sábado, abril 09, 2011

Relíquia

Esta carta foi escrita conforme se vê na figura, no ano em que eu nasci... Haja tempo!...
É uma carta da minha Bisa Emilia para tia Amelinha.
Minha Bisa, era Avó de Fernando, pois sou uma geração mais nova que ele... (rsrsrs...)


Detalhes: Luiz Carlos, para quem não sabe, é Lula.
               Mauro era filho dela, irmão de meu avô Artur e de Zezinho Barreto.
               Nice, esposa de Mauro.
               "Nice ainda continua gorda"  - já tinha esta preocupação!



Abaixo textos publicados no antigo
Caravana da Alegria:

Vovó Emília


Fui passar umas férias com vovó Emilia, fiquei lá quase 5 anos. Ela era de estatura media, magra, morena, cabelos prateados preso num coque. Nunca foi ao dentista, nem precisou usar óculos. Falava pouco. Ensinou-me a ler, escrever, remendar, fazer beiju, torrar café e outros trabalhos quando eu queria aprender.

Geralmente nos recolhíamos cedo, para dormir, as 8 horas em ponto. Ela aproveitava o silêncio para ler o jornal trazido de Rio Fundo aos sábados, por tio Mauro e tio Nestor, ou alguma revista ou livro aparecidos ocasionalmente. Lia todas as noites, dela herdamos o gosto pela leitura. Dormia muito tarde, acordava muito cedo.

Passávamos o ano na fazenda: Vovó, tio Nestor, tio Mauro, Nicinha, Zeca e Belo. Nas férias chegavam Nilzete, Guelito, Nilton, Alvinho, José e Antônio. Era uma festa, pintávamos os sete. As vezes Nicinha nos chamava a atenção e ela dizia simplesmente: COISAS DE MENINO.

Mamãe me levou para Três Morros, mas eu voltava sempre para visitá-la, aí eu remexia os seus livros de português, de francês, cadernos de música e de desenho.

(Amelinha para o C.A. núm 9, em agosto de 1988)

Lembranças

Quero falar de minha avó paterna Maria Emília: lembro-me dela sempre sentada, o olhar perdido.. ou indo à horta, na casa do Ronco.
Não me lembro de sua voz, falava pouco...
Não me lembro de nada que me transmitisse


Minha mãe dizia: “ sua avó é culta, formada, sabe música, sabe desenhar...”
... pra mim só ficou uma apagada lembrança do silêncio.. (ela era deficiente auditiva).

(Norma – Brejão 26/01/89- C.A. 4 - março 1989)

2 comentários:

Joana Ikeda disse...

Linda publicacao!

Fernando disse...

Quando apareço nesta história já não convivi com vovó Emília, mas convivi com história dela, pois todos que a conheceram sempre falaram dela como referência. Devemos sempre rever temas como este para não perdermos a história da família e registrar para os mais novos. Então quem se lembra de causos antigos é bom publicar...