Minha fase de negação da pandemia ocorreu quando o vírus ainda estava na China. Ah! quando chegar aqui já terá tratamento ou então vacina. Será como a gripe aviária, fizeram tanto estardalhaço e não foi nada demais.
Então o covid19 chegou a Itália, a Espanha, a França, cada
dia uma história pior. Uma prima que ia para a Europa em março, cancelou a
viagem. Será exagero? Liguei para minha Agente de Viagens e ela me confirmou, sim,
melhor cancelar, já pensou ficar doente em outro país?
A preocupação e o medo chegaram. Se na grandiosa Europa, gente
morria nas filas dos hospitais e pessoas mantinham cadáveres em casa por falta
de condições do sepultamento. Como será
para nós? Com certeza, pior.
A fase seguinte: primeiro caso no Brasil, São Paulo. Em março,
primeiro caso na Bahia. Começou o corre-corre, vamos comprar álcool em gel. E
os malucos fazem estoque de papel higiênico, para quê?... Primeira morte no
Brasil. Primeira morte na Bahia. Haja notícia, previsões alarmistas,
especialistas de todo tipo traçando cenários trágicos. Haja médico, haja enfermeira, haja qualquer um,
a gravar vídeos e publicar no WhatsApp. Fato ou fake?...
Fecha tudo, fica em casa!.. Lava as mãos. Mantenha
distância. Não usa máscara, usa máscara. Tira sapato, lava roupa. Passa álcool no celular, na chave, na bolsa...
Enfim, uma pandemia!... Uma semana ou duas, acompanhando esse babado,
não aguentei mais: Chega!... Nada de TV,
nada de vídeos de desconhecidos passando-se por especialistas. Apaga tudo.
Começaram as “lives”: de música, de meditação, de filosofia, de
medicina, de ginástica, de psicologia, de política... No início até que foi
interessante, era novidade. Agora não aguento nem ouvi falar em “live”. Aff! Que coisa chata!...
Para enfrentar tudo isso, criei minha própria rotina diária: ginástica, corrida no playground, sobe e
desce escadas, zumba e yoga pelo youtube. Em seguida meditação, 20 a 30
minutos. O resto do dia: leitura (20 livros de março a setembro), filmes,
séries, música, papos com amigos pelas redes sociais. Além dos apps conhecidos
fomos apresentados ao zoom, ao google meet, ao telegram. Até aniversários comemoramos online. Juntos
pela tecnologia...
E assim me distanciei das notícias alarmistas e da polarização política.
Depois de 6 meses finalmente a situação está mais amena. E felizmente as previsões mais pessimistas não aconteceram: não houve mortes pelas filas dos hospitais, nem o país está quebrado. Claro que permanecem no mundo todo, os rastros da pandemia: milhares de mortos, muita empresa quebrada. Mas o cenário no Brasil está mais brando que o anunciado. O agronegócio segurou a economia e com dois meses de abertura já ouvimos falar em vários setores que estão em recuperação.
Não sou ponta esquerda, nem ponta direita. Fico pelo meio de
campo e quanto mais vivo mais me convenço que é a melhor posição. Além de que sou
otimista, depois da tempestade vem a bonança.
Daqui pra frente tudo será diferente... pra melhor,
claro!,,,
Isabel Barreto – set/2020
P.S. No fim do texto eu disse que o meio de campo é a melhor opção, para mim, claro!... pois segundo os entendidos, para um político é a pior posição....
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