domingo, fevereiro 22, 2015

Óbito

Ontem tivemos notícia do falecimento de Maria Irene Cardoso Barreto, que foi esposa de João Barreto, ocorrida em janeiro próximo passado.
Irene não conviveu muito com a família, mas eventualmente aparecia com João no Natal ou em outra ocasião especial.

Além de ser dentista, ela se formou também em psicologia, nos anos 80. Na época do antigo Caravana da Alegria, ela costumava colaborar com uma coluna a qual ela deu o nome de Canto da Reflexão, e sempre trazia assuntos relativos a psicologia.

Em novembro de 1992, ela colocou estas máximas abaixo, com o título Pipoca Intelectual:

“Quem pensa que a vida é uma anedota deve lembrar  que toda piada tem um desenlace” (Anônimo)

 “Existem três maneiras de se chegar ao topo de uma árvore:
1.Subir nela;
2.Sentar em cima da semente;
3.Ficar amigo de um grande pássaro” (Roberto Maidmanent)

"Só os ratos mais idiotas se esconderiam na orelha de um gato, mas só os gatos mais espertos pensariam nesse lugar para procurar” (Andrew Mercer)

“A maioria dos avanços científicos acontece quando alguém, por algum motivo, é obrigado a mudar de área” (Peter Borden)

“A única pessoa que gosta de ser trocada é um bebê molhado” (Roy Blitzer)


“Não se pode superar porcos com porcos” (Walt Disney)

6 comentários:

Anete disse...

Grande perda

Anete disse...

Não vai fazer falta. Estava muito afastada da família.

Anônimo disse...

Anete, essa segunda frase era para sair sob a assinatira do provocador?

O provocador.

Bel B disse...

E Anete é a Provocadora?

Fernando disse...

Irene nunca fez nada na vida de útil,foi uma pessoa ausente e de um egoísmo ............espero que não volte.

Fernando

CB disse...

Eu demorei escrever porque Tia Irene me remonta frases de Tio Nelson e Tio Zeca, frases que apesar da simplicidade da aplicação mereceriam uma tese para decifrá-las, coisas como figura ciclópica, filha da puta e tudo mais, mas não entrarei no mérito.

Tia Irene era parte de nós e isso é inegável, fazia parte de nossa luxúria talvez, uma luxuria que foi aceita portanto ela existe. Foi admirada muitas vezes e visitada tantas outras, por mim inclusive. Visitá-la não era ruim, muito pelo contrário era uma visita paradoxalmente boa, ouvíamos sobre nós, era uma terapia reversa, ela dizia conhecer aquele que queria se esconder, era divertido, além de esclarecedor, pois não me lembro em nenhuma das visitas como garoto não ver sorrisos e até gargalhadas sobre os tios. Inclusive era um local onde um falava do outro e ao ouvir o defeito do irmão pela boca da cunhada ocorria um momento de regorjizo total, pois Irene era um dos caminhos desse autoconhecimento declarado, automaticamente de intimidade e coragem, pois ao criticar mostrava conhecer. Dentro deste conhecimento tentava magoar, mas era remida por exatamente não conseguir romper a couraça Barretal que no fundo no fundo, parecia admirar (agora sou eu puxando a sardinha).

Tinha língua afiada sobre os Barretos, pois conhecia-nos bastante. Falava muitas verdades sobre nós, verdades que não gostávamos de ouvir, mas que talvez gostamos de possuir e esse é um grande paradoxo, nosso grande motivo, de orgulho talvez. Era dona de tantos defeitos como nós, defeitos inclusive que me atingem em cheio, mas cabe a mim enfrentá-los. Neste aspecto perdi minha opositora, aquela que anunciava meus defeitos como Barreto, isso não é exatamente bom, pode vir a ser, pois aquele que te critica ou te ataca nas fragilidades te faz mais forte que aquele que te elogia nas superficialidades..

Perdemos mais um ente não declaradamente querido, vê-se pelas frases que me antecedem, mas que exerceu seu papel de alerta para problemas fundamentais que provavelmente levaremos para o caixão também.

Que descanse em paz.