domingo, agosto 18, 2013

Voto no PT? (III/III)



Enquanto não surge outro, ou este mesmo não seja cada vez mais aprimorado, o sistema democrático de governo, a meu ver, representa o melhor modelo para o bem-estar de um povo, permitindo a dinâmica que leva o cidadão a trilhar por vários caminhos, até encontrar aquele que o conduz ao seu pessoal destino.

Nesse sistema, como ocorre no Brasil, três poderes se encontram na linha de frente do País: Executivo, Judiciário e Legislativo. Mas o brasileiro carrega o aprendizado calcado no ensinamento promovido pela “Grande Universidade Prática  de Ensino” que foi o sistema colonial e imperial escravocrata, e que operou no Brasil durante cerca de quatrocentos anos. Foram os grandes mestres dessa “Universidade” o senhor colonizador, o senhor dos Pampas, o senhor do café, o senhor de engenho e o senhor da seringueira. Esses “mestres” se colocavam na plenitude do Direito, do Poder, do Conhecimento, da Sabedoria e da Inteligência, quando, então, o brasileiro aprendeu metodologia de trabalho, principalmente de gestão, e até mesmo de conduta. Para o brasileiro, com relação à administração pública, o Poder responsável por tudo, o faz tudo, o culpado por tudo é o Executivo. Judiciário e Legislativo passam em branco.



Diante de ocorrência  localizada, com conseqüências danosas para a população, moradores das proximidades bradam: a culpa é do prefeito; noutros municípios do mesmo estado, a reclamação: a culpa é do governador; e pelo país afora o povo denuncia: o culpado é o presidente da República. Se o presidiário  condenado é liberado, indultado por tempo determinado para visitar familiares, não retorna a prisão e comete crime grave, a culpa é do presidente da República. E por aí vai... Judiciário e Legislativo não são cobrados. Por essas e outras, passeata neles, neles todos – Judiciário, Executivo e Legislativo – já que políticos não cumprem a contento seus afazeres de cobradores, executores e fiscalizadores. Pessoas sérias, inteligentes, através de modernos meios de comunicação podem conduzir a sociedade a um novo modelo de cobrança. Por ai, quem sabe o Brasil se resolve?

Sem radicalizar, vejo que o PT fez e faz muito do bem para o País. Deve ter feito também, e m parte, o mal. Por mim há sobra do lado positivo, mas nem por isso deve o PT manter-se no Poder central, para o bem democrático. Vale, e muito, a alternância de ocupantes do Poder.

Espero estar firme em 2022 para voltar a votar no PT. Agora, NÃO!... Mais vale a alternância, a grande dinâmica da Democracia.

Nilson Andrade Barreto – Agosto 2013

2 comentários:

Mariana disse...

"Vale, e muito, a alternância de ocupantes do Poder." - A parte mais importante no texto, na minha opinião. Minha vida política e praticamente nula, mas vejo a "democracia" no Brasil atual ser constantemente ameaçada pelos excessos do atual partido no poder da presidência. Minha opinião para a próxima eleição para presidente : não sei em quem votar, mas tenho certeza em qual partido torcer para perder.

Anete disse...

Nilsão como sempre traduzindo os nossos pensamento em palavras.
Mas como hoje os partidos são únicos (usam a mesma metodologia de fazer acordo para se manter no poder)fica realmente difícil o simples ato de votar.