terça-feira, julho 18, 2006

Os Barretos

caravanadaalegria.blogspot.com

Depoimento de Norma

1-Lá pras bandas de Itaquara, numa reunião de feriado prolongado surge a idéia do Retorno da Bandeira, que nos idos de 1988 foi da faz. Brejão para a faz. Itapoan. No aniversario de Quito e Sergio, recebemos Edinho, Anete e Diego, começamos a treinar para a caminhada e decidi participar da caminhada em Abril durante a semana Santa. Foi um incentivo pra começar a andar, fazer hidroginástica sentindo-me bem melhor física e emocionalmente.

Participar da caminhada foi bom, pois saí desta vida cotidiana, valeu o convívio com o grupo e a chegada no Brejão.

2-Em Fevereiro com a visita de Edinho, Anete e Diego, começamos a andar e com a noticia que numa reunião em Itaquara lançou-se a idéia para o Retorno da Bandeira, animei e me candidatei a caminhante embora sem muita determinação, mas, com os treinos comecei a sentir melhoras físicas e emocionais. Nesses 10 anos sem fazer exercício estava bem enferrujada, mas me senti disposta e fiz até hidroginástica para melhorar minha “performance”.

A preparação, as incertezas da organização me tiraram horas de sono, chegamos a conclusão que se ninguém se comprometesse iriam Leri, Edinho, Sergio e Eu com nossas bagagens nas costas solitários. O roteiro foi difícil feito por Sergio e Fabrício, a temporada com muita chuva nos trazia preocupações, mas resolvemos lutar e concretizar esse sonho. Bem depois de muitas conversas, telefonemas, aderências e desistências, sobraram um nº razoável de “caminhantes”, enfrentamos muitas dificuldades para realizar nossos desafios. Leri ofereceu sua F1000 o que foi um alivio, pois o carro que seria alugado oneraria (aumentaria o preço da caminhada) os participantes, depois de arrumar uma enorme bagagem seguimos o nosso destino, foi cansativo, mas curtimos muitos momentos agradáveis, Valeu o esforço. É sempre bom ter contato com pessoas e conviver por alguns dias com os mesmos problemas: muito cansaço, calos nos pés, chuva, sol, mas muitas belezas e contato com pessoas interessantes. Foi um passeio inesquecível.

Valeu, Valeu Demais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Norma

Obs – O 1º é um resumo e o 2º é um mini-depoimento.

A volta da bandeira

(por Leri)

“É medindo-se ante um obstáculo que o homem aprende a se conhecer” – Antoine Sant Exupéry.

“A capacidade de ser feliz é um dom que cada um carrega dentro de si.”- Almir Sater.

Para falar sobre a “VOLTA DA BANDEIRA” ficou difícil porque depois do relatório de Carla, não se tornar repetitivo é impossível.Não sobrou quase nada para quem vem depois dela. Dizem quem chega no poço primeiro bebe água limpa, e Carla usou deste expediente, aliada e sua técnica apurada, senso de observação e narração, fez um trabalho lindo e emocionante,

principalmente para quem viveu aqueles momentos. – Carla, você foi destaque na caminhada e também depois dela.

Quando me propus ir a caminhada, às vezes eu ficava me perguntando: o que é que eu vou fazer lá? Não já andei os primeiros passos? Será que estou disposto mesmo a sair do conforto de minha casa para entrar nessa aventura? Eu conheço tão pouca gente deste grupo. Realmente, e quando cheguei a concentração na fazenda de Califa e Noélia e conheci o grupo, cheguei a seguinte conclusão: é um grupo difuso, heterogêneo, com pessoas tão variadas em idades e origens. Se “PRIMEIROS PASSOS” que era tão unido e coeso teve momentos que se duvidou que chegasse, imagina este. Não comentei com ninguém, mas fiz a minha aposta comigo mesmo: vai até o terceiro ou quarto dia no máximo. Bem, se não terminar vou para a fazenda de Nunça ficar o resto dos dias “comendo água” e jogando baralho. Já no primeiro dia quando Serginho e Anamira se perdem logo na saída e se ficou esperando na beira do rio Angelim, para Valmir encontrar os dois, pensei: “bela arrancada” e quando Bela resolveu “gravar” o seu CD na marra à noite, eu disse: “é hoje, e bem mais cedo do que eu esperava”.

Mas com o passar dos dias o grupo foi se fechando dentro dele mesmo, criando elos fortes de amizade, de solidariedade e principalmente de determinação. Cada dia se acordava mais unido e mais ousado em vencer as etapas que se apresentavam cada dia mais difícil. Minha intenção inicial era caminhar em dias alternados, curtindo os lugares, mas quando vi a trabalheira doida que era ser apoio, fui adiando, e no início do quarto dia, quando caminhava com Carla completando os oito quilômetros que tinha sido percorrido de Toyota, ela foi determinante e direta: “Você já perdeu todos os seus direitos de não caminhar”.Isso me chocou. “Se eu parar será que não vou motivar a parada de mais pessoas?” Serginho, Filipe, Daniela, Carla, Jojó, Engenheiro, etc, a esta altura do caminho para Vila das Graças já estava formando uma corrente que eu achei que era um elo que poderia fazer falta. “Ao diabo com dias alternados; vou até o fim”.

Só que eu não sou o que pensava que era e muito menos o que gostaria de ser: e no final do quinto dia botou tudo em pratos limpos, e bem limpos: a parte emocional e física entrou em pane geral, saldo negativo, parafuso e outras coisas mais e com direito a lágrimas, e foi determinante um dia de férias para recarregar as falidas baterias.

Hoje, descansado, tomado banho e alimentado, posso ate pensar que daria para fazer a sexta etapa; fica ate fácil pensar assim, mas acordar cedo naquele dia, cortar capim com o rosto por quatro horas e depois rasgar vinte km na lama, subindo de uma altitude de 300 mts para quase 1000, acompanhado por apenas três ou quatro caminhantes fugia totalmente dos propósitos da caminhada, então beber a venda de Dona Amália foi uma opção bem mais sensata e um bilhão de vezes mais agradável. Foi um dia excelente que teve de tudo, desde o CD de Bela e Emerson, os litros de Cortezano e “Sabão de Coco”, cerveja e envelhecida correndo solto, o rítimo contagiante de Daniela e ate a dança de capoeira de seu irmão “irresponsável”. – Argolo-Bornai, Dona Amália já deu as caras?

No sétimo dia, mesmo depois da epopéia da F.1000, do stress dos socorros e providências necessárias, caminhar na “rodagem” e em terreno enxuto e plano foi uma moleza comparada com as etapas anteriores e o oitavo dia, 22 km de mais terreno plano em descida, e com a expectativa da festa de chegada, com o nível de álcool adequado nas veias, todos chegaram “avoando” no Brejão e a sensação de missão cumprida era o máximo.

Difícil mesmo foi voltar, e voltar a vida normal, ao pão nosso de cada dia. A vida parecia pegar no tombo, falhar, as coisas pareciam que tinham se modificado junto com seus valores, a deliciosa lembrança da caminhada impregnada na mente, o sono de toda noite sendo invadido, e até por pesadelos: sonhei varias vezes que estava na mata perdido do grupo . Mas ao ver o reflexo desses onze dias, reconheço que foi muito importante em minha vida, talvez os dias mais inesquecíveis.

