaram por cinco dias e mataram uma menina de 15 anos e seu namorado, e serão soltos por “bom comportamento”?

 - Por que aqueles que não querem a redução da maioridade dizem que “educação é a solução”, mesmo que o governo que apoiam ter cortado 9 bi na Educação, somente esse ano, e estarem a doze anos no poder?

A resposta me parece bem simples: é o confronto permanente com as instituições que valida a tomada totalitária do poder. Eles fazem isso todo o tempo, misturam tudo. Vociferam contra as leis que eles mesmo promulgaram em passado recente quando outros as usam.

Em nosso país, infelizmente, há a sobreposição da figura do artista como intelectual. Cronistas de cama e mesa, como Veríssimo, opinam sobre energia nuclear, e na área artística é ainda pior, cantores, compositores e artistas sem ao menos o segundo grau, manobram aqueles que gostam de suas obras.

O momento agora é de espanto. O ícone maior da indigência moral e ética perdeu-se no próprio veneno, quem se relacionou com ele está morto, falido ou preso. Estão em pânico, e a passagem da redução da maioridade penal foi a gota d’água.

“Como pode a sociedade civil ousar agir independente do Estado?”

Os oportunistas se alternam. Caetano e Gil gravaram seus “protestos”. Daniela Mercury idem. Os globais não faltaram. A indigente moral OAB fez coro à agonizante imprensa escrita.

A fama perdeu para a redução da maioridade. Mas não há problema, um robô da informática (cria perfil falso no Facebook) já xingou uma menina que apresenta a meteorologia na Globo, desperta o racismo. Os globais se juntaram de novo. A imprensa agonizante faz coro. A OAB vai dizer alguma coisa, e por aí vai.

 

 

sábado, julho 04, 2015


Gorjetas, tips, propinas e outros agrados pelo mundo!!!!!
 
Detesto gorjetas. Como nunca estive em situação de receber gorjeta, então me corrijo, detesto dar gorjetas, não pelo fato de “dar” dinheiro, mas pela sensação incômoda que sempre me acorre nesta situação: “a toda poderosa a ajudar um pobre coitado”. Urf!

Há muito tempo, no Brasil, dava-se gorjeta a funcionários de prestação de serviço de muitos estabelecimentos, como os dos postos de gasolina, entre outros. Com o pagamento das despesas com cartões de crédito ou de débito, este tipo de gorjeta quase não existe mais, ficando praticamente os restaurantes com os 10% incluídos na conta.

Nas viagens de Cruzeiro, é feito um débito adicional de um valor fixo à sua conta a título de gorjeta (ou gratuidade, como eles preferem mencionar), cuja arrecadação é repassada a todos os funcionários do navio.

Na Europa, em geral, não existe uma porcentagem estipulada para gorjeta (percebi que os 10% brasileiro é muito alto no padrão europeu), mas é usual deixar uns trocados na mesa (geralmente moedas). O mais incomoda a alguns brasileiros em viagem na Europa, é que, na maioria dos países, quando se senta na esplanada (no lado de fora do bar ou restaurante), a despesa é paga ao garçom imediatamente quando ele lhe serve (a gorjeta se deixa na mesa quando se sai); os brasileiros consideram isto uma afronta à sua honestidade (sic).

Nos Estados Unidos, a situação é bem diferente. Dizem que a gorjeta é uma forma de avaliar o serviço e as porcentagens são altas, variam entre 15% e 25%. Aí sim, me incomoda dar um quarto ou um quinto do valor da despesa para uma pessoa que me trás um prato com comida na mesa, um motorista ou uma cabelereira, todos fazendo o serviço para o qual foi contratado. Mesmo tentando entender e seguir o costume social do país, considero a prática americana como fora da normalidade.

Nos países asiáticos que visitei – Japão e Coreia do Sul, não é usual dar gorjetas. Não vi ninguém deixando moedas na mesa de restaurante. No Japão, quando a comida é servida, a conta já é colocada discretamente na mesa, geralmente na lateral, num lugar já preparado para isto. Na Coreia do Sul, eles são menos discretos e colocam a conta sobre a mesa mesmo, na hora que servem a comida. Como tanto no Japão como na Coreia do Sul não se tem o hábito da sobremesa e do cafezinho após o almoço; os pratos só são retirados da mesa quando o cliente se levanta. O pagamento é feito diretamente no caixa, na saída, sem agrados.

