sábado, fevereiro 04, 2012

ESCRITO E VIVIDO POR KARLA PITHON
(Sudoeste da Bahia)


Paulinho, só tem um
O verão na Bahia é mesmo muito especial. Tem de tudo, principalmente quando as famílias se encontram, o que merece crônicas especiais.
Porém, hoje iremos rumo a Cumuruxatiba. E formou-se a primeira leva de aventureiros: Dudão, Sergio e Dena (amigos de Dudão) e Anamira. Após os percalços do caminho, com carro atolado, pés lameados, o grupo chegou ao destino. Dudão queria encontrar um velho amigo de Campinas, o bem aventurado Paulinho. Como é um hábito comum entre os parentes, não se tinha o endereço de Paulinho da Unicamp, mas num vilarejo pequeno como aquele e muita boa vontade, seria fácil encontrar o Paulinho. E com esse pensamento a turma saiu perguntando aos transeuntes onde era a casa de Paulinho, após muita pesquisa chegaram a casa do procurado. Dudão era só alegria, afinal a farra iria ser boa. Enquanto ele estacionava o carro, Anamira, Dena e Sergio já se adiantaram e bateram na porta de Paulinho. O mesmo atendeu e com uma baita cara de ressaca, recém acordado, recebeu os convidados. Conversa vai, conversa vem e Paulinho conta que na noite anterior ele havia tomado todas e confessou que no fim da festa já não se lembrava de mais nada. Todos pensaram, esse é realmente da turma de Dudão. Ele vê os pés lameados da galera e oferece a torneira do quintal para lavá-los. E assim adentram a casa de Paulinho. As conversas genéricas aparecem: falam da estrada, da chuva, das orquídeas do jardim e até convidam o camarada para ir a Fazenda Paris conhecer o Orquidário. Dudão já íntimo da casa entra e vai direto ao quintal, e também interage com a figura. Lá pras tantas, Dudão perguntou ao tal homem: “- afinal onde está o Paulinho?”
Nesse momento a conversa se tornou tensa. Dena e Sergio, desconfiados do equivoco já haviam se mandado para o lado de fora da casa, Anamira olhou assustada para Dudão sem entender nada. Ai, o cara respondeu: -“Eu sou o Paulo”.
É meus amigos, a turma estava na casa do Paulinho errado. Após a saia justa todos foram embora deixando o recado, que se chegasse na casa dele umas 20 pessoas procurando o Paulinho da Unicamp que ele não se assustasse que era o resto do grupo.
Moral da história: Paulinho, não tem só um!
Mas uma coisa intrigava o pessoal: porque o Paulinho foi tão solicito com a turma? Na resenha, Robinho levantou a seguinte hipótese: a água foi tão dura na noite anterior, que o “falso” Paulinho, achou que havia feito novos amigos e convidados para um almoço no dia seguinte. Agora imaginem se o esquadrão tivesse chegado por completo.

6 comentários:

Bel B disse...

Eu estava preocupada se não haveria nenhuma reportagem do veraneio do Sul da Bahia, pois Anete e Naninha não estavam lá... Janete podia colocar umas fotos pelo menos...

Que bom Karla Pithon, você precisa colaborar mais com este blog. E o blog começou com a sua reportagem da Caminhada Volta da Bandeira.

kkkk... a história é ótima...

Mariana disse...

Se contar ninguém acredita... Só podia ser Dudão mesmo ; )

Anete disse...

Bel, eu fui para Corumbá em um final de semana. Estou sem internet no final de semana e sem tempo no trabalho. Breve colocarei....

Fernando disse...

Acho que vocês estão tomando os postos de mocós do 904. bem que tinha Robson como representante. Será que este negócio pega?

Bel B disse...

Incrível Anete!.. Você realmente não falha..

JANETE disse...

Bel, comecei a trabalhar logo no dia seguinte da nossa chegada em Salvador, ainda não consegui me organizar, mas assim que der vou postar. bjos