Só tenho que agradecer àqueles que proporcionaram esses dias:Califa e Noélia com seus costumeiros banquetes e hospitalidade em seu palácio Fazenda Itapoan; Edinho, D. Norma e Noelia no apoio totalmente “desapoiado” de uma estrutura de pessoal mais eficiente (exceção a Valmir que foi um gigante em todos os momentos); a Carla e Anamira que com seu jeito “barulhento” que nos proporcionou uma recarga de bateria tão essencial, em sua fazenda, talvez o dia mais divertido; a Edinho, que presidenciou a caminha de forma incetivadora, firme e serena,; a família Oliveira Matos pela feijoada deliciosa e casa aconchegante onde dormi, fora festa de aniversario, etc (– Filipe, admiração e gratidão eterna pela armação de minha barraca em Água Sumida - Daniela, sem sua alegria a caminhada teria sido fosca!); a família Nunça com o seu apoio pré-caminhada, uma recepção e festa com dois dias de fartura , alegria e carinho. - Nunças, só vocês mesmo!; a Serginho. Bem, esse é um parágrafo à parte.

- Chumbada, você, com a ajuda de Edinho, segurou a caminhada “pela venta”, lutou e esperneou para que ela acontecesse, levantou o roteiro com a ajuda de Fabrício, agüentou e freqüentou todas as nossas reclamações e jamais reclamou de nada. Foi um valente sem dar um ai sequer, planejou, comprou, pediu, promoveu, mas no final teve seu premio com o reconhecimento do evento como de extremo sucesso. Eu não esperava nada diferente de voce, pois você foi pintado com a tinta marca Barreto-Viana, e é por isso que você não desbota nunca.

Destaque especial para Noelia que depois de caminhar aquelas etapas difíceis, ainda achava forças para tomar a frente da cozinha. – Noe, tu tomavas arrebite?, porque eu chegava “adefuntado”.

No final agente fica analisando como se precisa de tão pouco para ser feliz: não se tinha conforto, se dormia mal, as vezes com fome pois se alimentava fora dos horários normais, se estava quase sempre muito cansado e as vezes totalmente esgotado, sempre sujo e fedendo (Carla que o diga de minha camisa amarela), banhos precários, calos nos pés, carros velhos dando trabalho, e a certeza que no próximo dia seria pior ainda. Mas eu duvido que tenha alguém que não repetiria tudo de novo, e com mais prazer ainda. Minhas previsões iniciais sobre o grupo e o desfecho final foram totalmente furadas, felizmente, e hoje estou roxo de saudade de tudo e de todos.

Beijos,

Leri

Concentração

Os anfitriões Elifaz e Noélia já se encontravam na fazenda Itapoã a espera dos convidados. Haviam trazido de Salvador Diego e Heitor, amigo de Anete e providenciado o translado de Lipe que desempenou uma cadeira de ônibus desde Salvador e foi resgatado na Ventania. Duda e Karla aproveitando a melhor oferta do http://www.voegol.com.br/ haviam vindo de São Paulo e foram recepcionados por Arlindo a uma hora da manhã em Porto Seguro.

Após hasteamento solene da bandeira na entrada da sede foi servido um carneiro para os presentes. À tarde Alexon e os funcionários da fazenda garantiram o almoço da Sexta-feira Santa, passando a rede na metade do açude e capturando 8 tambacus de pelo menos 10kg cada um, com testemunhos de Arlindo, Elifaz, Duda, Karla, Lipe e Heitor. Oba! Vai ter muqueca. Achando pouco, Elifaz queria passar a rede na outra metade do açude.

Para alegria dos fazendeiros e apreensão dos viajantes, começou a chover. Depois de muita espera, chegaram Leri e Edinho vindos de Itaquara na F1000 de Leri, já prestando socorro a Sergio, Norma, Joana, Ana, Lucas, Alan, Emerson e Bela, vítimas do gol vermelho no primeiro obstáculo da caminhada.

A chuva continuava e ainda faltava Eliu, Noelia, Dani e Anamira. Lipe, embora confiante na habilidade do motorista, se preparava para o resgate com a 4x4 de Califa. Eis que surge o fiesta saltitante de Eliu. Alexon, veio com a difícil missão de representar Isabel e para começar em alto nível a missão que lhe foi incumbida, já chegou andando vindo da Gameleira.

As bagagens começaram a ser retiradas do carro de Leri e notou-se que muita coisa estava molhada. As roupas foram espalhadas para todos os lados e instantaneamente começou o inventário dos itens especiais trazidos para caminhada.

Bela trouxe um tamborete com couro molhado, Sergio apresentou uma cueca anti-assadura, refrigerada, de última geração o que instigou Lipe a mostrar seu arsenal. Cueca similar a de Sergio, porém de cor personalizada. Mochila ergonômica com apoio toraco-lombar, 17 correias de regulagem, 12 compartimentos individualizados, capa protetora contra tempestades, relâmpagos e para-raio, mesa cirúrgica compacta, enfim tudo para melhorar o desempenho do atleta. Para garantir a integridade física do amado, Naninha preparou uma maleta de remédios que Lipe orgulhosamente mostrou seu conteúdo. Esta apresentava aspirina, anador, AAS, dipirona, paracetamol genérico, band-aid, chá de seni, apracur, hipoglos, pasta d`água vencida, tira calo, vasilina, viagra (foi vetado), soro anti-ofídico, vacinas contra dengue, gripe aviária, aftosa, febre amarela entre outras coisas. Daniela diante de tanto aparato quase desistiu de caminhar. Ela só dizia:”Meus Deus! Eu não trouxe nada disso!”

Ao final da noite todos se reuniram para distribuição das camisas. Serginho, um dos responsáveis pelo roteiro abriu a agenda e começou a recalcular as distâncias a serem percorridas. Vale ressaltar que Fabrício, também responsável pelo roteiro, estava ausente, e no meio da caminhada descobrimos o possível motivo.

Eis que surgem os improvisos: Eliu chamou a atenção para as diferentes vegetações que iríamos encontrar e nomeou Heitor como etólogo, fitólogo, topógrafo e escriba da expedição, o que lhe rendeu o apelido de Pero. Edinho proferiu sobre as dificuldades a serem vencidas, exaltou o espírito de grupo e assim se completou a diretoria do evento, sendo eleito presidente: Edinho, vice-presidente: Edinho, presidente do apoio: Edinho, suplente do presidente de apoio: Edinho, secretário geral: Edinho eleito por concordância muda de todos os presentes. Uma vez que os cargos de tesoureiro: Sergio, diretor do roteiro: Sergio e Guardião da agenda: Sergio já haviam sido assumidos por Sergio.

Esclarecidas todas as dúvidas sobre a dinâmica da caminhada, todos os andarilhos se recolheram aos seus aposentos e foram dormir com a sensação que os próximos dias seriam inesquecíveis.

Sexta-feira dia 14/04/06

A Largada

Os caminhantes mais experientes acordaram bem cedo e já começam os preparativos. Lipe, Dani, Karla, Jojo, Aninha, Lucas e Diego acordaram atordoados e de cara percebeu-se que acordar tão cedo iria ser difícil!