A porcentagem adicional incluída na conta não me incomoda tanto, justamente por se tratar de um costume social instituído, e que não me passa a desagradável sensação da “toda poderosa”. Já a prática americana considero terrível, ainda mais porque ela envolve o consumidor como avaliador do serviço, dando-lhe um papel que nem sempre lhe interessa.
 
E agora, veja a situação que me encontro: ao invés de “toda poderosa” me sinto a “coitada explorada”.

quinta-feira, junho 25, 2015

São João

Em Vitória da Conquista, quando eu era criança,  o São João era uma data marcante, pois minha amiga Vane Leto aniversaria em 23 de junho e sempre era uma grande festa em sua casa, com fogueira e tudo que tínhamos direito. Nossa família de formação batista nunca fez fogueira. Antônio Leto era muito animado, comprava um bocado de fogos que distribuía generosamente para todos os convidados.  E ficava de olho, nos instruindo, preocupado para a gente não se queimar. Além disto, fazia  exibições dos fogos mais sofisticados, que nos deixava embasbacados.

Salvador sempre fica deserta nesta época. Ao longo dos anos, nós, algumas vezes passamos São João no sítio de Nelson em Arembepe. Talvez Dias D' Ávila quando Célia morava lá. E muitas vezes Jaguaquara, isto é, Fazenda Paris. À noite, os mais animados iam para as festas na cidade, enquanto outros preferiam jogar biriba. Hoje esta festa se espalha por várias cidades no interior, mas há o modismo, a cidade da vez, Ibicuí, Amargosa, Cruz das Almas, Bonfim, entre outras. Atualmente com o número de forrozeiros, sertanejos e axés, tem festa em tudo que é canto.

Vanessa, filha de Ivana, também nasceu em 23 de junho e quando ela fez um ano em 1993, fomos todos para Bonfim para a festa. Houve uma sessão de nostalgia pelo whatsapp esta semana  lembrando deste evento, que foi muito bom. Bonfim tem tradição de espadas e é um show a exibição destes fogos de artifícios.

E agora no dia 23/06/2015, nasceu Davi, filho de meu meio-irmão Rinaldo, prematuro, está na UTI Neonatal, e a gente aqui torcendo para que tudo dê certo.


O São João 2015 foi  atípico, ninguém se reuniu, na verdade a turma se espalhou por aí:

Lilian e Naninha em Coquista


Robson e família viajando para SP

Leo em Itaquara
Casa de Alan em Porto Seguro




Os Vianas foram para Porto Seguro.

Daniel e Malu
Selfie da galera na festa



Ana Paula e família curtindo frio em Buenos Aires

Sitio de Márcio em Arembepe




















Ivan e Joana foram para São Paulo. Luciano para o Rio. Iuri para Itabuna. Noélia e Ivana em Salvador.

E Three Hills ficou triste. Ninguém apareceu. Eu e Flori desistimos na véspera. Edinho esperando Cristiano que ficou em Conquista. Lucinha esperando Zezinho em Jequié. Fernando voltou pra Salvador e Janete se mandou pra Conquista...

E viva o São João!...

quarta-feira, junho 24, 2015

Aniversário Eleusa - 70 anos

No dia 13/06 fizemos uma festa surpresa para a minha mãe para comemoração dos 70 anos. Segue algumas fotos dessa comemoração. Tiveram presentes Tio Raminho e Tia Ana que vieram de Salvador, Tia Marilanda que veio de Conquista, Tulio que veio de BH, Tio Ivonito que veio de Piracicaba, meu pai que veio de Fortaleza.








domingo, junho 21, 2015

O TEMPO NÃO PARA

Quando assumi este blog em Junho de 2010 escrevi um post:

Bodas de Coral- Fernando e Isabel– paciência e persistência – 35 anos de casados.



Agora - Bodas de Esmeralda (14/06/1975)  -  paciência, tolerância e resiliência.

Paciência
“E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara” (Lenine)

Tolerância
"A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos". (Gandhi)

Resiliência
Capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com ela.

Coloquei no Facebook a seguinte mensagem:

“Ainda que houvesse paciência, tolerância e resiliência (necessárias, mas não suficiente) nada seríamos se não houvesse amor”...

