terça-feira, janeiro 31, 2012

Os livros em 2011

Comecei bem 2011, reli "O Idiota" vertido direto do russo, na casa de Bel e Fernando (eu tinha lido quando novinho vertido do francês). Voltei ao Rio e aos latinos, começando pelo ganhador do prêmio Camões em Portugal: Antônio Lobo Antunes, "Ontem não te vi em Babilônia" (comprei três livros desses e dei dois de presente), "Conhecimento do Inferno", "Coisas da vida" e "Naus". O primeiro é difícil e psicanalítico, os demais divertidos como literatura, mas amargos (no fundo há uma amargura do colonizador em perder sua colônia, no caso Angola).

Mergulhei mais uma vez em Borges, prática recorrente, uma vez que agora temos edições novas, bem elaboradas e com letras de tamanho civilizado (para minha idade): "O livro de areia", "Antologia Pessoal" e "O informe de Brodie", todos da Cia das letras.
Mas eis que ocorreu algo interessante, uma advogada de meu trabalho tem um marido, também advogado, que se encantou em pesquisar as cruzadas e o oriente médio, nos séc. II até o XVII (já pesquisa há trinta anos). Como não podia deixar de ser, recomendei a ela que desse ao marido em seu aniversário, o "Périplo de Baltazar" do Amin Maalouf passado em 1665. Devido a esse ato de caridade, ele me emprestou um livro simples: "As cruzadas vistas pelos árabes", do mesmo Amim Maalouf, bom pra caramba, para não dizer desconcertante. Logo depois ele me emprestou "Alexandria" do Theodore Vrettos, outro livro fantástico, com toda a história de Alexandria e seus Ptolomeus, Orígenes, Aristóteles, e o seu projetista Alexandre (que nunca viu a cidade...), quem puder deve ler esse livro.

Já estava em outubro, e retornei aos latinos, dessa vez Umberto Eco, "Em busca da lingua perfeita", "Interpretação e Superinterpretação", mas confesso que derrapei no último: havia saído o último livro do filólogo, "O cemitério de Praga", uma quase comédia sobre um falsário, um livro delicioso. Eis que me recomendam uma biografia escrita por um filósofo alemão (Rudiger Safranski) e a biografia era nada mais nada menos do que sobre "Schopenhauer-Os anos selvagens da filosofia", vigorosa, detalhada e emocionante, pois Safranski desfia essa biografia aos mínimos detalhes, e aí o ano acabou....

11 comentários:

Bel B disse...

Eu fui premiada com um exemplar de Ontem não te vi em Babilônia e até me esforcei para ler, mas não consegui ir muito longe. É uma leitura complexa. Há pouco falávamos em Filme Cabeça, este é Livro Cabeça. Faltou inteligência na leitora.. rsrs...

Tereza disse...

Que nada, Bel. Nem todos os dias são iguais, não é não? Eu queria era ler As Cruzadas Vistas pelos Árabes. Se o título reflete o que está no texto, penso que vou gostar. Já pensou, aí é que deve ser cabeça ... eles têm modo de pensar diferente do modo ocidental. Em 2011 só li psiquiatria e estatística. Já em 2012 senti vontade de pegar uns filósofos desses bem batidos. Mas acabei comprando dois Milton Santos. Parece que sou Leitora Cabeça ... rsrs

art disse...

Bel, o cara é pesado mesmo, não é um livro fácil (deve ser o Arvore da Vida escrito...)

Mariana disse...

E Sabrina? Bianca?? Quadrinhos??Nicholas Sparks??
Acho que esse papo tá muito cabeça...

Ivana disse...

Olá André,

Maravilha a sua descrição, gostaria muito de embarcar nessa viagem, mas atualmente estou um pouco distante da leitura. Mas fica aqui ótimas indicações para um futuro retorno.

Bjs

Ivana

Luciano Leto disse...

Estou com Mariana, onde estão os quadrinhos, Sabrina também é demais

Igor disse...

Vou sugerir "O último teorema de Fermat", leitura fácil e informativa conta a historia deste teorema que desafiou inumeros gênios da matemática, além disso conta um pouco sobre a história da matemática.
Só lembrando que agrada também aos que não são amantes dos números.

art disse...

Igor, esse livro é ótimo. Recomendo o "Dois loucos sonham a maquina universal" biografia dupla de Kurt Godel e Allan Trurin; a autora é doutora em cosmologia pelo MIT.

Mariana disse...

É Lú, só você me entende... ; )

Bel B disse...

Eu comecei 2011 lendo Os Sertões, livro que me prometi ler qdo tivesse 60... Li A Terra e O Homem, primeira e segunda partes, por sinal maravilhosos. Parei para ler outros livros e não voltei. Agora vou ler A Luta que é a terceira e última parte, mas a promessa por enquanto não foi quebrada, pois fiz 60 este ano...

Ivana disse...

Boa pedida, o Teorema de Fermat e a biografia de Allan Turing, tido como o pai da computação moderna. Apesar de conhecer o Teorema de Fermat e um pouco da biografia de Turing, já está passando da hora de fazer essas leituras.

A lista está grande! Mas antes disso estou estudando cálculo III e Mecânica dos Solos. O importante é não parar e vencer os desafios. Faz muito bem para a mente.

Ivana