Durante o café da manhã o clima era de otimismo, exceto é claro por Califa que caminhava de um lado para o outro dizendo a cada andarilho sobre os perigos do caminho, a chuva, os atoleiros, os bois bravos das fazendas, o saci, a cuca e principalmente deixava bem claro que não iria resgatar ninguém, pois ele também tinha medo da cuca!

Após vestirem as camisas, todos se reuniram para registrar o momento histórico. Flashes disparavam de todos os lados e após as despedidas e autógrafos, as celebridades seguiram os caminhos da aventura.

Realmente tinha muita lama, mas nada que as sandálias e tênis 4x4 turbinados não resolvessem. Seguiam todos animados, quando Norma, mãe zelosa, sente a falta de Sergio e Anamira. Todos ficam preocupados, pois Serginho é o roteirista do grupo. Valmir volta para procurá-los e os encontra sentados perto do curral de Califa. Oficialmente, Serginho alegou que se perdeu e como estava perto da sede resolveu voltar. Mas as suspeitas do grupo são que ao ver Emerson com a seu peixeira estrategicamente amarrada na cintura Serginho se deu conta do risco que corria ao ter traçado no GPS, em linha reta tal roteiro, então resolveu pegar a amada e deixar os demais familiares à mercê de um cangaceiro em potencial.

Após algumas horas de caminhada, os grupos se definem de acordo com o desempenho de cada um. Alexon sai em disparada e após longa caminhada sozinho volta para percorrer o percurso novamente em nome de Isabel e aproveita para vê como está o resto do grupo. Norma, Noelia, Sergio, Anamira, Aninha, Joana, Karla e Valmir formam o grupo da retaguarda que após longas pausas para descansar chegam na Fazenda de Henrique e se hospedam na casa do vaqueiro, este se quer oferece um cafezinho. Anamira desiste logo, então Sergio sai a procura do carro de apoio. Ele encontra com os demais andarilhos e regasta Lucas e Diego que ao sol do meio dia se recusam a subir mais ladeiras. Enquanto isso, os andarilhos adiantam a trilha e os hospedes de Henrique continuam lá a espera de Sergio que volta para continuar a caminhada do mesmo ponto que parou e os tem como testemunha.

O acampamento é montado na Fazenda ________.Edinho, nosso presidente, recepciona a todos com fogos de artifício e muita satisfação. Alguns participantes do evento estão bastante cansados, porém todos estão felizes por terem cumprido a primeira etapa. Após o banho frio, todos se encaminhavam ao consultório de Dr. Olecram, que foi muito bem recomendado por Dr. Sholl (Charles) da Clínica de Recuperação de Pés Lenhados.

A muqueca feita por Noélia estava uma delícia! Após o almoço-jantar, a reunião foi convocada por Edinho, nosso presidente e Sergio, guardião da agenda. Este último ratificou que a agenda sabia o percurso a ser percorrido no dia seguinte e foi feito um balanço do primeiro dia de caminhada: foi sugerido um sincronismo para atuação das motos de apoio e gol vermelho.

Ao fim da reunião, duas barracas foram armadas e os demais caminhantes resolveram dormir ao ar livre. Às 20:30 soa o toque de recolher e quase todos obedecem, porém no meio da madrugada, lá pelas 23 horas, surgi do anonimato um popstar. Bela resolve apresentar os seus dotes artísticos e de posse do seu tamborete acústico inicia a gravação de um CD ao vivo e exige a participação da platéia. Depois de restabelecida a ordem, Lipe e Dani resolvem armar a barraca com o intuito de preservar o resto do sono e até que enfim lá pelas 3 horas da manhã todos os integrantes dormem tranqüilamente.

Sábado dia 15/04/06

Rumo a Água sumida

Antes do raiar do sol, os caminhantes já estavam de pé. Café reforçado com pão amassado, leite, ovos mexidos, banana cozida. A pauta do café da manhã foi sem dúvida a serenata apresentada por Bela, que por acaso continuava a dormir mesmo depois de todos fazerem questão de passar por ele e fazer algum barulho perto.

Noélia, Norma e Valmir resolveram sair mais cedo para andar mais tempo com o sol baixo. Outra tática desenvolvida por Noélia foi levar um lanchinho na mochila de Norma, um suculento pão com requeijão, pois ela não acreditava na eficiência das motos de apoio. Prematuramente, Noélia resolve degustar o seu lanchinho, alegando que estava em jejum. E foi procurá-lo na mochila de Norma, o pânico tomou conta das duas quando não encontrou o lanchinho onde foi visto pela última vez. Ao perceber que um lanchinho em defesa poderia ter sido seqüestrado e estar em mãos nem um pouco amistosas resolveram instaurar uma CPI. Fizeram uma recaptulação dos fatos e apresentaram 3 suspeitos: Norma, que havia carregado a mochila nas costas durante todo o percurso; Karla que abriu a mochila a procura de um filtro solar e Valmir que vinha acompanhando todos os passos de Norma e poderia em algum momento de deslize ter raptado o sanduba indefesa Noelia inconformada e em jejum teve que esperar a moto de apoio que chegou com a brilhante notícias que o lanchinho foi encontrado com vida, sem escoriações ou mordidas juntamente com o guarda-chuva e sol de Norma e após um reencontro emocionante Noelia pode finalmente se deliciar com o lanchinho e inconscientemente prestar uma homenagem a sua filha Ivana, que se estivesse presente com certeza faria parte dessa emocionante história.

Numa das paradas para descansar, encontramos uma mãe com a filha e a neta, que gentilmente nos ofereceu, água, café e uma branquinha. E ganha uma camisa da caminhada como forma de agradecimento.

E assim os caminhantes seguiam para o seu destino, alguns pegaram carona no meio do caminho, mas a maioria permanecia firma no objetivo de chegar ao Brejão andando. Entre eles Lipe, que seguia marchando com a sua inseparável mochila nas costas, e quando alguém perguntava como ele estava a resposta era sempre a mesma: “Estou ótimo! Essa mochila é um espetáculo.” Alexon se cansou de ir na frente e foi acompanhando Karla e Joana. Sergio vinha junto com Leri, Dani e Heitor; Emerson, Alan e Bela iam na frente com ampla vantagem em relação aos demais, Noélia seguia com Valmir que carregava a água. As motos de apoio serviam água, frutas, doces e cachaça para galera. Leri admirado observou que durante esse trecho foi um “motismo” só e as paradas foram excessivas. Porém uma coisa incomodava a todos, os 25 km marcados pela agenda de Sergio pareciam não chegar nunca.

Na estrada de Itaramtin, entre as subidas e descidas apareceu Califa com Noélia Matos , Eliu e Vangri, esta saltou do carro, vestiu uma camisa verde e animadíssima começou a caminhar juntamente com Noélia e Valmir.

Depois do meio dia, sol a pino os caminhantes avistaram Itarantim. A alegria foi geral! Porém sobe morro e desce morro e nada da cidade chegar. As motos vão para o acampamento e os caminhantes passo a passo continuam a jornada, agora sem água ou comida. Sergio, sem a posse da agenda, fica desnorteada. O desgaste é intenso! Lipe segui em frente e encontra um rio, e quando o restante do grupo formado por Karla, Joana, Leri, Dani, Heitor e Sergio passam por ele, ninguém resiste e todos vão atrás. Vem a notícia que Noélia, Vangri e Valmir estão parados na estrada e Alexon, o único com força suficiente para correr até o acampamento, se abstem do banho, e vai ao pedido de apoio. Mas para alegria geral, alguns minutos depois Noelia, Valmir e Vangri aparecem e tomam o merecido banho de rio. Heitor, a princípio não queria se molhar, então Lipe e sua mochila mágica entram em ação e eis que surge uma sunga para Heitor que se junta a todos no banho de rio. Seguindo o caminho e continuando com o propósito de não se molhar, Heitor se depara com outro trecho de rio e assim surge o jargão: “Porra!!!! Assim não tem mais graça.”

