quinta-feira, junho 16, 2011

Extinção da miséria para Petralhas - Lição II

O relator da medida provisória que institui a ladroagem sem camburão na gastança com a Copa do Mundo e a Olimpíada, aprovada há pouco pela Câmara por 272 votos contra 76, é mais que um verso que rima com a noite dos charlatães. José Nobre Guimarães, deputado federal do PT do Ceará, é também irmão de José Genoíno. O parentesco talvez fosse o item mais vistoso do prontuário se não tivesse existido o caso dos dólares na cueca.

Em julho de 2005, a Polícia Federal prendeu no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o cearense José Adalberto Vieira da Silva, que tentava embarcar para Fortaleza com R$ 200 mil em uma valise e US$ 100 mil na cueca. Vieira da Silva contou que era assessor parlamentar do então deputado estadual José Nobre Guimarães e garantiu que juntara a fortuna com a venda de verduras no Ceagesp, maior centro de distribuição de alimentos da América Latina.

Interrogado na cadeia, desmentiu a farsa do verdureiro rico e manteve os vínculos com o destinatário da bolada. O chefe escapou da prisão, livrou-se do assessor trapalhão, elegeu-se deputado federal e renovou o mandato em outubro. Não poderia haver alguém mais qualificado para o posto de relator da malandragem que libera a roubalheira. Falta o amém do Senado. Mas aquilo é um viveiro de guimarães. O Brasil do PT e do PMDB já não teme exibir a face horrível.

3 comentários:

Bel B disse...

Legal... um é "genuíno" e o outro é "nobre"...

CB disse...

Acho que no momento em que a instituição politica que criticamos é autosustentada pelas leis que ela mesmo elabora, nos deixa numa situação extremamente paradoxal, pois qualquer solução relacionada a pressão pela honestização do sistema levará a criar novas necessidades, automatimente, novo valor, novo preço e novo modelo corruptivo. Penso que existem duas ações, uma a curto prazo e outra a longo prazo. A curto prazo: Votar numa oposição que preste (tá dificil, mas é o que nos resta), talvez em deputados ficha limpa que resolvam realmente bater de frente, segundo é a gente saber realmente o que quer de modelo politico, porque o modelo de Montesquieu, que é o vigente, não preve a defesa do povo contra a modelo democratico que passa a prejudicar a gestão democratica, pois o mesmo é blindado, ou seja, não adianta bater em si mesmo, somos nós que estamos lá, digo, o povo.

art disse...

sem dúvida, é um espelho distante.