domingo, março 22, 2015

Serra propõe o “enxugamento” das atividades da Petrobras

Eu confesso que nunca estudei a matéria de privatização da Petrobras, por isso vou fazer uma exposição baseada no meu sentimento de brasileiro. Acompanho pela mídia até então, ano passado antes da eleição enviei um e-mail ao PSDB perguntando qual era posição deles no assunto Petrobras, não tive resposta, mas não criei caso, o silêncio também é resposta.

Pela minha experiência no mercado vejo que não precisa ser expert para perceber que nosso capitalismo é imaturo, não tem força e nem cultura de capital (acrescentando um último, e nem moral..) para enfrentar a ferocidade da concorrência internacional. Nossa saída à sobrevivência sem plena subserviência é recorrer às salvaguardas do Estado para a manutenção e proteção dos recursos nacionais e para manutenção de nossa soberania, se eu estiver errado, por favor, me corrijam. Temos tocado a coisa assim, vamos segurando até a pressão ser insuportável, não exatamente fazendo bons negócios, mas mantendo-se atraentes.

Serra vem agora com um discurso técnico motivado na questão moral para propor uma redução da participação da Petrobras no pré-sal, sinceramente em meio a confusão de movimentos contra o governo não sei de onde tirou a ideia de que isso é um caminho sensato a seguir para recuperar a empresa. Recuperar...? Diga-se de passagem que uma empresa de Petróleo com os ativos que tem, gera, além de tudo, energia para se levantar, ou seja, o "recuperar" precisa ser bem explicado. Esse é o pensamento comum que todo político deve ter.

Como ele é uma das cabeças pensantes da oposição e considerando que o Brasil passa muito mais por problemas político-morais que técnicos, técnicos no aspecto Petrobras, a proposta soa mais como oportunismo político do que como gesto de sensatez, haja vista que uma proposta de solução à problemática moral, diga-se de passagem, não é solucionável na conjuntura atual, a proposta dele é uma dissolução.

Ao invés de acalmar os ânimos e trazer o diálogo para o cenário, que tem sido difícil com o PT e vai ficar mais, Serra dá mais argumento pró-Lula do que realmente de oposição, pois a experiência da privatização não tem  retorno comprovado, pelo menos para o bolso do Estado, e Lula ganhou força ao defender o país, mesmo cobrando pedágio.

http://www.psdb.org.br/serra-propoe-revisao-no-modelo-pre-sal-e-o-enxugamento-das-atividades-da-petrobras/

6 comentários:

Anete disse...

Muito bom Cris. Precisamos de coisas concretas e não de oportunismo político. Como sempre o que ganha a política é o marketing, depois nem precisa cumprir a palavra, ninguém vai cobrar mesmo.

Bel B disse...

Eu não tenho conhecimento, nem argumento para dar opinião sobre isto. Sei apenas que as empresas que foram privatizadas como a Vale e a telefonia só fizeram crescer e melhorar os serviços. Politicamente acho o PSDB não sabe fazer oposição e vive sempre em cima do muro. Se hoje há uma oposição maior a Dilma é graças ao PMDB que resolveu aparecer... tomara que continue!

Anônimo disse...

Inocentes!

Serra, Lula, FHC, Aécio, Marina, Sarney, Dilma, Maduro, Castro's, Índio's, Christinas e toda essa corja que assalta o "pensamento dos homens livres de pensamentos espúrios" são todos iguais. O que os diferencia é a escolaridade, não a inteligência para dominar o cidadão e dizer para seu ego doentio "eu tenho o poder, eu mando, os outros fazem o que quero, me obedecem".

O Estado, tem que ser somente o estado, dirigir para o conjunto de pessoas, não para a individualidade das pessoas. Se meus pensamentos, minhas ações não ferem o direito vizinho, o estado não tem que se meter. Se quero emagrecer, ou engordar, é problema meu, não do estado.

É assim em todo o mundo democrático, capitalista pois ainda não se encontrou regime melhor.

A Petrobras é o maior exemplo do porquê os "socialistas festeiros e cheios de dinheiro" não querem privatizar. Querem contas em bancos que guardam sigilo absoluto.

Desculpem a falta de modéstia, eu conheço essa raça muito bem.

Até a próxima.

CB disse...

Anônimo,

A convicção de que tudo o que acontece no mundo deve ser compreensível pode levar-nos a interpretar a história por meio de lugares-comuns. Compreender não significa negar nos fatos o chocante, eliminar deles o inaudito, ou, ao explicar fenômenos, utilizar-se de analogias e generalidades que diminuam o impacto da realidade e o choque da experiência. Significa, antes de mais nada, examinar e suportar conscientemente o fardo que o nosso tempo colocou sobre nós – sem negar sua existência, nem vergar humildemente ao seu peso. Compreender significa, em suma, encarar a realidade sem preconceitos e com atenção, e resistir a ela – qualquer que seja.

Não escaparemos do horror ao presente, nem eu apesar de minha ridícula tentativa de ascese nacionalista, mas jamais devemos desistir, pois é nessa desgraça que está a graça.

Bel B disse...

Nos meus anos de vida, que não são poucos, acho que o melhor governo foi o de FHC, portanto acho injusto colocá-lo na mesma lista com Maduro, Castro, Dilma, Sarney....
Concordo que a corrupção é histórica no país, e existiu em todos os governos, nem por isto temos que deixar de combatê-la.

Fernando disse...

Vou convidar o tal anônimo para almoçar comigo e dar uns conselho.
Comparar FHC com Maduro,lula e outros...........acho que estamos destruindo nossa história.

TRABALHO E ACREDITO.

Acreditos nos DIEGOS.

FERNANDO BARRETO