Todos os problemas resolvidos, a galera vai ao encontro dos outros no segundo acampamento. Era um lugar maravilhoso, com cachoeira e uma boa pousada. O bar foi rapidamente bebido e em frente a ele se via era um palco enorme. “É hoje que Bela vai gravar um DVD”, ouvia-se alguém dizendo. A caminhada havia sido difícil e o consultório de Dr. Olecram estava temporariamente fechado.

O prato do dia foi bacalhoada, com bacalhau especialmente trazido por Alan para o evento. Vangri continuava só empolgação.

Edinho, à frente do apoio, resolvia onde iria montar as barracas. Lipe e Dani não quiseram passar outra noite mal dormida, então trataram logo de montar a barraca, e também ajudaram Leri no mesmo evento. Destaca-se aqui a barraca trazida pelo trio Alan, Bela e Emerson, uma barraca de última geração com quartos individuais, ar condicionado, cozinha, varanda e banheiro, ou seja, um show de barraca, seria montada pela primeira vez. Um show a parte também foi para armá-la. Sergio dizia que não levariam menos de 2 horas, foi quando Edinho chegou para ajudar a galera e bateu o recorde mundial em armação de barraca, exatamente 60 minutos cronometrados e vistoriado de longe por Sergio, afinal este temia chegar mais perto e ser requisitado para tal função.

A chuva, que vinha acompanhando os caminhantes desde o início reapareceu e causou certo transtorno, molhou o que restava de roupa seca e o acampamento virou um varal gigantesco elaborado por Edinho para socorrer as vítimas.

Elifaz, Eliu, Noélia Matos se despediram do grupo juntamente com Vangri, que queria se integrar à volta da bandeira de qualquer jeito, porém ela foi vencida pelos argumentos que sem roupa, barraca, sapatos adequados ou autorização do marido era inviável a sua permanência no grupo.

Uma reunião rápida foi feita para definir o percurso do dia seguinte e sem maiores repercussões todos foram dormir, inclusive Bela, o popstar, que a princípio não havia dado credibilidade a caminhada e acreditava que seria só uma desculpa para fazer farra. Mas vencido por dois dias de trechos longos, uma ressaca mal curada e outra por vir resolveu remarcar a gravação do CD para outro dia.

Domingo dia 16/04/06

O desafio continua

No domingo, todos os caminhantes sairam juntos, menos Alan, Bela e Emerson que por fazerem parte do pelotão de elite resolvem sair mais tarde. O grupo, sob orientação de Leri, resolve andar 50 minutos e descansar 10 minutos, e logo na primeira parada é ultrapassado por Alan e companhia.

Lipe apresentava o noticiário local com participação de Mário Kertz. E de hora em hora todos os andarilhos ouviam: “Jornal da primeira hora, hoje com Mário Kertz.”, este sempre vinha com as últimas resenhas. Heitor virou figurinha fácil do jornal e acabou se tornando garoto propaganda. Pois portava uma meia dos Simpsons nota 10, harmonia 10, fantasia 10, verdadeiramente um Clovis Bornai.

A caminhada se tornou uma trilha e os andarilhos passaram por belos vales verdes embalados pelo barulho de rios e cachoeiras. A lama tomou conta da estrada que ficou cada vez mais difícil de transitar. Dessa vez não contavamos com a ajuda das motos de apoio e os cavalos vindos da Fazenda Mangerona ainda não havia chegado. Houve trechos em que a cerca de arame farpado foi o único apoio aos caminhantes. A lama era tanta que certa hora chegou até os aventureiros o relato do atolamento de Noélia, cena presenciada apenas por Valmir.

Os andarilhos foram surpreendidos com a visita inesperada de Eliezer, que realizou o percurso juntamente com a turma, porém, por apresentar melhor condicionamento físico e estar descansado passou a comandar o pelotão de elite. Alexon continuou apoiando os caminhantes mais despreparados e a onda do momento foi subir a ladeira de trenzinho. Karla, Dani e Joana adoraram a novidade e até Leri entrou na dança.

Por onde passavam os caminhantes chamavam a atenção, e a interação com os moradores acontecia espontaneamente. Em um desses encontros, conhecemos uma figura polêmica e com certeza, neste momento da história várias versões serão contadas. A primeira delas é que em frente a uma ladeira bastante inclinada e escorregadia devido às chuvas recentes um transeunte da região avisa a todos que passam para ter cuidado pois “Gado não subeia”, ou seja, nem gado consegue subir a ladeira. Há quem diga que ele dizia: “Gato não assubia”. Outros não levaram em consideração o diálogo e seguiram seu caminho.

Eliezer, Alan, Emerson e Bela foram os primeiros a chegar no destino. A caminhada do dia se encerraria oficialmente na fazenda de _______, porém Sergio não conseguiu falar com o proprietário previamente e o vaqueiro não autorizou a pousada do grupo. Então eles foram para o Bar Esperança, local onde o acampamento foi montado.

O restante do grupo chegou mais tarde e ficou esperando numa ponte, que se localizava enfrente a sede da fazenda, foram resgatados por Eliezer na sua Toyota e levados ao acampamento, 8 km a frente.

O bar se localizava em frente a uma pista de vaquejada e além disso possuía banheiros com chuveiro e porta, mesa de sinuca e dominó e cerveja gelada à vontade.

O consultório de Dr. Olecram reabriu as suas portas e os pés bastante sofridos foram carinhosamente tratados.

Anamira, que saiu do grupo de caminhantes e passou a ser apoio, foi pra fazenda Mangerona esperar a galera e de quebra levou uma trouxa de roupas molhadas para serem lavadas.

O cardápio do dia apresentou como prato principal macarrão ao molho de ketchup, bastante queijo ralado e bacalhau do dia anterior. Com muita fome todos comeram e foram se divertir. Houve quem dançasse forró, outros jogaram dominó e sinuca e alguns aproveitaram para colocar ordem nas bagagens.

A reunião diária foi convocada em caráter de urgência. Sergio arquitetou um plano e queira compartilhar com todos a sua idéia e coloca-la em votação. Ele propôs ao grupo realizar o percurso dos dois próximos dias em um só e ter um dia de feriado na fazenda Mangerona. Porém ele não contava com a determinação de Lipe em cumprir o planejado e realmente andar os 200km sem deixar nenhum trecho para trás. Lipe alegou que se ele não voltasse para andar os 8km que foi feito de Toyota, a caminhada estaria arruinada e ele psicologicamente abalado. E após a discussão dos fatos ficou determinado que a caminhada seguiria seu curso natural, sem cortar etapas. Quem quisesse voltaria os 8 km e o restante ficaria esperando para integrar o grupo.

