segunda-feira, setembro 24, 2012

O Carurú de Pat - Cosme e Damião

Pat e sua comida deliciosa, tudo perfeito
Oferendas aos santos - Cosme e Damião

Este é para provocar inveja, bom demais


O casal e seus convidados
O pessoal e o acarajé, teve gente que comeu pela primeira vez e gostou......
Convidados
Filho e convidados

 

Olha quem apareceu? O primo Cris.
Diego e Tom
Tinha um bocado de homem aranha na festa




Tudo muito organizado, quando vejo Pat me lembro imediatamente de Vovó Amélia. Se fossem mãe e filha não seriam tão parecidas. Como sempre sobrou um pouquinho, acho que a família não consegue fazer a conta certa. Creio que foram mais de 30 pessoas, fora as quantinhas e o que o pessoal levou para casa, com certeza a comida dava para quase 100 pessoas.
Pat faz o Carurú para Cosme e Damião todos os anos. E o interessante que quem pegou o quiabo inteiro foi André, no proximo ano será que vão ter que fazer dois carurús?







10 comentários:

art disse...

Terminei o dia com a frustação inerente do anfitrião, não tinha como dar atenção a todos, e pior, um terço dos convidados não falava português, as vezes parecia torre de babel, tinha espanhol, italiano alemão e dinamarquês. Ano que vem vou colocar um garçom, na verdade nem bebi nem comi direito.

Pat disse...

Fui salva por Anete, sou péssima nos registros dos eventos. Valeu Anete!
Não tinha comida para 100 pessoas, mas vamos aos números:
300 quiabos
39 presentes
18 quentinhas
02 almoço de domingo
59 porções
0 sobra de caruru
4 sobra de galinha e feijão fradinho.
Tudo contabilizado para servir de base para o próximo Caruru 2013.

CB disse...

Rapaz!, o caruru foi apresentado tal como os grandes eventos multiculturais que caracterizam as festas baianas, tinha gente do mundo!, INCLUSIVE da Bahia. O tempero estava impecável, o sabor seguindo as tradições com direito ao bom acarajé, que é difícil encontrar fora de Salvador e que estava ótimo, não deixando faltar a cocada e a pipoca, mas como toda festa baiana que se preze o destaque da noite não é a comida, mas sim os anfitriões, que como sempre, dão show de receptividade, organização e bom humor. O Brother um show de inteligência - em breve com novidades, falando espanhol na sala, inglês na varanda, português (o bom português) nos corredores. Eu encontrei Anete para falar baianês (que é outra língua estranha, mas que o Brother também falava!). Pat como herdeira de um legado hospitaleiro de forno e fogão, como diria meu pai, fez tudo com uma mão nas costas, se dizia cansada, mas sempre mantendo o charme. Tom que está em baixa de amigo homem, não deu outra, vestiu duas amigas com a roupa do homem aranha e batmam, mas não deu porrada, observei. Diego se misturou no povo com inglês afiadíssimo enquanto lia seu 30 livro. Em resumo, um banho de bom viver. Que São Jorge esteja sempre olhando por vocês. Abs.

Celia disse...

Ainda bem que minha deixou herdeiras em toda a família. Fiquei com água na boca só de ver as fotografias.

Bel B disse...

Eu sou uma baiana de péssima qualidade.. Nunca fui a um caruru de Cosme e Damião, e como não iniciada, nada sei do ritual.. como é mesmo esta história do quiabo inteiro??

Anete disse...

Bel, achei na internet o texto abaixo:
O “Caruru de São Cosme e São Damião” homenageia os santos gêmeos da igreja católica, os Ibêjis do candomblé e também as crianças. Tudo precisa ser feito no mesmo dia: caruru, xinxim de galinha, vatapá, arroz, milho branco, feijão fradinho, feijão preto, farofa, acarajé, abará, banana-da-terra frita e os roletes de cana. A dimensão da oferenda é medida pela quantidade de quiabos do caruru. Cada um faz como pode: mil, três mil ou até 10 mil quiabos. Quando a comida fica pronta, coloca-se uma pequena porção nas vasilhas de barro aos pés das imagens dos santos, ao lado das velas, balas e água. Depois, serve-se o caruru a sete meninos com, no máximo, 7 anos cada. Eles comem juntos, com as mãos, numa grande gamela de barro ou bacia. Só então é a vez dos convidados participarem da celebração.
CURIOSIDADES
- Mas por que caruru para sete meninos? Segundo a peculiar tradição afro-luso-baiana, existiam sete irmãos: Cosme, Damião, Doú, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi, conta Odorico Tavares, em seu livro “Bahia – Imagens da terra e do povo”.
- A fertilidade das iorubás, que tem inclusive motivado pesquisas médicas, provavelmente é um dos motivos da importância dos santos e orixás irmãos. A Nigéria, inclusive, é o país com o maior índice de nascimento de gêmeos no mundo inteiro.
- No modo africano de homenagear os Ibeji e também outros orixás, o pedido de esmola para a preparação da comida é um ponto fundamental. A mesma tradição já existiu na Bahia, mas foi abandonada pela maioria das pessoas. Entretanto, ainda é possível encontrar quem mantenha esse costume, inclusive fora da Bahia.
- Existem várias recomendações para quem faz o caruru, que cada um escolhe obedecer ou adaptar. Quem oferece o caruru deve cortar o primeiro quiabo e, depois de pronto, colocar a comida aos pés dos santos em vasilhas novas e fazer um pedido. A galinha do xinxim não pode ser comprada morta. Durante a festa não deve ser servida bebida alcoólica. E quem encontrar no prato um quiabo inteiro deve oferecer um caruru no próximo ano.

art disse...

Ih Anete, violei quase todas as regras, tinha bebida, vinho e cerveja, e as galinhas, tadinhas estavam mortas a tempos, a tanto tempo que estavam geladas. Fui eu que achei o quiabo, não me furto a fazer o caruru no ano que vem, mas vou contratar um garçom.

Luladasequacao disse...

Festa retada, apesar de nao estar na Bahia a tradicao festeira continua

eleusa disse...

Pois é, perdi essas preciosidades todas. Quiçá, algum dia!!!

Pat disse...

É um prazer fazer esses eventos em casa, quando termina já quero fazer outro.
Espero que o de 2013 seja ainda mais organizado e venha mais gente de outros países, inclusive da Bahia. rsrsrs