sábado, dezembro 10, 2016

De príncipes, princesas e brinquedos...

Segundo Noélia antigamente nasciam meninos e meninas, depois passaram a nascer príncipes e princesas... aí então a educação que já era difícil, ficou impossível.
Deve ser por isso que tenho a  maior dificuldade para comprar presentes para uma criança nos dias atuais.  Geralmente os príncipes e as princesinhas têm tudo e em excesso.  Além disso, como concorrer com celulares, vídeo-games e outras novidades do gênero?.. se todos já nascem digitando?...

Bia, quando nasceu era uma verdadeira princesinha, primeira filha, primeira neta , família grande, cheia de tias, primos e primas e que gostam de presentear... Basta dizer que os presentes que ela ganhava na minha casa, ficavam lá mesmo... Depois veio Let e a tradição continuou. Fizemos uma caixa de madeira com rodízios para guardar os brinquedos, que circula pela casa e as vezes é usado como carrinho..
Bia

Nada de brinquedos sofisticados, eletrônicos ou dependentes de bateria.  Tinha um jacaré (v.foto) que deve ter sido o brinquedo mais resistente do mundo.
Tom e o Jacaré


Ao longo desses 10 anos quantas crianças brincaram com essa parafernália: Bia, Let, Juju, Tom, Enrico, Joaquim, Malu, Nanda, Duda, Mateus, Daniel, Samuca, Aliane..  Vez em quando um deles chegava com algum brinquedo e esquecia aqui, mais um na caixa...

Brinquedos simples, vistos ocasionalmente, sempre parece novidade.
A caixa de brinquedos


Pensei recentemente em desfazer de tudo. E as novas crianças, como ficam?.. Tem Lara e Alice pra começar. Melhor refazer. Aproveitando o momento natalino, descartei quase tudo, inclusive o jacaré que já estava semi-morto. Comprei novos, tudo fácil, unissex e barato (xô crise!) e enrolei em forma de presentes.. Bem que procurei o jacaré, encontrei um semelhante. E assim.. vamos encher a caixa!...

Que venham novos príncipes e princesas!...

2 comentários:

Anete disse...

Legal Bel.
O que vejo é que as crianças de hoje só querem novidades, usam por alguns minutos e depois perdem o interesse.
Com o consumismo exacerbado e a grande oferta de produtos nada consegue satisfazer os desejos que antigamente tínhamos e quando ganhava o presente demorava para ter outro desejo.
E isto vale para os ricos e os pobres, hoje todo mundo tem acesso, o que deve ser uma coisa boa.
Tempos modernos, sempre mudando e temos sempre que nos adaptar e procurar novas soluções.

Lembro do tempo em que vovó Amélia chegava do exterior com lápis canetas e borrachas, era o melhor presente que poderíamos receber.
Lembro que vovó Nicácia trazia o Torrone de Salvador para Conquista e era a maior festa.
Lembro que gostava tanto de conserva, salshicha, fiambre, presunto, e que era muito difícil conseguir e era muito caro.
Lembro que era difícil viajar para o exterior.
Lembro das novelas que chegavam com uma semana de atraso em Conquista e que Luciano contava os novos capítulos quando vinha do Rio.
Lembro que teve o tempo da fotonovela.
Lembro o quanto era difícil comprar revistinhas em quadrinhos que eu adorava e eram caras.
Lembro o qunto era difícil o acesso aos livros.
Lembro, lembro .....

Acho que temos de lembrar de ser sempre feliz.
Amo todos vocês.

Bel B disse...

Muito bom!.. seu comentário deveria ser uma postagem!