Alguém disse que eu estava romântica... Para mim apenas uma reflexão após 40 anos de casada e mais alguns de namoro.
Pois é, se não houvesse o amor.... Não aquele amor que faz o coração bater, que causa sensações estranhas, tremores e palpitações. Este é paixão, é TOC, dura no máximo três anos.

Se não houvesse amor,  como suportar a tal da convivência que desencanta, que desmitifica?.  Se não houvesse amor, como a gente poderia se ajeitar, se acostumar, aparar as pontas, se encaixar no próprio espaço e deixar o do outro?. É preciso amor...

Para finalizar um poema...

Não existe dificuldade que amor bastante não possa conquistar;
Nem enfermidade que bastante amor não possa curar;
Não há porta que não se abra, com bastante amor;
Nem abismo que, com bastante amor, não se possa atravessar;
Nem muro que, com bastante amor, não se possa destruir;
Nem pecado que, com bastante amor, não se logre redimir.

Não importa quão profundas raízes tenha o problema,
Nem o desespero das perspectivas, nem o turvo do conflito,
Nem a monstruosidade do erro cometido.
Com bastante amor, tudo se dissolverá;
Se você pudesse apenas amar suficientemente,
Tornar-se-ia o Ser mais feliz e mais poderoso do mundo.
(Emmett Fox)


segunda-feira, junho 15, 2015

Mad Max

Houve uma época que  os carros que passavam por aqui tinham apelido: Caverninha foi um pálio duas portas, dos meninos, Super Máquina um Gol que andou 70.000 km sem revisão e sem trocar óleo e nunca deu problema.  A Bela foi uma Belina caindo os pedaços que tivemos num dos momentos de crise econômica.

Quem se lembra de um carro chamado Apolo?



Gilberto tinha um Apolo, vinho como este da foto, e manteve este carro por muitos anos então já estava bem cansado de guerra quando Ivan e Iuri colocaram o apelido do carro Mad Max.

Alguns anos depois Iuri comprou um Astra, também vinho, e foi a Itabuna. Ao ver o carro novo Gilberto comentou:

- Ops!... Você comprou um carro igual ao Big?
- Big? - perguntou Iuri sem entender.
- Sim, o Apolo, vocês não o chamam de Big Mac?



sábado, junho 13, 2015

sexta-feira, junho 12, 2015

Até breve, Houston!

Na sexta feira dia 6, enquanto eu, Rose e Bete estávamos no Ballet, Igor e Fernando foram buscar Célia no aeroporto e quando chegamos nos juntamos aos vinhos, queijos e petiscos, com muita fofoca, para todos se atualizarem.

No dia seguinte a farra continuou com um almoço de comemoração do aniversário de Igor. Juntaram-se a nós alguns amigos brasileiros, só gente boa. Enquanto Célia e Fernando tomavam whisky, eu, Bete e Rose “roscas” de lixia que eu não conhecia, recomendo.
Na casa de Lília em 31/05/15

Na casa de Lilia em 31/05/15

Fernando e Igor prepararam o almoço e as sobremesas foram oferecidas por uma amiga de Rose. Tudo muito bom.

Em seguida houve a iniciação no Fire Ball, um licor de canela maravilhoso. No rótulo diz que o sabor é do paraíso, mas queima como o inferno. Depois disso só risadas...  
Fireball

O domingo começou com make-up by Let, assessoria de Rose, produtos Mary Kay. Um luxo!
Depois bebidas e comidas, só nosso grupo, muito papo, muita troca de informação: livros, filmes, músicas e viagens. Pra que melhor?...
Na casa de Igor e Rose - 7/6/15

Final de viagem

Segunda-feira –nosso vôo as 12:10 para Miami, o de Célia 12:30 para Dallas... Tudo atrasado, chegamos em Miami as 23h, mais ou menos a mesma hora que Célia chegou em Seattle.
Bete que seguiria para Orlando com Danilo neste mesmo dia, perdeu a conexão (para o automóvel) e partiu no dia seguinte, de ônibus.
Na frente da casa de Igor e Rose - Katty, Tx

Eu e Fernando em Miami, dois dias. Como Célia tinha nos informado Miami está muito suja e decadente, isto é, Miami Downtown, onde antes era fervilhante. Tem grandes shoppings e outlets mais distantes. Após uma semana em Houston, com Personal Shopper, que iríamos fazer lá??? ... 
Ficamos passeando nos ônibus de turismo, tomamos mojito em Little Havana, cerveja alemã em Downtown. Não encontramos o restaurante Soho. Perambulamos pelo centro. Pegamos carona num ônibus de turismo, que estava parado só com o motorista, fui pedir uma informação ele nos deu uma carona. Surpreendente o motorista era americano, não latino!