Segunda-feira dia 17/04/06

A volta dos 8km

Lipe com seu discurso inflamado conseguiu angariar adeptos para a volta dos 8km. Karla, Sergio, Bela, Leri e Alexon voltaram juntamente com ele ao ponto de chegada do dia anterior e começaram a bater perna. Alan, que na noite anterior alegou não apresentar traumas e frustrações por pular esse trecho da caminhada, permaneceu no acampamento junto com os demais a espera dos 6 guerreiros mão de vaca que contaram quilometro a quilometro.

Tendo sempre em vista o objetivo de representar Isabel, Alexon dispara na frente e chega ao acampamento em tempo recorde. E volta pra encontrar a galera no meio do caminho, desta vez de cavalo acompanhado por Joana, Lucas e Diego.

Todos se reuniram para registrar o momento, se despediram do apoio e seguiram rumo a Vila das Graças, um distrito de Macarani. Nesse dia de caminhada contavamos com o apoio dos cavalos trazidos por Íris e Domingos. Os mais novos se animaram para acompanhar os andarilhos, Diego e Lucas cavalgaram de um lado para o outro. Aninha, muito determinada, resolveu ir andando e cumpriu essa etapa da caminhada com louvor.

Como Sergio era o único andarilho que sabia o roteiro, o grupo andou sempre junto. Foram realizadas paradas estratégicas para descansar, se refrescar e é claro beber água dura. Como costume adquirido, uma venda encontrada no meio do caminho foi visitada e totalmente bebida. Os energéticos rolavam solto, Serginho veio com Gatorade, Alexon com guaraná em pó e Alan partiu pro Red Bull.

Serginho, ao passar pela trilha, se gabava dos lugares nos quais ele e Fabrício haviam passado de moto, derrapado e principalmente a região em que ele se sentiu um verdadeiro bandeirante, abrindo caminhos. Leri e Lipe não se conformavam com a distância estimada por Sergio, parecia que 1km medido no GPS representava 10 percorrido pelos andarilhos e a credibilidade do roteirista cada vez mais vinha por água a baixo, porém a agenda continuava a ser o grande sustentáculo do roteiro.

Já próximo a Vila das Graças, os andarilhos abatidos e exaustos após longo trecho de esforços extenuantes começam a ver miragens. Eis que surge um campo de futebol inclusive com traves de gol e um time em formação a espera de adversários dignos de um BAxVI. O time? Era composto por um marruás e várias vacas nelores. Os andarilhos humildemente deixam o campo e perdem por WO.

Mais a frente, encontraram uma cachoeira convidativa, ninguém resistiu e todos foram tomar banho. Alguns se arrependeram depois, mas como diz o velho ditado: “O que não mata, engorda”. Heitor foi um show a parte, utilizando todo o seu lado lúdico descobre um tobogã que virou a alegria da moçada.

A comitiva tomou a cidade vestidos com camisas verdes, desfilando a pé e de cavalo. Percebiam os olhares curiosos da população e vinha a grande interrogação que os cercavam: será que são sem terra??? Mas o sem-terra não usa camisa vermelha??? IH! É um bando de cigano??? Quem são esses forasteiros? Com as dúvidas devidamente esclarecidas, foram rumo ao acampamento mais inusitado da temporada. Barracas espalhadas pelo coreto da vila, no meio do mercado e também na casa de farinha.

Norma e Noelia, relembrando Noélia Q da caminhada passada, conseguiu banho quente para as mulheres e crianças e é claro Serginho foi incluído na seleção. O consultório de Dr. Olecram abriu as suas portas no meio da rua, a luz de um poste público e rodeado pelos andarilhos ele seguia sua árdua missão de cuidar dos pés, calos, unhas encravadas e o que mais aparecesse pela frente. E como cidadão macaraniense que é, quando questionado sobre tamanha liberdade, sempre respondia: “Estou em casa”.

A receptividade do povo da vila chamou a atenção dos caminhantes. Cida, a dona da casa que tomamos banho, foi responsável por um dos momentos mais marcantes dessa história. Sergio estava desesperado! As meias limpas haviam acabado e ele corria o risco de abandonar a caminhada por problemas técnicos. Karla ao conversar com Cida descobriu que ela é proprietária de uma lojinha de roupas na cidade e resolveu comprar meias novas. Mas Cida tinha apenas 1 par de meias soquetes e então começa o drama. Reviraram toda a loja a procura de meias maiores que servissem em Sergio. De nada adiantou, realmente o estoque de Cida havia acabado. Sergio se esvaia em lágrimas a espera de uma resposta, Cida, vendo o desespero de Sergio, se sensibiliza e surge com um solução....Ela prontamente pegou o saco de meias usadas do marido e gentilmente cedeu um par delas a Sergio, que totalmente emocionado com o gesto agradeceu copiosamente.

Após restabelecida a ordem e todos os caminhantes acomodados e bem alimentados com uma feijoada feita por Noélia e Norma a pedidos de Leri que queria comer comida de verdade, foi realizada a reunião do dia. Dani numa avaliação do trajeto percorrido achou que Sergio estava avariado ao propor a junção de dois dias de caminhada. A agenda, através de seu guardião e porta-voz (Sergio), alertou que o dia seguinte começaria com uma subida de 2 km e que o trajeto seria o mais difícil. Assim, alguns caminhantes foram beber as vendas da vila para desestressar enquanto os demais foram dormir. Encerrando mais um dia de caminhada.

Terça-feira dia 18/04/06

Entre o céu e o inferno

Acordar cedo já tinha se tornado uma rotina para os caminhantes e a cada dia os limites eram superados. A tensão do dia que estava por vir já era percebido nos rostos dos andarilhos, afinal a subida a ser superada estava diante deles e não tinha outra opção a não ser enfrenta-la. Leri, Dani, Lipe, Joana, Sergio, Valmir e Alexon saem na frente rumo a superação desconhecida. Karla, no limite da sua dor e ao mesmo tempo na ânsia de completar o percurso resolve ir a cavalo com Ires e Domingos. Emerson e Bela saem mais tarde. O trio é desfalcado por Alan, que teve febre durante toda a noite e resolveu por medida de segurança não caminhar e acompanhar o grupo de apoio. Heitor, ciente de seu limite também resolve fazer o mesmo e juntamente com Edinho, Norma, Noélia, Aninha, Lucas e Diego seguem rumo a Fazenda Mangerona.

A vista do alto da montanha é maravilhosa, parece que o céu não é o limite. De lá é possível ver toda a vila, a pastagem em volta e uma imensidão de montanhas, vales e rios. O apoio foi feito pelos cavalos que carregavam água, comida, bebida e em algumas subidas os andarilhos presos em seus rabos, coitado dos cavalos! A região era rica em frutas, tangerinas colhidas ao pé alimentavam os caminhantes, na beira do rio. Um coqueiro chamou a atenção de todos que passavam por lá. Ele possuía um caule que se bifurcava em duas copas, ambas produtoras de coco.

Em certo ponto do trajeto o grupo se dividiu. Karla e Joana seguiram a cavalo guiadas por Ires, vaqueiro de Sergio, enquanto os outros seriam guiados pela agenda. Emerson e Bela, pouco contentes com o percurso que iriam enfrentar resolveram se desgarrar do grupo e fazer uma coisa diferente: foram atrás das pegadas dos cavalos de Karla, Joana e Ires e seguiram mata adentro mesmo sendo avisados que por tal caminho só se passava a cavalo.

