segunda-feira, janeiro 02, 2012

A casa que tremia.

Fui convidado simpaticamente, diga-se de passagem, para um reveillon de arromba em uma praia não muito distante de Salvador. A viagem transcorreu tranquila, com direito a um pit stop (dendê stop), em Cira/acarajé. A festa de reveillon transcorreu tranquila. com direito a filhos e fogos. Comida maravilhosa e companhia sem par. Eis que chega a hora de dormir, e assim a maioria se dirigiu para suas caminhas, com exceção de nossas personagens, incansáveis na arte de arrumar a casa, e lavar tudo que encontrassem pela frente (sim, a ala feminina do 904).

Às duas e meia da manhã ocorreu o incidente, hoje conhecido nos meios científicos-filosóficos, como o incidente do Stela Maris. Sem chover a casa começou a produzir água em níveis industriais. Descia pelo telhado, pelos tetos e pela escada, aquela que subia para os quartos.

Nossas personagens, naquele momento encontravam-se em estado de torpor (à espera de buscar filhos e sobrinhos adolescentes na balada). Sem trocadilho, o incidente foi uma ducha de água fria. Na falta de orientação decidiram se comunicar com a dona da casa, que naquele momento festejava um merecido reveillon.

(Nesse momento foi descoberto então que a casa tremia, a casa toda tremia. O portão tremia, as paredes tremiam, e a água furiosa continuava a aguar). Após informações trocadas, descobriu-se o inusitado: um botão inadvertidamente acionado (atrás do sofá, que foi mexido para alojar um conviva)acionou uma bomba subterrânea, muçulmana, inexplicável até aquele momento.

A 'realidade' da máquina é a necessidade do usuário.

2 comentários:

Bel B disse...

Será que não foi um "espírito brincalhão"???

Fernando disse...

Isto é coisa do 904!... Eu gosto de história completa teve a primeira casa. E "barraco". Esta é da 2a. casa!... Quem vai contar a primeira história?
Naninha e Janete podem negociar as histórias!...