Voltando para casa com uns quilos a mais na bagagem e no corpo. Pudera com tantas guloseimas! Fomos cedo para o aeroporto e fizemos o melhor check in que já vi, do taxi para o balcão no lado de fora, já entramos no aeroporto livre das bagagens. Mais uma vez o vôo da AA atrasou e fomos para o hotel The Element. Viajamos dia 11 pela manhã. Chegamos em paz, graças a Deus!... E passamos livres pela Alfândega.

Saudades! Até breve Houston!...
Testando o Pau de Selfie

Ter anfitriões maravilhosos e uma Personal Shopper disponível em tempo integral não tem preço. Agradecimentos a Igor e Rose. A Célia, companhia pelo fim de semana. A Bete que tem se tornado cada dia companheira de viagens, que venham mais. Saudades das meninas e até de Snow que tanto alegrou os nossos dias.

domingo, junho 07, 2015

sábado, junho 06, 2015

Qual o nome do seu cachorro de estimação?

E por falar em esquecimento Bete nos contou a seguinte história:
Ela tentou se cadastrar num determinado site, descobriu que já tinha se cadastrado anteriormente e não se lembrava. 

Tentou então login e não se lembrava da senha. Tentou então: Esqueceu a senha?...
Veio a pergunta:
- qual o nome do seu cachorro de estimação?
- cachorro de estimação?... Eu nem tenho cachorro! - pensou e pensou - será que coloquei o nome do cachorro da minha filha? - (Andrea, que mora em Salvador)
- Fiona.
- não...
...........
Dois dias depois estávamos conversando e surgiu o papo de animais de estimação, e Bete disse que teve 5 cachorros...
Então perguntamos ao mesmo tempo:
- qual o nome do seu cachorro de estimação?

Houston - compras


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Houst

Viagem para Houston

O Estresse
Depois de um empate 1x1 entre Bete e Fernando : Estados Unidos em 2012 - Bete sim, Fenando não. Cruzeiro 2015 - Fenando sim, Bete não.Finalmente embarcamos os três. 
O Vôo Salvador-Miami atrasou quase 2 horas por um defeito na aeronave, e nós esperando já embarcados o que não é nada agradável...
Após umas 4 horas de vôo, quando já tinha sido servido o jantar e a maioria estava dormindo, ouvimos um aviso em inglês solicitando a presença de um médico, se houvesse a bordo. Passaram uns 15 minutos, e novamente outra chamada, agora em português e bem mais veemente: Por favor tem algum médico a bordo que possa fazer um trabalho voluntário?
As luzes acenderam e vários voluntários surgiram. A próxima meia-hora foi uma movimentação a qual ficamos assistindo em suspense. Perguntaram se havia algum enfermeiro(a) a bordo, se havia aparelho para medir glicemia e outros. Quando já estávamos mais tranquilos, pensando que tudo ia se resolver, o comissário anuciou que agradecia aos médicos e a todas as pessoas que colaboraram, mas que infelizmente nada tinha dado certo. Todos voltaram aos seus lugares de origem, as luzes foram apagadas e a viagem continuou ....
Antes de pousarmos em Miami, solicitaram que todos permanecêssemos sentados após a aterrissagem, pois primeiro entrariam os paramédicos para retirar o passageiro que havia morrido.
Vôo atrasado, perdemos a conexãao, entāo aquela correria em Miami para pegarmos o próximo vôo para Houston.
Em casa, após contarmos a história para Igor, ele e Fernando criaram outra história cheia de detalhes, humor negro e assim descontraímos.

