sexta-feira, abril 26, 2013

O Comeco da Economia: Adam Smith

Continuo lendo sobre economia, pois acho o assunto muito interessante. Eu comecei as avessas, li o mais recente primeiro (Keynes), ai resolvi voltar e ler o comeco.

Achei um livro bom sobre historia da economia. E um pouco romanceado e anti-Keynes, mas estes 2 fatos nao evitaram que eu aprendesse bastante. o livro e,

The making of modern economics: The lives and ideas of the great thinkers, o autor e Mark Skousen.

O livro comeca com a historia de Adam Smith. Ele e o pai da economia moderna, eu nao tinha interessado antes pois achava antigo. Adam Smith e escoces que ensinou na universidade de Glasgow. Ele escreveu "The Wealth of Nations", que, como eu, todo mundo cita mais ninguem le. Eu certamente nao li este, mas o livro acima de historia me tornou perigoso, estou cheio de ideias.

Antes de Adam Smith a economia era comandada pelos mercantilistas. Alem disso, como ouro e prata eram usados como moeda, de modo que para ficar mais rico so adquirindo mais ouro e prata. Como a quantidade de ouro e prata e limitada, os mercantilistas acreditavam que a unica maneira de ficar rico era tirando dos outros. Por isto os mercantilistas criaram barreiras alfandegarias, e gastavam muito dinheiro para tomar bens dos outros (de preferencia ouro e prata) atraves de guerras.

Adam Smith mudou isto. Primeiro, ouro e prata e somente uma convencao para permitir trocas. Em segundo lugar, se voce eliminar barreiras alfandegarias cada pais vai fazer aqui que faz bem, com custos mais baixos para todos. Em terceiro lugar, a riqueza do mundo e funcao da producao, todos podem crescer e ter mais sem necessariamente tomar dos outros.

Sempre que leio este tipo de analise eu tento aplicar no nosso dia a dia. Fico impressionado de quao poucas pessoas compreendem algo escrito em 1776. Ate hoje, o Brasil em particular e varios outros paises usam barreiras alfandegarias. Nos tivemos ate uma experiencia pratica com resultados indiscutiveis na administracao de Fernando Collor. Ele mudou a economia brasileira completamente somente eliminando as barreiras alfandegarias, varias empresas fecharam e todas mudaram, mas as que fecharam eram porque precisavam fechar: estavam roubando o povo vendendo produtos por preco alto para esconder ineficiencias. E importante notar que a economia brasileira nao sumiu como aqueles em favor de barreiras previam, na realidade quando se arrumou a casa ele cresceu de maneira saudavel.

Outro ponto importante e achar que a quantidade de dinheiro e limitada, so podemos crescer as custas dos outros. Nao vou dizer que e so no Brasil e que eu tambem nao penso assim, mas nos negociamos nao para ganhar dinheiro, mas para tomar dinheiro dos outros. Qualquer negocio tem que ser regateado ate a morte para ter certeza que nao deixamos nada para o outro. A posicao correta e que o negocio deve ser bom para os dois lados, se so voce ganhar na proxima vez nao tem com quem negociar.

Pagamos o minimo possivel a empregados. Alguem vai logo dizer "nao posso pagar mais ao vaqueiro pois ele nao sabe o que faz". Nao estou pregando que devemos dobrar o salario de todo mundo, porem que a atitude correta deve ser "Tem como ensinar este vaqueiro como ser melhor ou contratar um melhor para eu ganhar mais dinheiro e pagar mais?"

 Para completar temos a maior bronca de quem ficou rico. A posicao normal e "ficou rico roubando". Isto vem da ideia que so se ganha dinheiro roubando.



2 comentários:

CB disse...

Lulão, acho que boa parte dos pensamentos em economia que afligem nosso povo tem um pé na religião. Essa coisa, mais antiga, do dinheiro (ganância) vista como pecado, não sei se era para forçar uma atitude compensatória de auxílio aos mais pobres ou para manter a igreja no pedestal da riqueza, acho que com o advento da igreja evangélica se viu que o bom mesmo é o fiel ter grana, para dar para igreja, por isso (também) acho que a visão da igreja católica vai dar uma mudada com P. Francisco. Nisso, um movimento de ganhar mais e pagar mais para os serviços e produtos que nos seguem pode mudar essa rota, sou ignorante no assunto, é só uma percepção.

Agora com relação ao Brasil, Collor talvez aí tenha iniciado um período de destravamento, mas em áreas estratégicas como por exemplo as telecomunicações, o Brasil é um pais tão destravado que o considero "vendido". Duvido que uma multinacional Latina entre nos EUA para vender circuito de internet para o governo Americano, aí no States a internet tem por princípio a estrutura militar, que pouca gente sabe, tem uma mega estrutura de redundância com o Canadá, então a coisa muda de figura no aspecto comercial. Aqui se a gente arriscar passar um cabo de internet em um dos vizinhos eles cortam (não duvide) se rolar uma guerra e alguém quiser desligar os telefones "é só" acertar com os Espanhóis, pois quase a totalidade dos nossos sistemas de telefonia estão com eles. Acho que o Brasil é “uma criança" cheia de oportunidades que faz troca por um pacote de balas, não sei se está assim ainda, mas acredito que em muitas áreas ainda está pior, na área de pesquisa por exemplo.

Anônimo disse...

Cristiano, obrigado pela resposta. Eu acho que Adam Smith e eu hoje com 30 anos de USA nao vemos a igreja catolica como um grande fator. Em 1776, quando Adam Smith escreveu seu livro na Escocia, a influencia da igreja catolica era bem menor.

Voce tem razao, no caso do Brasil a igreja catolica e um grande fator na visao das pessoas, em economia e outras coisas.

Eu concordo tambem com sua posicao que o Brasil foi muito longe, estamos vendidos em areas criticas. Porem, eu discordo completamente na visao da festiva que os outros nos sacanearam e roubaram. Vale o ditado "Tem sabido porque tem besta".

Um ponto interessante e que voce nao ve firmas americanas e inglesas investindo em comunicacao no Brasil. Minha explicacao e que os governos dos Estados Unidos e Inglaterra tem restricoes fortes e funcionais a propinas e corrupcao mesmo no exterior. No entanto Italia e Espanha correm solto.

Lula