segunda-feira, maio 31, 2010

Como criei o blog..

Para reabrir os trabalho de 2010, lá vou eu. Na falta de assunto vou começar pelo primeiro: Como foi que eu criei o blog.

Tava eu sentado na frente do computador sem fazer nada, como sempre as vezes fico, olhando para tela e viajando no desenho dos pixels (esses pontinhos pequenos da tela), impressionado e filosofando, sobre, como, a partir de um pequenino e minúsculo grão de energia poderíamos transformar vidas, mundos, pandora etc.

Putz, que viagem, imaginem vocês que um pequenino e único pulso energético pode transmitir informações suficientes para levar alegria a todo universo.

Na época do código morse por exemplo, do telex, lembram-se?, apenas um pulso elétrico em seqüência transmitia toda informação necessária, uma mensagem, um aviso de alerta, o nascimento de alguém, a morte, a vida.. da mesma forma lembrei também que os sinais de fumaça dos índios tinham o mesmo propósito, transmitir informação!! (os infelizes foram os primeiros na comunicação serial).

Pequenos gestos geravam a informação vital e antigamente não tinha essa de mandar e-mail, nem de telefonar, as vezes apenas o “A” já dizia muita coisa. Hoje gastamos trocentos (mais de 2) torpedos para dizer que estamos indo almoçar. A tecnologia avança as vezes e regride a comunicação.. vamos pular isso. Então voltando ao passado percebi que a comunicação se dava através dos microcomunicódigos,(inventei agora) isso mesmo, microcomunicódigos eram a onda do momento, as pessoas se comunicavam baseados nisso, passavam um telex de “parabéns”, “estou chegando dia tal”, pois é, as pessoas davam bom dia porque a comunicação era baseada no microcomunicódigo, isso mesmo o bom dia fazia parte desta era, porque nos tempos de hoje ninguém dá bom dia porque a gente ficou mais complexo, isso mesmo, bom dia é pouco, tem que perguntar da família, da tia, do sobrinho, dos cachorros e como ninguém tem mais saco para isso é melhor não puxar assunto. Eu mesmo não puxo assunto com ninguém, mas mando e-mail pra caralho. Velhos tempos aqueles dos microcomunicódigos, agente falavam pouco e se dava bem.

Busquei então a imaginar como seria minha vida atual na era do microcomunicódigo e foi realmente a maior viagem, passei a viajar na maionese das idéias comecei a enxergar meu computador como uma bandeja de telex´s cada tecla do computador como um botão do telex, enviando cartas para 102 pessoas ao mesmo tempo, depois eu enxerguei cada tecla como se fosse a couraça de um bisão sobre a fogueira emitindo minhas ondas de fumaça, e eu queimava 102 foqueiras simultaneamente, depois meu notebook virou um console de um grande navio, um navio no meio do mar e eu aqui com meu telex, pronto para avisar. Estamos Chegando !!! a 102 países diferentes FOMMMMMM (vozes na minha cabeça: OLHA O ICERBERG!!!), desviei e tirei onda.

Quanta emoção!!, até gaivota eu vi na minha viagem. Em determinado momento minha cabeça já não era mais um navio, era um submarino, uma espaçonave anfibia, um foguete, uma charrete no meio no velho oeste americano, e eu lá estava em, sempre com meu lasquebook de madeira mexendo no mouse até sair as faíscas da comunicação.

YUPIII, passou Leo Kid no cavalo, Virado nos Seiscentos, em direção a dois sinais de fumaça no horizonte. Voei, loucura total, transe meermo, maior onda bateu nessa hora, mas passou.

Voltei a pensar em números, e observei que tenho a minha frente, uma tela de 1280 por 800 pixels, que corresponderia então 1 milhão e vinte e quatro mil nuvens de fumaça com 4 bilhões de cores diferentes, parece brincadeira (são as quantidades e as variações de cores dos pixels de um computador padrão).

Rapaz, a gente evolui pra porra, pense aí, de microcomunicódigo a gente transmite agora em apenas 1 click tanta informação que, se vacilar, vai faltar tempo pra dizer bom dia pra mulher que mora com você!, imagina pro vizinho, é por isso que eu sou quieto no meu canto e não vou em reunião de condomínio.

Fui dormir.

De manhã quando acordei e tomava meu breakfast percebi que o porteiro tentava empurrar por debaixo da porta uma revista, fui para a porta e tentei puxar, mas ele puxou de volta e começou a empurrar, em então gritei com ele, e ele folgou a mão e a revista passou por baixo da porta. Adivinha qual era a capa? Monte seu blog em 5 minutos, então sentei no micro e montei o caravana, não foi legal?

Não?

Ah porra! deixa eu contar minha historia, eu sou complexo!

Abs,
Kinho

2 comentários:

Bel B disse...

Bota complexo nisto! Que viagem!...

Anete disse...

Como é bom lembrar destas histórias. Parabéns Cris por esta sua criação.