domingo, maio 24, 2015

momentos para recordar

Dupla de pescadores: Inocênci e Marcos

Um mimo: de Amelinha para Joana Rocha Viana

quinta-feira, maio 21, 2015

Nosso patrimônio histórico

Todo ano fotografo o sobrado de azulejos, na Praça Cairu,  que faz parte do conjunto histórico da cidade, junto com Elevador Lacerda, Mercado Modelo, Marinha,  enfim cartão postal de Salvador, e lamento pelo estado em que se encontra.  Além deste, na mesma região tem vários casarões antigos que também estão se deteriorando. Agora com tanta chuva na cidade, muitos que já estão em ruínas, ameaçam cair.
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 Na Praça Cayru localiza-se a antiga residência do economista José Lisboa, O Visconde de Cayru. A fachada, toda revestida de azulejos, tem 70 janelões [...]. É o mais belo prédio azulejado que temos na Bahia. Como o Visconde de Cayru influenciou D. João VI para a abertura dos Portos e este solar serviu de ponto, entre 1807 e 1810, de reuniões entre exportadores podemos facilmente estabelecer que a idade destes azulejos remonta a esta época.        ((Knoff)

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Ontem no Jornal da Band, Boechat comentou que não só em Salvador mas em várias cidades do Brasil, ele citou São Luís e Olinda, está acontecendo a mesma coisa. Prédios que fazem parte do patrimônio histórico estão completamente abandonados. E não fazemos nada. Viajamos pela Europa e admiramos a arquitetura antiga de séculos de existência, completamente conservada.


Há alguns anos atrás, já no governo PT, surgiu um projeto que transformaria a quadra onde está o prédio de azulejos,  num Hotel Hilton. Claro que o sobrado com seus azulejos seria conservado. Não foi aceito. Nesta época li um artigo que dizia “Salvador, a primeira cidade a recusar um Hotel Hilton”.

Este total descaso faz-nos perguntar  “ e o IPHAN?” ... Ministério da Cultura? ... não tem dinheiro. Aliás, tem dinheiro para Lei Rounet, beneficiar os “companheiros”, shows, filmes, blogs, etc..  Segundo Boechat até verba para show de Madona no Brasil eles já forneceram. Não é questão de dinheiro e sim de prioridade.

Li esta notícia de abril/2015: “A Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador anunciou que os quatro casarões que abrigariam o Hotel Hilton serão desapropriados. No local irá funcionar o Museu da Música, o Arquivo Público Municipal, além de outros espaços da administração municipal.
Os casarões antigos estão em ruínas e correm o risco de desabar. Após tentativas frustradas de negociação com os proprietários a prefeitura entrou com um processo em 2013 de desapropriação para dar um destino aos imóveis. O secretário, Érico Mendonça informou que os casarões passarão por intervenções, mas a arquitetura dos imóveis será preservada.”... Uma esperançazinha...
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domingo, maio 10, 2015

Dia das Mães

Duas mães que já não estão entre nós. Minhas tias (emprestadas), cunhadas de meu pai.
                   
Angélica, mãe de Anilza, Jussara e Saul. 
Ceci, mãe de Lucinha, Wellington, Verinha, Eraldo, William, Raniere e Ariadne.


Angélica e Ceci

Foto do acervo de Anilza.

Fofocas de maio


O fim de semana do feriado Dia do Trabalho, Ivan e Joana passaram no Rio de Janeiro, hospedados com a super anfitriã Anete Viana.
Joana, além de andar de moto-taxi com motoqueiro da Rocinha (tudo para não chegar atrasada ao show do britânico Ed Sheeran), ainda se aventurou de Parapente.

O Rio de Janeiro continua lindo e a turma fez caminhada no Morro da Urca.

Caminhada no Morro da Urca
 
Parapente
Mariana e Beto casaram e vão passar a Lua-de-Mel na Europa, e só soubemos devido a este final de semana. Isto é, eles que dividiam um AP com outros colegas que também trabalham embarcados, saíram da República para seu próprio ninho. Secretamente, há 4 anos atrás, ela comprou um apartamento no bairro da Tijuca que recebeu recentemente já tendo liquidado após venda do de Salvador. No entanto, preferiram morar em COPAcabana, e alugaram um neste famoso bairro.

Em Conquista, Mateus fez 7 anos em 5 de maio.  Este menino  vive intensamente seus ídolos, começou com Patati e Patatá, Michael Jackson, Luiz Gonzaga. Agora está na fase futebol tendo Neymar como ídolo.


E esta semana foi um suspense a cirurgia de Edinho, em Conquista, para implante de um Marcapasso. Felizmente tudo foi muito bem.
Foto do paciente pós-cirurgia