As dificuldades enfrentadas por todos foram enormes. Subidas e descidas intermináveis mediadas por belas paisagens que a essa altura do campeonato não eram mais apreciadas pelos andarilhos e como dizia Heitor já havia perdido a graça.

Emerson e Bela estavam indo bem, descolaram cafezinho, almoço e até queijo fresco no caminho e com bom senso de direção sabiam o rumo que teriam que tomar. Porém em uma reunião de última hora, o grupo composto por Dani, Lipe, Leri, Alexon e Sergio, o guardião da agenda, achou melhor enviar Domingos, também vaqueiro de Sergio, para ir atrás das duas ovelhas desgarradas e acompanha-los até a fazenda.

Karla e Joana são as primeiras a chegar na Fazenda Mangerona, recebidas com foguetes soltados por Edinho. Algum tempo depois chegam Bela e Emerson, que totalmente desgastados pouco comemoram. E todos ficam a espera do resto do grupo. A noite cai e a tensão aumenta, para alívio dos colegas, chegaram as notícias enviadas pelas motos de apoio que eles já despontavam na estrada e às 19 horas, após pouco mais de 13 horas de caminhada chegaram os demais andarilhos ao acampamento. Emocionados, .eles foram recebidos pelos presentes e os que conseguiam falar, monossilabicamente narravam a aventura do dia.

Uma reunião em caráter de emergência urgentíssima é convocada por nosso presidente e pessoa mais sensata da comitiva que decreta feriado nacional no dia seguinte (quarta-feira). Ele ressalta, é claro que como vivemos num país democrático, havia a possibilidade desse feriado se tornar ponto facultativo, porém diante das circunstâncias a opção coletiva foi realmente acatar o feriado.

Assim, Anamira receberia seus convidados mais calmamente pelos próximos dois dias. O cardápio foi composto pela comida que Leri mais gostava, um genuíno prato de feijoada e para dengo da filhinha andarilha, não poderia faltar vatapá, comida tipicamente baiana e que Karla sempre pede quando vem pra casa. Se vatapá combina com feijoada, aí é outro caso.

Quarta-feira dia 19/04/06

Feriado, dia do ......do que mesmo?

Sem a obrigação de acordar às 4 horas da manhã, todos os andarilhos dormem até mais tarde. A diversão da vez é montar no boi búfalo e um a um surgem os candidatos a peão. Até que vira uma suruba só e quatro homens sobem de vez no pobre animal, que agüenta firmemente.

Sergio lança um desafio, quem acertar o peso do búfalo ganhará um premio surpresa. Os fazendeiros, esposas de fazendeiros e peões da fazenda dão os seus lances e timidamente Heitor diz o seu palpite. Prontamente o animal é pesado e para surpresa de todos inclusive do próprio Heitor ele sozinho acerta na mega sena acumulada de verão e leva pra casa uma valiosa lima como recompensa.

No meio da manhã chegou o momento de beber a venda mais famosa da região, conhecida como Venda de Amália então, Leri, Dani, Karla, Lipe, Sergio, Alan, Alexon, Bela, Emerson, Heitor partem rumo ao desafio do dia, acompanhados pelo tamborete agústico de Bela que havia sido temporariamente reativado.

Chegando ao estabelecimento, os caminhantes de posse de um copo de cerveja e acompanhados pelo batuque de Bela relembram as histórias até então vividas. Heitor totalmente a vontade senta no balcão de Amália e começa a escrever suas memórias, lista todos os apelidos recebidos (Engenheiro, Reitor, Pastor, Pero, Clovis Bornai, entre outros). A interação rola solta, quando para surpresa dos presentes Amália olha fixamente nos olhos de Heitor e com voz firme, porém bastante sensual pede o seu endereço de Salvador e eis que surge o Dom Juan do grupo. Nosso colega prontamente escreve o endereço no caderninho da donzela e fica a espera da tal visita. “Ai Maria Alice!”- Gritava Leri.

Após consumir toda a cerveja gelada da venda, secar o barril de cachaça, as garrafas de catuaba selvagem e demais bebidas, os andarilhos de recesso resolvem ir embora, Leri sai abraçado com o genérico do Martine, Alexon com uma batida de coco e Heitor se despede saudosamente de sua fã.

Bela finalmente consegue gravar o seu CD, com repertório variado e bem eclético o seu lema é tocar de tudo. Surge a música tema da caminhada: “e agora, que faço eu da vida sem você?.....você não me ensinou a te esquecer..... e assim vai”. O sambão continuou na fazenda.

E grandes talentos eclodiram do anonimato. Os irmãos Matos deram um show: Dani se mostrou uma ótima cantora, com afinação perfeita era quem mais sabia as letras das músicas e ao puxarem capoeira la...ra...ra....Lipe não deixou por menos, seguindo uma velha tradição de família que começou com Eliú, aluno de mestre Bimba, jogou capoeira no meio da roda. Golpes básicos da capoeira foi pouco para o nosso herói, como os pés estavam doloridos e desgastados, ele resolveu usar a cabeça e criou um golpe indescritível, que quem sabe mais tarde terá seu nome em homenagem assim como o duplo twiste carpado de Daiane dos Santos, todo o evento foi fotografado pelas lentes atentas de Alexon.

Um outro acontecimento histórico ocorrido neste dia, foi a descoberta da verdadeira identidade de um dos nossos heróis. Assim como Super-homem, Homem-aranha e Batman, o secredo do protetor dos pés judiados, o nosso querido Dr. Olecram, foi descoberto por alguns membros do grupo e a sua verdadeira identidade revelada a todos. Mas para sucesso da expedição, garantimos ao Dr. que ela se manteria secreta desde que ele não deixasse sua cuecas expostas nos varais dos acampamentos.

Um outro colega de caminhada, que quis fazer parte dos grandes talentos do dia, aprontou a cena mais inusitada da temporada. Com o teor alcoólico elevado, devidamente comprovado pelo teste do bafômetro, Emerson resolveu deitar no batente da varanda, que media cerca de 20 cm de comprimento e tirar um cochilo. Diz a lenda, que o sono de Emerson foi perturbado por uma queda de cerca de 1,5 metros e segundo relatos da vitima o acidente foi tão rápido que quando ele acordou já estava sentada no chão a espera de alguém para lhe explicar o que havia ocorrido. Sem nenhuma lesão mais grave, a vitima acusou Norma que pela força do pensamento o derrubou do batente. Será?

Após um dia voltado para a integração do grupo, a reunião noturna foi realizada e traçada as estratégias do dia seguinte. A agenda sugere que todos os andarilhos peguem uma carona até Mata Verde, pois o tempo chuvoso dificulta a caminhada e as subidas são muito grandes, sairiam de uma altitude de cerca de 300m para próximo a 1000m. E isso é subida que não acaba mais. Todos vão dormir para enfrentar o dia seguinte.

Quinta-feira dia 20/04/06

O dia do verdadeiro atolamento e aniversário de Aninha

A velha rotina de acordar cedo, tomar café da manhã reforçado, esparadrapar os pés e começar a andar foi modificada. Dessa vez os andarilhos iriam de F1000 e no gol vermelho até Mata Verde e aí sim completariam o percurso a pé até a fazenda________ de propriedade de Eliu e Noélia Matos. Estavam dispostos a cumprir essa etapa: Noélia, Norma, Heitor, Diego, Lucas, Joana, Karla, Alexon, Leir, Dani, Lipe, Emerson, Bela, Sergio, Valmir. Alan já havia melhorado da febre e iria se juntar ao grupo novamente e Aninha, apesar de estar febril queria comemorar o seu aniversário em alto estilo e ir também. Anamira e Edinho ficaram na fazenda Mangerona para desfazer o acampamento e ir direto para casa de Eliu e Noélia.

