sábado, setembro 22, 2012

Cinquenta tons

Cinqüenta Tons... só se fala nisto. Milhões de cópias vendidas, “record” de vendas da versão digital e onde vou vejo alguém com um exemplar na mão. Mulher é claro. Se algum homem leu, foi escondido.

Impressionantes estes fenômenos de mundo globalizado, ou a gente entra na onda ou fica por fora. Já vi alguns filmes/livros nesta condição, só pra não ficar por fora.... Neste caso nem esperei, logo que li a primeira matéria sobre Cinquenta Tons fiquei curiosa, comprei a versão digital assim que foi disponibilizada.
Quem não gosta de ler umas bobagens de vez em quando? Principalmente assim, eróticas, picantes... que atire a primeira pedra. Nenhum compromisso intelectual. Nada de análises freudianas, feministas ou literárias. Apenas leitura para entretenimento. Mais parecido com Julia ou Sabrina (literatura de banca de revista) que com O Amante de Lady Chaterlay. Assim mesmo, confesso que me diverti.
Esta semana estávamos em casa eu e Lucinha, silêncio total, cada qual com o seu exemplar do segundo volume (Cinqüenta tons mais escuros), quando fomos interrompidas pelo soar do telefone, era Fernando questionando como ficávamos em casa sem fazer nada. Engano. Estávamos ocupadíssimas com a história de Christian Grey e Anastasia Steele.

Li hoje em algum site, que o desconhecido compositor inglês Thomas Tallis, que viveu no século XVI e escreveu predominantemente música religiosa, está nas paradas britânicas, porque é citado no livro Cinqüenta Tons de Cinza. Spem in alium está na lista de faixas clássicas mais vendidas do iTunes.
Esta música é citada no romance quando a personagem atinge o orgasmo mais intenso e agonizante de sua vida, ao ouvir uma peça coral polifônica, vendada e com fones de ouvido. Depois pergunta ao parceiro: "Que música era aquela?". "Chama-se Spem in alium, um moteto de Thomas Tallis". Fenômeno!...igual a Michel Teló.... kkk
Estou aguardando o último volume... ansiosamente...

5 comentários:

Anete disse...

Ainda não li, nem me deu vontade, não vou comprar para ler mas se achar de graça com certeza. Já tive meu tempo de Sabrina (Célia comprava, mandava para vovó Amélia e eu e mainha herdava), de fotonovela (nem sei se existe mais hoje, mas gosto de livros fáceis de ler.
Leio também os complicados, estou agora com James Joyce - RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM mas tá difícil, tem um mes que não pego nele, mas sou persistente, vou terminar.
Umberto Eco também é uma pedra no meu sapato, muito difícil a A Ilha de Dia Anterior - só gostei e entendi o livro depois de terminar de ler. Não gostei muito do Cemitério de Praga.
Mas um livro que li que me causou arrepio foi " A Cabana", acho que foi um dos únicos arrependimentos da minha vida foi ler este livro, ele devia passar a margem da minha vida.
Ah! Também não consegui terminar de ler " Os 120 dias de Sadoma" do Marques de Sade - Horrível, não tive estomago, acho que este não vou terminar nunca.
E estranhamente não terminei, aliás não passei do segundo capítulo, de "Viva o Povo Brasileiro" de Ubaldo Ribeiro - mas este ainda vou tentar terminar.

Bel B disse...

Eu normalmente dou de 30 a 50 páginas para o autor me conquistar... ou desisto. Como tem tanto livro no mundo para a gente ler, não perco tempo com algo que não gosto.

Art e Pat me deram ONTEM NÃO TE VI EM BABILÔNIA e só fui até a página 38. Gostei muito da orelha e dos comentários sobre o livro, mas rsrs.. Está aqui guardado, mais adiante vou tentar novamente.

De Umberto Eco, só li mesmo O Nome da Rosa.

Luladasequacao disse...

Bel, o livro e um sucesso aqui tambem, de fato so tem mulher comentando. Mas eu nao acredito nisto, vou ler para conhecer e poder comentar.

Quem mais dos homens vai ler? Andre, vou esta escalado como um dos intelectuais da familia.

Anete, ja tentei ler James Joyce (The Dubliners) e entalei. Ja empaquei com outros livros antigos, mas a conclusao e que muitos deles estao tao fora de contexto que a mensagem e mesmo forma nao faz sentido na era do internet.

Eu tenho lido muito economia onde isto e muito claro. Nao vou perder tempo lendo Adam Smith, pois o que ele escreveu ha 200 anos nao e valido hoje. O mesmo se aplica a livros menos tecnicos.

Concordo com Bel 30 a 50 paginas, se nao puxar eu largo.

Outro assunto e que estamos na base do Kindle, livro eletronicos. Eu tenho software no celular, Ipad e Mac Book. Victor ja leu um e Selene comecou o primeiro a semana passada. Ainda tem saudosistas em papel ou so Flori?

art disse...

Lula, não tenho a menor condição de ler esse livro agora. Estou até o pescoço em uma pesquisa sobre Epicuro e Demócrito(os atomistas), além de estar escrevendo.Somente leio em papel, gosto da ida e volta com o movimento das mãos e não dos dedos. Gosto de sentir a evolução da leitura do livro pela mudança de peso nas mãos, ao se iniciar o livro todo o peso na mão direita, e ao terminar todo o peso na mão esquerda.

Bel B disse...

Aqui o mercado de livro digital está apenas começando, mas já estou optando por esta modalidade quando encontro.
Vantagens: 1. quando viajo e não há luz de cabeceira... Levantar para apagar a luz é muito chato.
2.Volume - pode-se carregar vários livros sem aumentar o peso da bagagem
3. É mais barato que a versão papel.
4. Não ocupa espaço na estante, após leitura.
Desvantagem: não posso passar o livro adiante...