sábado, outubro 24, 2020

Meu olhar viral

Recentemente ouvi de algumas vertentes do “pensamento” alegarem que o uso do a.C. e d.C. poderiam ferir pessoas sem religião e adotaram o a.E.C (antes da Era Comum) e E.C. (Era Comum) desconsiderando o aspecto também histórico de Cristo, deve ser para balancear com pessoal da terra plana. Começo aqui meu texto dessa “era” a qual vou renomear agora a.Cv. (antes), p.p.Cv (pré-pós) e p.Cv (pós- Covid), vamos lá.

Estou na Austrália e posso dizer nos tempos a.Cv o dia tinha um ritmo alucinante. Um corre-corre que só aumentava e uma cobrança que parecia não ter fim. O Covid deu uma “freada”, as cobranças diminuíram, mas a rigidez aumentou. Muita empresa fechada, muita gente em casa, mas para quem trabalha na cadeia logística, como eu, além da força de trabalho essencial das redes de alimentação, energia, saúde, telecomunicações e TI o trabalho aumentou. As redes de supermercado aqui contrataram muito no período. Outra coisa que aconteceu foi que os serviços de suporte para as pessoas da cadeia essencial também continuaram, como exemplo as creches infantis e alguns restaurantes - sem mesa.

Neste momento atual, outubro de 2020, diria que vivemos um período p.p.Cv (pré-pós-Covid) onde ninguém sabe exatamente como as coisas vão ficar, pois agora criaram “ondas” de covid e me parece que as coisas não terão fim, ou seja, viveremos um eterno “limbo” planetário. Para o futuro não duvido o Covid virar ou adotar a sistemática do vírus de computador com versão, criarem as vacinas com versão, assinatura anual e no final um bônus pela venda dos seus órgãos – se ainda prestarem. A China atacou com sucesso uma das pérolas da civilização que é o convívio, a troca de informações face-to-face, a sala de aula, reuniões em casa!, esse será o pós-Covid. Uma era de contato frio onde nossos meios de comunicação serão as mídias sociais monitoradas. Se fosse para falar em estratégia contra o ocidente diria que foi um tiro em uma raiz social da qual já não mais se vê na China, a China atacou o diálogo de modo geral. Conchavo agora só na China ou por ela. 

Com isso eu diria que: na falta de troca de informações em busca de um mundo melhor reforçaremos ainda mais as “ilhas de pensamento”, se antes as pessoas não queriam mudar de opinião ou não queriam por à prova o que pensam em prol da POSSIBILIDADE hoje piorou, perdemos o acesso ao outro. Me vem à mente uma imagem,  um casal discutindo no cais amigavelmente, um no navio já zarpando, e o outro em terra firme. Ao tempo que o navio se afasta o casal troca argumentos e cada vez que o navio se distancia a voz vai aumentando, um acha que o outro está brigando e fala mais alto, a produção de argumentos começa a falhar ao tempo que a voz precisa aumentar, em dado momento não se ouvem mais, resta uma “banana” feita com a mão, essa “banana” na nova comunicação será um meme. Essa analogia do homem com a mulher no cais representam grupos sociais, que a partir de agora terão apenas as redes sociais para chegarem a um acordo, não chegaremos. Esse isolacionismo já nos atingiu, por exemplo, o veraneio 2021 será na varanda, ou na casa de praia da sua própria ilha verbal. Sei que a intenção do veraneio não é discutir política, mas o afastamento das pessoas é por conta do vírus, nada seria mais eficiente. 

O Covid estabeleceu de vez nossa vida em “ilhas”, eu estou propriamente em uma por um tempo, mas mesmo no continente a população está isolada, alguns com cristofobia incendiando igrejas e pregando estado laico, outros com algum tipo de extremismo, feminismo, machismo ou defesa da pedofilia como doença, o bom senso “acabou”. A China por enquanto faz-se de boba, continua tocando seu barco, PIB na frente enquanto o resto do mundo olha de “rabo de olho” esperando um pedido de desculpas, soube que o ditador de lá até já deu.. um recado aos seus soldados: preparem-se para guerra. Os agora ilhados se partem em grupos.. só me faz lembrar uma frase muito dita por um ex-colega de trabalho “boi aos bifes...”. Sun Tzu já escreveu sobre isso. 

A era pré-Covid foi um período de construção de um mostro, um país que sai de um estado rural e se transforma no gigante industrial sob a batuta de uma ditadura. O pouco que se sabe é que volta e meia escapam bilhetes pedindo socorro dentro das compras on-line, sementes misteriosas sendo espalhadas mundo afora, patrocínio de grupos extremistas e quem falar qualquer coisa contra eles tem sua conta bloqueada, como disse, conchavo agora só chinês. De um lado o espanto, do outro o silêncio, a obediência ou o conluio. A disruptura social vendida como liberdade e como solução aos problemas sociais se controverte quando associamos à China, mas não tem adiantado discutir isso, a passagem de pano global para a Venezuela já mostra o sucesso Chinês. 

Nestes tempos de Covid não há o que celebrar, a vacinação que sempre fora obrigatória e que isso era um alívio para a população agora é usada contra nós. A China infectou o sistema e isso inclui pessoas, reze se puder, lute com o que tiver.




2 comentários:

Bel B disse...

Texto que faz pensar... Muito bom. Parabéns Cristiano!

Naninha disse...

Muito bom....muito bom mesmo!

Excelente!!!🌵🌵🌵🌵

Adeus a meu amigo Zeu

Rio de Contas - caminhada Pico das Almas 1998 - Praga 1998 - Praga Fernando e Zereu no Apipema