Na estrada havia muita lama e o gol vermelho dava sinais de que seria eliminado na primeira grande ladeira. E como esperado foi isso que aconteceu....o gol vermelho abortou a sua missão e foi mandado de volta pra casa mais cedo. Como conseqüência, Karla Aninha, Heitor e Djalma subiram uma ladeira enorme a pé.

Agora todos na F1000, seguiam rumo a Mata Verde. As ladeiras eram imensas! E o sereno da madrugada ainda era percebido. O pavor tomou conta de Heitor, que rezava copiosamente. E a aventura só estava começando. A F1000 subia as ladeiras deslizando entre a lama. A primeira parada foi só festa pra galera, a maior parte do grupo era composta por homens no auge do seu vigor físico que prontamente se puseram a empurrar o carro. As mulheres e crianças foram deixadas no caso para fazer contra-peso. Da segunda parada em diante já havia perdido a graça para Heitor e para muita gente também. Bela, que esperava encontrar uma onça, deu um pulo de 2 metros de altura e quase rolava despenhadeiro abaixo por causa de um indefeso escorpião que transitava em meio à terra que os andarilhos cavoucavam em vão, na ânsia de conseguir que o carro subisse a ladeira. Daniela ao tentar avisar Bela perdeu a fala e só dizia: “Oh! Oh!....oh ....? Além da fala Dani também perdera o sangue no rosto e a palidez tomava conta da sua face, já a meninada estava adorando. O maior desafio a ser cumprido nesta fase da caminhada, de carro, foi a uma ladeira gigantesca. Era impressionante!!! Muito alta e bastante inclinada, além é claro de estar recheada de lama. Ela só foi vencida na terceira tentativa. Dani, Karla, Sergio, Lucas e Joana ficaram em cima da carroceria. Segundo Karla, a subida foi mais emocionante que a montanha russa do Hopi-hari.

Para marcar o local de tamanha aventura foi plantado um pé de eucalipto. Valmir, muito eficiente foi até a casa perto de onde estávamos e arranjou uma enxada para ajudar a remover a terra. Sergio, sob orientação da agenda teve a idéia de comprá-la, mas o morador foi irredutível e não aceitou a bagatela que Sergio lhe oferecera. Sem a posse da enxada mais com muita força de vontade dos colegas a aventura seguiu até próximo de Mata Verde. Neste momento a F1000 cansou da brincadeira e resolver fazer greve.

Assim, os andarilhos começaram a caminhar antes do previsto e já chegaram à cidade chamando à atenção. Leri conseguiu a ajuda de um trator para rebocar o carro até a oficina e providenciar o conserto. Eliu e Noélia Matos já estavam na cidade e o fiesta saltitante foi fazer o papel do apoio. Eliezer foi acionado e solicitado o resgate do nosso presidente, Edinho e de Anamira na fazenda Mangerona.

Após longo trecho de espera nos lugares prediletos da cidade, a padaria e o buteco, seguiram caminhando: Sergio, Leri, Noélia, Valmir, Karla e Alexon rumo ao próximo acampamento. Karla desfilava uma sandália ultra moderna com meias propositalmente furadas no dedão do pé e reatas de esparadrapos, desenvolvidas depois de anos de experimentos nos laboratórios da NASA e testadas pela primeira vez neste dia. O desempenho da atleta foi consideravelmente melhor e juntamente com Alexon compuseram a dupla de elite.

Lipe proporcional um apoio de alto nível com direito a pãozinho feito especialmente por Noélia Matos, que esperava ansiosamente a chegada do grupo em sua casa. Os anfitriões prepararam uma recepção especial com direito a festa surpresa pra Aninha. Edinho e Anamira só chegaram ao acampamento depois das 23 horas e por conta da falta da bagagem, muitos andarilhos dormiram sem tomar banho. A solidariedade mais uma vez reinou no grupo e os agasalhos, lençóis roupas e até escova de dente foram divididos irmãmente. O ponto mais disputado na casa foi a cozinha que continha um fogão a lenha, deu trabalho pra desgrudar Emerson e Bela do local. Seu Inocêncio e Marcos ansiosos para reencontrar a família vieram do Brejão e se juntaram ao grupo.

A última reunião foi convocada por Serginho, pois o nosso líder ainda estava em transito. Há essa altura a agenda de Serginho havia sido abandonada, no entanto as informações da distância entre a fazenda de Eliu e o Brejão ainda eram controversas. Houve quem dissesse que eram 18km até Divisópolis e depois mais 18km até o Brejão totalizando 36km. Mais as últimas informações foram que o trecho havia se alongado e agora eram 42km. De onde vinha tanto quilômetro era uma incógnita. E os caminhantes só iriam realmente saber o que lhes esperavam no dia seguinte.

Todos foram dormir contentes com a proximidade do fim do desafio.

Sexta-feira dia 21/04/06

O grande final

Afinal, chegou o grande dia! As expectativas do grupo eram enormes, um micro-ônibus veio de Salvador especialmente para recepcionar os andarilhos na Fazenda Brejão.

Eliezer, que havia prestado socorro ao apoio na noite anterior, não quis dá viagem perdida e resolveu ir andando da fazenda de Eliu até o Brejão. Alexon, que ainda carregava a missão de representar Isabel, também resolveu andar os 42km, última medição confirmada por Eliu e Lipe e adotada como oficial. Os outros resolveram pegar uma carona até Divisópolis e andar o restante do percurso.

Assim saíram de Divisópolis: Sergio, Karla, Joana, Norma, Noelia, Valmir, Alan, Bela, Leri e Emerson. O dia de caminhada foi o mais tranqüilo e pela primeira vez tudo saiu como o planejado. Leri e Karla chegaram a conclusão que se não fosse a festa da chegada, este seria um dia monótono. E que as aventuras vividas realmente valeram a pena.

O esquenta da chegada aconteceu nos Pombos, um vilarejo que segundo a agenda estava a 6 km do Brejão. Nesse momento, a distância pouco importava, pois a certeza da chegada era realidade e qual fosse a distância seria vencida. A venda foi parcialmente bebida, não por falta de vontade dos andarilhos, mas pela vontade de chegar logo ao Brejão. Bela acionou seu tamborete acústico e houve o ensaio geral da chegada, com a escolha do repertório e afinação do coral.

Os andarilhos seguiram caminhando. Leri planejava chegar voando e para isso trouxe debaixo do braço um litro de pinga. Norma, Noelia e Valmir seguiram na frente, mas esperaram os outros para a grande entrada. Edinho, Dani e Joana, no carro de apoio, também fizeram o mesmo.

