quinta-feira, janeiro 12, 2012

Carnaval chegando. Filhos de Gandhi. Será que eles ficam nervosos?

Hoje está acontecendo a chamada lavagem do Bonfim. E, naturalmente, os canais de televisão já entrevistaram componentes do grupo Filhos de Gandhi.
Lá pelos idos de 1995, eu via que todo mundo dava passagem para os FG, pois eles representavam a paz.
Pois aconteceu que num dia do carnaval de 1995, lá pelas 5:00 da tarde eu, o Isaac, a Ju e o Rafa resolvemos sair da Casa D’Itália e voltar para casa aproveitando a tranqüila e respeitadíssima passagem do FG.
Já no asfalto, nos deparamos com um probleminha. O bloco dos Internacionais e o bloco Camaleão deixaram, um de cada lado do corredor da Vitória, um caminhão de apoio, formando um corredor estreito. Aí os FG entraram numa espécie de desespero para sair do corredor estreito, e a situação virou um furdunço.
Em fila indiana, o Rafa no tumtum do Isaac, fomos avistados por um senhor dos FG de uns 60 anos: “Entrem na corda, vocês estão com criança.” Entramos. Um outro FG gritou: “Eles não podem ficar dentro do bloco, não! Eles não são do bloco!” Saímos. No furdunço, ninguém enxergava o chão, e aí o pé do Isaac entrou na coxia, e ele bambeou para lá e para cá, tentando não cair e não deixar o Rafa cair. Imagine os bamboleios da Gretchen dançando (é o novo!). Foi assim o bambeamento do Isaac. E o Rafinha: “O que foi isso, pai?”. E o Isaac: “Não foi nada, não, meu filho”.
Outro gandhi nos “mandou” entrar na corda. Entramos. A partir de então, não houve mais nenhuma chance de recebermos qualquer outra ordem. A namorada gigante de um gandhi gigante gritou para mim: “Passa logo!”. Como os movimentos estavam dificultados, pelo menos para mim, ela usou seu braço gigante e me empurrou para trás, e lá se foi ela e quase todos os Gandhi abrindo alas na força bruta mesmo.
Empurra para lá, empurra para cá, crise de choro da Ju, entra na corda, sai da corda, saímos da corda sem querer mesmo.
E o que sobrou para dar risada deste episódio, foi que um gandhi estava sem cueca, e não se furtou de gritar: “Ai, que meusovo tão tudo assado de suor. Faz un a semana que saio sem cueca”.
Kkkkk. Quem mandou vestir tanto pano e não vestir a cueca?

2 comentários:

Bel B disse...

Quem nunca passou um aperto deste no Carnaval de Salvador é por que nunca foi lá.
Esta história me lembrou a de uma amiga que num sufoco destes entre blocos, foi salva por um Gandhi que literalmente a carregou até um lugar seguro. Segundo ela o cara era um armário, grandão, fortão e bem feio. No final queria que ela pagasse com um beijo, na boca, claro!...

Betty Boop disse...

hahahahaahahahah!! Muito boa essa!!!
Adorei o causo!! Rindo muito imaginando Juliana nessa confusao!!!!!!!