sexta-feira, setembro 13, 2013

Qual o valor da arte?

Acabei de encostar minha sanfona depois de uma hora de estudo, indignado com o que acontecera minutos antes. Estava eu me preparando para mergulhar dentro do Franceschini e do Hanon, comendo um dog na sala, quando escuto minha mãe conversando com minha irmã sobre a minha meia entrada na Ópera da semana que vem.

Eleusa: Seu irmão paga meia entrada.
Melina: Mas pq? (imagino que ela perguntou isso)
Eleusa: Por causa da aula de sanfona. kkkkkkkkk  (uma risada irônica)
Melina: Não acredito. (indignada) (sei pq minha mãe me disse depois)

Olhei para o Hanon que estava aberto na minha frente, vi aquele pentagrama com um monte de bolinhas (colcheias, mínimas....) e pensei comigo mesmo, qual o valor da arte? Se fosse um livro cabuloso de cirurgia, minha mãe teria enchido a boca para falar da carteirinha de estudante, mas música? Estudante música? Só faltou falar - Coisa de vagabundo.

Conclusão:  Sábado que vem vamos ao teatro assistir um bando de vagabundos tocando seus instrumentos. kkkkk

22 comentários:

eleusa disse...

Ele ficou tão indignado com minha conversa no telephone com a Melina, que ele veio pro Caravana desabafar. Desopilei meu fígado de tanto rir. Esse meu filho.....

eleusa disse...

Telefone (opa! erro de dedo)

Melina disse...

Hahahaha! Sei que está estudando música mas achei que o benefício da carteirinha de estudante fosse apenas para cursos acadêmicos...

Mariana disse...

Sou contra o beneficio da "meia" entrada para estudantes, deveria ser por idade... depois que se começa a trabalhar e a pagar mais porque outros pagam menos, mudei muito meus conceitos! :)

Mariana disse...

leon, depois quero saber que curso você faz, estou pensando em estudar flauta para pagar meia entrada também... como boa Martins tenho que aproveitar as oportunidades :)

Fernando disse...

Geração perdida

Os Martins sempre buscando a meia,não importa de que................


Fernando

Bel B disse...

Tal como Mariana sou contra meia para estudante, realmente deveria ser por idade... Mas já que ela existe para estudante, no caso de Leon, ele é ESTUDANTE de acordeon, então merece... Pelo menos Eleusa me disse que ele estuda todos os dias, mais de uma vez por dia.
Nao se matriculou só para obter esta vantagem...viu Mariana?

Fernando disse...

Lulão o post de Leon vai ganhar nos comentário.

Tema ...Martins no pedaço.


Fernando

Anônimo disse...

Mariana era contra por que nao tinha meia, ai caiu a ficha! Vou estudar fflllaaauuttaa!

Vou ter que escrever mais politica para continuar a concorrencia!

Luladasequacao.

Anônimo disse...

O valor da arte é mínimo. A arte assim como o esporte sempre precisa de um mecenas, trabalhador e gerador de recursos, para patrociná-la.

O provocador.

Leon Risso disse...

Mariana vc agora avacalhou kkkk!
Enfim, o intuito não era discutir se a meia entrada para estudante é justo ou não, mas se estudar música ou qualquer outro tipo de arte, como dança, teatro, etc. Vale menos do que estudar física quântica por exemplo.
Eu citei aqui em casa (com uma brincadeira), mas percebo que muita gente por ai ainda menospreza a arte.

Anônimo disse...

Procurar apenas o proveito em tudo só traz aborrecimentos.

O Provocador

Leon Risso disse...

Partindo desse pressuposto, o que seria do Arthur Schopenhauer se seu pai não tivesse deixado a herança ao qual ele pode se dedicar o resto de sua vida em pensamentos intelectuais, ou Charles Darwin que veio de uma família abastada e pode bater cabeça em várias direções até achar o seu caminho. Vindo para os dias atuais, um monte de cientistas financiados por nós trabalhadores (que pagamos nossos impostos), e muitas vezes passam anos e não descobrem nada.... mas vc pode dizer:

-Isso não é arte, são pessoas financiadas pelos trabalhadores buscando um mundo melhor!

Aí eu lanço dois desafios:

Imaginemos uma sociedade sem arte, sem qualquer tipo de música, cinema, teatro, escultura, nada, será que existiríamos? Ou as pessoas já teriam se suicidado?

Segundo: vou dar o exemplo da minha profissão, estou lá esculpindo um dente, com meu pincel e espátula, escolhendo a cor certa para ficar perfeito, com a máxima destreza possível. Onde termina o meu trabalho como profissional de saúde e onde começa o meu lado artístico de escultor? Podemos separar a arte do nosso dia a dia?

Daniela disse...

Depois de tudo isso, prefiro não realizar nenhum comentário.

Bel B disse...

Sem as artes eu não sobreviveria...

Anônimo disse...

Se vc prefere não realizar nenhum comentário, porque comentou?

O Provocador

Fernando disse...

A arte é própria dos homens. Os ignorantes que me perdoem...

Betty Boop disse...

Leon,
Concordo com vc.....
Entre musica e fisica quantica....musica eh bem mais dificil!!!
E sanfona entao....o top de dificuldade dos instrumentos....

Carteira de estudante mais que merecida...

Mariana disse...

Vamos lá, temos uma prima "engenheira" que protestou horrores quando o único filho resolveu estudar LETRAS!! Hoje sente orgulho :)
Leon, somos e sempre seremos julgados... escolhi a carreira técnica e sempre escuto "porque não faz engenharia de segurança do trabalho...?"
Faz parte ;)

Alvaro Risso disse...

O "telephone" da Eleusa lá no início, ela disse q era erro de dedo, mas o Leon corrigiu q foi erro de século.

Acho q meia entrada/passagem só deveria ser dada a quem não tem condição de pagar, independente de idade, e se fosse muito pobre, nem pagar devia. Acho hipocrisia meia entrada para classe média e rica.

Quanto à arte, depois de satisfeitas as necessidades básicas, o homem procura deleitar-se com as artes. Pode-se então afirmar q a arte é o ofício do ócio. A arte barroca no Brasil, só floresceu no Ciclo do Ouro, qdo a riqueza gerada, permitiu o sustento da nobreza e consequentemente o mecenato, como o Provocador afirmou acima. Será q o homem das cavernas, com fome ou em perigo, pensaria em fazer suas pinturas rupestres? Como disse o Fernando, a arte é um produto humano.

Anete disse...

Alvaro, concordo plenamente com voce quanto a meia entrada só para quem não tem condições de pagar. Mas pensando bem, tem alguns argumentos que não podemos desconsiderar.

Se a meia entrada for só para pessoas carentes é difícil cumprir as regras no Brasil, assim como no Bolsa Família tem pessoas inscritas que não precisam, o jeitinho brasileiro vai inventar um bocado de carente para pagar meia.

Por outro lado, acho que a meia entrada incentiva muito o pessoal com mais de sessenta a ir aos eventos, mesmo podendo pagar creio que eles se sentem previlegiados, pelo menos uma vantagem de envelhecer.

E os estudantes? Eles não iam deixar por menos, direito adquirido é difícil voltar atrás.

Mesmo concordando com você, acho que seria difícil mudar as regras da meia entrada é um direito adquirido. Imagina se algum maluco inventa de tirar a bolsa família das pessoas carentes?

Anônimo disse...

Meu garoto virou "infringente"? "ô xente"?