A bandeira passava de mão e mão e orgulhosamente os andarilhos se confraternizavam. A emoção tomou conta quando todos os que estavam caminhando se encontraram e Noélia, eleita como porta-voz dos andarilhos para essa missão, foi agradecer a Edinho todo o esforço feito por ele. Após um abraço caloroso ela ressaltou a sua importância durante todo o evento como presidente do apoio e principalmente o seu papel como integrante do grupo, que sempre com palavras de otimismo e força não deixava que os andarilhos desistissem da sua meta e nos momentos mais difíceis soube aconselhar a todos. Edinho sempre dizia que independentemente de andar ou não todo o trecho, nós éramos vencedores porque aceitamos o desafio e o estava cumprindo. E as lágrimas rolaram....

E finalmente houve uma reunião extraordinária, na qual ficou decidido que todos entrariam juntos cantando e Edinho, Noélia, Sergio e Leri levariam a bandeira para seu Inocêncio, pois estes estavam presentes nas duas caminhadas. Do local onde os andarilhos estavam dava pra ver a árvore símbolo do Brejão, Noélia comentou que na primeira caminhada, há 18 anos podia-se ver a mesma árvore cheia de flores que avistávamos naquele momento.

Todos juntos andaram rumo a sede. Abraços e sorrisos felizes iam mediados pelas canções. Lá de cima avistaram a casa e vários pontinhos verdes, era a comissão de boas vindas que organizou a recepção aos andarilhos. Na cerca da fazenda foram deixadas várias mensagens carinhosas de boas vindas dedicadas a cada integrante do grupo. Uma a uma elas foram lidas e recolhidas até a chegada da sede. A emoção tomou conta de todos, Edinho entregou a bandeira a seu Inocêncio que declarou a missão como cumprida. Chuva de confetes e serpentinas foi jogada sobre os caminhantes.

Uma imensa faixa, confeccionada por Fernando e Bel, foi fixada na entrada da casa com o nome de todos os participantes dos Primeiros Passos e da Volta da Bandeira. As fotos oficiais foram tiradas e num clima de harmonia todas as pessoas presentes se confraternizaram.


Depoimentos

Karla

A princípio, a caminhada representava pra mim um desafio físico. A distância a ser percorrida assustava muito e eu nunca havia andado tanto. Tinha experiência de algumas caminhadas em Campinas, mas nada que representasse 200km. Para minha surpresa, participar desse evento significou mais do que superação física e se tornou um exemplo de comunhão das pessoas em torno de um objetivo comum; que todos chegassem juntos ao fim da caminhada. Cada participante contribuiu de forma especial para minha trajetória: tio Edinho me apoiou em todos os momentos, Norma e Noelia, que além do exemplo de superação ainda tinham forças para cuidar de todos, Alexon, Valmir e Leri me sustentaram e às vezes me carregaram nos momentos de desgaste físico, Lipe e Dani se tornaram amigos queridos, Aninha, Joana, Lucas e Diego que quando resolviam caminhar tinham uma determinação incrível, Serginho e minha mãe me davam segurança para continuar o caminho, sem falar em Heitor, Alan, Emerson e Bela que proporcionaram momentos de descontração, afinal a caminhada não era só caminhar... Esses dias ficaram gravados na minha história e todas as pessoas envolvidas além das citadas se tornaram especiais para esse momento. Porém, somente no meio do caminho eu fui entender porque demoraram 18 anos para repeti-la.... E agora fica a pergunta: Quando será a próxima?

FOTO

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Volta da Bandeira

Início 14/04/06 na fazenda Itapuã

Participantes:

1- Daniela Oliveira Matos 33 anos

2-Joana Rocha Viana 12 anos

3-Alexon Jesus 27 anos

4-Karla Rocha Pithon 28 anos

5-Heitor Valverde 63 anos

6-Flipe Oliveira Matos 23 anos

7-Sergio Barreto Viana 44 anos

8-Noélia Barreto Matos 66 anos

9-Marcelo Oliviera Ferreira da Silva 52 anos

10-Normelia Barreto Viana 63 anos

11-Enersin Sevia Rocha 16/Set/1973

12-Alan Martins Barreto

13-Abelardo

14-Ana Rocha Viana 11 anos

15-Lucas Rocha de Brito 11 anos

16-Diego Viana da Costa Pinto 13 anos

17-Valmir de Aquimo 54 anos

18-Eliezer Participou de 2 etapas

Apoio:

19-Edson Andrade Barrreto 13/03/43

20-Silverio Moreira da Silva 11/06/77

21-Helio Alves Viana 09/06/63

22-Alekxandre Meira Silva 27/04/65

23-Edjalma Oliveira Trindade 01/02/57

Veicolos:

2 Motos

1 Camionete F1000

1 Gol

Partida: dia 14/04/2006

Horario:08:00

Pernoite:Faz. Sonia Andrade

-Sergio se perdeu

-20km

-Seremata de Bela

-Lipe muda de endereço 4 horas da manhã.

Caminhates:Lipe, Dani, Karla, Sergio, Norma, Noelia, Jojo, Aninha, Lucas, Diego, Alexon, Heitor, Emerson, Alan, Bela, Marcelo, Anamira e Valmir

13/04/2006

Horatio:4 horas da manha

-Norma sacodi saco para acorda Bela.

-30Km de caminhada

-encontro xom Elifaz, Noélia e Vangri.

Prenoite:Água sumida

Proprietario:Nei BArbosa-Filho José Barbosa-Bar Barbosa,

Linda cochueira dos recepção adoramos o acampamneto

a 2Km de Itarabtim.

Caminhantes:Lipe, Dani, Karla, Sergio, Norma, Noelia, Jojo, Alexon, Heitor, Sergio, Emerson, Alan, Bela, Valmir.

16/04/2006

Horario:6 horas da manhã

Chegada: 13 horas

+/- 24 Km

-Muita lama, paramos por lugares lindos. Eliezer passou por nois hj na cominhada.

Acampamento

Faz. Esperença, Bar Jorgão

-Gato não subia

Caminhantes:Karla, Lipe, Dani, Noelia, Sergio, Jojo, Alexon, Heitor, Emerson, Alan, Bela, Eliezer, Valmir.

17/04/2006

Saida 1) 5:30(Volto para fazer 8Km chegaraum 7:30 (Bela, Alexon, Karla, Lipe, Sergio, MArcelo)

Saida 2) 8:30 depois de banho e fejoada Bela, Alan, Emerson, Karla, Sergio, Aninha, Jojo, Diego, Lucas, Marcelo, Dani, Alexon, Valmir, Heitor +/- 28Km

Com cavalos(Iris, etc)

Parada em Vila das Graças acampamneto em Casa de Farinha de Vila das Graças

Caminhada dificil, paisagem linda. Todo mundo acabado

Banho na casa

Noelia saiu do bar dizendo que vai em casa

Bar:Bar e Mercearia Barros(João Barros)

Casa de banhi: Maria Aparecida de Francisco Ramos(Cida)

18/04/2006

Saida:5horas (Caminhantes: Sergio, Dani, Marcelo, Lipe, Jojo, Alexon, Valmir)

6horas (de cavalo Karla) Emerson, Bela, Alan(Febre) e Heitor não foram.

+/- 28Km.

Muita subida, percurso dificil.

Chagada:Karla e Jojo(15horas)

Emerson e Bela:(17horas)

Sergio, Dani... (19horas)

Realizaram percursos diferentes, Parada: Faz. Anamira

19/04/2006

FERIADO!!!

-Venda de Amalia

-CD de Bela

-Jotina

-Cueca brochante de OLECRAM