segunda-feira, setembro 27, 2010

Em dilmês puro, a análise da cultura

Conversando com Sérgio Cabral:

“Eu tenho um projeto muito claro para a cultura”, começa a mentir a candidata. “No governo Lula, nós fizemos dois movimentos pra cultura (…). Desse projeto, faz parte o vale-cultura e faz parte também o processo pelo qual nós estamos levando não só bibliotecas, mais cinemas e espaços multimídia para as cidades do Brasil. Porque nós constatamos que houve um processo, viu Sérgio, terrível de redução no Brasil das salas de cinema. Você hoje tem em poucas cidades do Brasil, do interior do Brasil, cidades grandes, médias e pequenas, cê tem sala de cinema”

O laudo é em dilmês castiço e o diagnóstico é correto – só 10% das cidades brasileiras, menos de 500, têm cinemas hoje. Mas a redução no número das salas de cinema é um processo de mais de 30 anos. “Nós” não constatamos coisa nenhuma. E esse quadro desolador atravessou o governo Lula sem nenhum “movimento” em direção oposta. Os novos cinemas que surgiram nos últimos oito anos – e 100% das novas salas estão em novos shopping centers – são iniciativas exclusivas da iniciativa privada.

Os outros foram criados para passar o Lula, filho do Brasil, filme financiado pelo nosso dinheiro, sobre a vida do cefalópode sem plural.

5 comentários:

Bel B disse...

O filme Lula, Filho do Brasil, por sinal um fracasso de bilheteria (faltou vale-cinema), foi a indicação do Brasil, para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, no próximo ano, pode?

Naninha disse...

Bel, e o produtor chama-se Luiz Carlos Barreto?

Soube fracassou também até no segmento da pirataria...

Espero que não me inventem novamente um filme de cunho "heróico", pois já tenho medo de quem será a PROTAGONISTA....

Anete disse...

Para conseguir recursos o povo do cinema faz de tudo....
Cadê os nossos artistas?
Isso que é capitalismo? Funciona assim? Ninguem tem mais ideal?
Acho a vida de Lula interessante, tbém acompanhei a época de
Lech Walesa que foi mecânico e eletricista e depois presidente da Polônia, sempre ficamos felizes quando uma pessoa consegue se superar.
Mas não é um momento oportuno de lançar um filme deste, uma biografia de uma pessoa que ainda está no governo, usando a máquina e o dinheiro da iniciativa privada (que depois vamos devolver dobrado nos esquemas), nós estamos pagando muito caro por este filme. Creio que seria mais ético esperar um pouco.
Bom diretor, bons atores, mas sinceramente ainda não tive coragem de ver....

CB disse...

O filme de Lula deixou escapar um trecho interessante. Lula consegue uma vaga no trabalho e ao voltar para casa, enfia as mãos em uma poça de oleo e limpa no macacão, para simular que o mesmo trabalhou muito.. ou seja, o cara enganou até a mãe..

Alvaro disse...

Lulla achou q o filme faria sucesso como "Os 2 filhos de Francisco" e até usou um título parecido. Só q o sertanejo não era propaganda política. Com a popularidade q ele desfruta, acha q pode tudo e q o povo iria em massa ver o filme, e aí faltaria cinema. Ledo engano! Quem vai a cinema é a "zelite" e esta sabia da intenção dos marqueteiros. A grande mágoa do metalúrgico é que nunca será lembrado como FHC, mas apenas um operário, q pelas circunstâncias, chegou a presidente. E lá, fez o q todo operário faz: foi comandado pela elite do partido (Dirceu, Garcia, Palloci, Meireles etc). É o q dá botar um analfabeto na presidência.