sexta-feira, maio 04, 2012

Os herois da familia ou quem vai ficar na historia?




Dentro do nosso grupo familiar englobado pela caravana da alegria, quem vai deixar uma marca na historia que vai ser lembrado a 100 anos por pessoas fora da familia?
Existem varias especialidades:
1-    Cientistas (teses, artigos, conferencias, etc.)
2-    Politicos (festiva, PT, candidatos, comicios, teoricos, etc)
3-    Dinheiro (fazendeiros, secos e molhados)
4-    Exploradoes (viajantes das caatingas, do mundo, mudanca de pais, motocicleta, bicicleta, asa delta, etc)

Estes sao os obvios, mas infelizmente nao creio que temos ninguem que entre para a historia nestas categorias.
A categoria que acredito que fez uma diferenca sao os empregadores. Para explicar isto tenho que examinar a economia e sociedade brasileira. O Brasil sofre de um problema cronico de mao-de-obra ociosa ou falta de empregos.  Primeiro, e dificil montar um negocio no Brasil, mais dificil ainda ter empregados. Segundo, na nossa cultura, ganhou um pouquinho vai para Paris (antes, agora Miami) aproveitar a vida. Por isso o empreendedor e raro, poucos sao capazes de montar um negocio, e outros minimizam a mao-de-obra para nao ter problemas trabalhistas. Se voce quer fazer algo para ajudar o Brasil monte um negocio com empregos.
Definida a categoria, quem sao os herois? O mais velho e mais pioneiro foi Joao Barreto. Joao tinha sonhos e ideias para suprir a familia inteira, e parte disto foi montar uma fazenda de café com 300 funcionarios. (Nao tenho certeza neste numero, pode ser exagerado).
O segundo, que foi o mais efetivo e Fernando. Fernando nao montou um negocio, Fernando sustentou uma cidade. Capelao vive em funcao de Fernando que gera empregos la ha 30 anos.
O terceiro, o mais humano e Edinho. Edinho acompanhou Joao em outros negocios e depois no café, quando Joao largou o barco ele nao so aguentou firme como se tornou padrinho do povo local, virou ate politico.
Leri tambem tem que ser mencionado pois montou um negocio em Itaquara tambem.
Em sumario, acredito que daqui a cem anos pelo menos no Capelao e Itaquara alguem vai lembrar destes herois.

7 comentários:

Anete disse...

Creio que vovó Amélia é uma destas heroínas, pelo menos na UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) tem uma biblioteca com o nome dela e tbém o livro lançado e que todos adoram. Em Conquista sempre será uma referência.

Anete disse...

O interessante é que aqui no Brasil não faltam empregos e sim mão de obra especializada. Não precisamos de pessoas com curso superior, precisamos de técnicos eficientes.
Também hoje já falta aqui no Brasil como em todo o mundo, empregados domésticos pois como é considerada uma profissão inferior e mal remunerada a maioria prefere ficar em casa sem fazer nada, recebendo as "bolsas" do governo.

Bel B disse...

Lula,
Gostei do post. Bela homenagem aos empreendedores.
Outro dia estávamos confabulando (eu, Fernando e Luciano) sobre os Barretos (do jeito que Fernando fala em Barreto) e chegamos a conclusão que o cara não nasce Barreto, torna-se Barreto. Uns tem o sobrenome, mas... Outros nem tem... por exemplo, Leri, que já adotamos na família há muito tempo.
Bem lembrado, incluí-lo no seu post....

CB disse...

Lulão, eram 800 funcionários na faz. Pariz em tempos de alta colheita. Em paralelo aos numeros da Paris, que iriam assutar qualquer um, o Seu Edinho e Tio Nilson deixaram uma marca na arrecadação de impostos no Estado da Bahia no inicio da década de 70, com uma empresa pequena na cidade de Feira de Santana, onde, vendendo carne e coisas do gênero foram os maiores arrecadadores de ICMS do Estado se não me enganos por dois anos(mais do que Paes Mendonça), dois caras em uma área menor do tamanho de um apartamento grande. Não sei se este é o maior feito, mas longe das ideias foram na pratica os maiores comerciantes que aquela cidade viu até hoje, os que viram de perto contam que por lá passaram dois gênios do comércio e que nunca viram coisa parecida.

Pat disse...

Cristiano, só você para expor parte da verdadeira história da Fazenda Paris e a LESTE.
Parabéns a Fernando que sempre teve o pensamento grande,ou melhor, MEGA.

art disse...

Isso aí Cris, falou e disse.

Fernando disse...

Uma das boas coisas da vida é contribuir ... Acho que faço pouco, mas reconheço que a Letto ajudou a formar centenas de profissionais e contribuiu com a mão de obra local e consequentemente para a melhoria de vida de famílias da região. Isto é gratificante. Estou tentando fazer um pouco também pelas pessoas carentes de Lafaiete Coutinho, onde estão nossas origens, se conseguir será muito bom. Acredito em Bolsa Trabalho...