sexta-feira, março 01, 2013

Guardar ou não guardar, eis a questão?



De tempos em tempos sempre é bom fazer um `5S`. A periodicidade vai depender do volume de velharias e do tamanho da casa (ou apertamento), e, claro, na capacidade individual de conter o impulso comprador ou guardador.
 
Sempre achei legal aquelas pessoas com poucas bugigangas, tipo os hippies de antigamente. Tudo cabia numa casa andante e tudo era utilizado sem grandes volumes e inutilidades. Hoje temos muitas coisas que nem sabemos direito sua serventia, quem nunca comprou uma roupa / sapato porque era lindo de morrer e NUNCA usou? Ou comprou determinado objeto e depois se perguntou que m... vai fazer com aquilo?
 
Pois bem, estou constantemente fazendo “faxina” e dessa vez veio a que eu menos queria me desfazer: meus recortes de jornal e etecetera. Após tanto protelar resolvi fazer o certo: pesquisar o que já estava no mundo online e me desfazer de pilhas e pilhas de papel amarelado e com cheiro não muito agradável. Resultado: várias lembranças e surpresas. Textos nunca esquecidos, mas nunca mais encontrados (estavam lá) e textos completamente adormecidos na memória, como este ai.
 
Quem não se lembra dessa música? Não me recordo do ano, mas tenho quase certeza que o apartamento de Robinho no Rio Vermelho era o Point do Zé Piau naquela época...
 
Não aceitei as sugestões de mudança do texto do word, Viva a liberdade literária...
 
MARCHA DO ZÉ PIAU
 
(bis)
Quando gringo chegou
Ô, ô, ô
Na terra de Salvador
Ô, ô, ô

Ele falou que depois de trabalhar
Toda galera se junta pra biritar
É hora do Happy Hour                    (bis)
 
(bis)
Mais ai veio a Vovó
Ô, ô, ô
Que não dá Pingo sem Nó
Ô, ô, ô

Disse pra gente que no sol de Salvador
Aonde o povo enche a cara de amor
Se fala é ZÉ PIAU                              (bis)

(bis)
Happy Hour, Happy Hour
Na Bahia é ZÉ PIAU

5 comentários:

Anônimo disse...

Guarda. Nem eu me lembrava da marcha. BLZ. duda

Bel B disse...

Que legal, não me lembro desta música. Será que eu conhecia?

Mariana, foi surpresa para mim saber que você guardava coisas deste tipo, mas como dizia Nica: não roubou nada, herdou.

Bel B disse...

Para alguns leitores que não conhecem a história de Ze Piau: Duda costumava passar férias em Salvador. Verão, todo dia tinha happy hour. Tia Nicacia ouvia o papo... e um dia ela perguntou "quem é este tal de Ze Piau? que todo dia Carlinhos encontra?"

Anônimo disse...

E o ano dessa marchinha foi muito legal!
Dudão estava a todo vapor inserido nos reggaes baianos. Ficou hospedado na casa de Charlão em Amaralina e a cerveja consumida por essa galera foi fenomenal!
Essa marchinha foi feita no verão de 2003. Foi o ano que David passou uns dias com Dudão e fez amizade com João (da França). Dessa amizade saiu várias resenhas.
E além de Robinho, Dudão, Charlão, lembro que Léo, David, João, eu também demos vazão a criatividade para contar a história do Zé Piau.
Lembro que João queria colocar um refrão na marchinha a todo custo e ele cantava de um lado e Léo, do outro lado, ameaçava retirar sua autoria da musica se ficasse daquele jeito.
E assim foi, todo mundo dando opinião.....
Além disso teve a lavagem, com carro de apoio, camiseta padronizada, uma bandeira enorme com a caricatura de Zé Piau (que hoje está estendida no sofá de Dudão) , a família toda reunida ... alguém tem as fotos? Essa história merece um post especial.
Quanto a sua pergunta, Mariana - acho que deve guardar sim.... se não quiser entulhar papel em casa, manda pro Caravana.
Karla

Fernando disse...

Tem que fazer história...............parabéns
Fernando

Túnel do Tempo

1970 Artur André saindo do colégio interno em São Paulo. Foto: André, Teresa, Maria e Nicácia